4/10
Mac DeMarco – Here Comes the Cowboy (2019)

Não é fácil dizer-se mal de um disco de uma figura tão universalmente tida como simpática: em tempos, a sua fórmula parecia e foi infalível, e resistir-lhe era ser careta.

8/10
Vampire Weekend – Father of the Bride (2019)

A banda está descaradamente mais pop, tem mais guitarras acústicas, vai ao country e a Bollywood, não é o disco que a maioria dos fãs esperava, mas é incrivelmente melodioso e inequivocamente Vampire Weekend.

9/10
Kevin Morby – Oh My God (2019)

Depois de uma carta de amor a Nova Iorque, Morby vira-se para o divino.

8/10
Fontaines D.C. – Dogrel (2019)

Herança sonora que junta num só pote os Pogues e os Fall, os Joy Division e uns Strokes, dando um embelezamento intenso e puro à coisa – assim se pode apresentar os Fontaines D.C.

6.5/10
King Gizzard & the Lizard Wizard – Fishing for Fishies (2019)

Estamos com sorte. Fishing for Fishies representa uma tentativa “falhada” de fazer um disco de blues.

8.5/10
Cage The Elephant – Social Cues (2019)

Dêmos graças por, em 2019, ainda haver bandas como os Cage The Elephant que estão cá, se não for por mais nada, é para nos salvar à guitarrada.

6/10
Prefab Sprout – I Trawl The Megahertz (2019)

.O disco flui de uma uma forma inesperada, a soar à banda sonora de uma maioridade diferente e menos explorada, dos adultos, da nostalgia e dos fragmentos da vida nem sempre fácil

8.5/10
O Terno – < atrás/além > (2019)

Chama-se e em muito se parece a Recomeçar, primeiro disco a solo de Tim Bernardes, líder do grupo.

4.5/10
Jasmim – O Culto da Brisa (2019)

O folk psicadélico de Jasmim é ideal para um dia calmo e contemplativo e mostra que Brás Teixeira procura um espaço diferente do universo sonoro dos Mighty Sands.

7.5/10
The Leisure Society – Arrivals & Departures (2019)

Arrivals & Departures é um disco que aterra bem (era inevitável a brincadeira do uso deste e dos seguintes termos com a imagem da capa).

6.5/10
American Pleasure Club – Fucking Bliss (2019)

O “primeiro” disco dos American Pleasure Club transmite beleza na sua fealdade, retratando a paranóia…

8.5/10
The Flaming Lips – King’s Mouth: Music and Songs (2019)

King’s Mouth é uma belíssima metáfora sobre o que uma cabeça pode albergar. Como a de Wayne Coyne, por exemplo.

6/10
Priests – The Seduction of Kansas (2019)

É indisfarçável vir ao de cima um sentimento de desilusão com este disco dos Priests.

8/10
Manel Cruz – Vida Nova (2019)

Isto não é uma análise a um disco, isto é admiração sem vergonha e uma declaração de amor platónico.

7/10
Kele Okereke – Leave to Remain (2019)

Este é o que de melhor Kele nos apresentou a solo.

8/10
The Gift – Verão (2019)

Podia ter sido um disco intimista, mas ganhou nervo e transformou-se numa obra maior na carreira dos Gift.

7/10
Avey Tare – Cows on Hourglass Pond (2019)

Liricamente falando, Avey continua o percurso introspetivo que caracteriza muito dos seus discos a solo.

8/10
Karen O + Danger Mouse – Lux Prima (2019)

Um disco cheio de espaço – entre as notas cabem mil respirações – e cheio de Espaço – pode ser visto como um dia completo, que começa e acaba na madrugada, mas pode ser igualmente uma volta completa ao sol.