6.5/10
Jacco Gardner – Somnium (2018)

Ao terceiro disco, Jacco Gardner esquece as palavras e dá-nos uma viagem pelo seu mundo em modo ambiente. O percurso é satisfatório mas sabe a pouco.

Medeiros/Lucas – Sol de Março (2018)

Apesar de continuarem a cantar a tradição açoriana, em Sol de Março Pedro Lucas e Carlos Medeiros fazem um piscar de olhos a África e à Europa, porque cantar e experimentar continua a não incomodar a dupla.

7/10
Thom Yorke – Suspiria (2018)

Suspiria é Thom Yorke a aventurar-se por caminhos cinematográficos. O álbum é longo e requer dedicação. Foi o que fizemos, e ainda bem. Suspiria é a banda-sonora de 2018.

8.5/10
Filho da Mãe – Água-Má (2018)

Lançado em maio, Água-má é o quarto álbum do guitarrista Rui Carvalho. Gravado entre o continente e a Madeira, é um disco complexo e que se vai desvendando aos poucos.

9/10
Jeff Tweedy – WARM (2018)

WARM é composto canções ancoradas em guitarras e voz, bem escritas e bem cantadas, das mais sussurradas e comoventes pela vulnerabilidade às mais entusiásticas e comoventes pela procura de uma comunidade, de um encontro, de amor.

9.5/10
Rosalía – El Mal Querer (2018)

Já na reta final do ano, Rosalía largou no mundo a sua obra-prima, um casamento improvável e surpreendentemente bem sucedido entre a tradição centenária do flamenco espanhol e a contemporaneidade sedutora do pop e do r&b. Um triunfo como poucos.

7.5/10
David Bruno – O Último Tango em Mafamude (2018)

David Bruno tece uma ode musical ao Portugal suburbano do início dos anos 90, num disco intrigante que mistura vulgaridade romântica com uma elegância inesperada.

7.5/10
António Zambujo – Do Avesso (2018)

Dizem que a beleza está na simplicidade, mas como fazer música simples e cativante? Telefonem ao Zambujo a perguntar.

8/10
Kids See Ghosts – Kids See Ghosts (2018)

O ponto intermédio da maratona de 2018 de Kanye West, Kids See Ghosts vê o rapper, ao lado de Kid Cudi, a lançar o seu melhor disco em anos.

7.5/10
Lucy Dacus – Historian (2018)

Historian tem momentos de melancolia, sofrimento, ternura (muitos), e outros (poucos) de descarga e raiva. É visceral, sem ser azedo.

6.5/10
Kikagaku Moyo – Masana Temples (2018)

Em Masana Temples, os japoneses Kikagaku Moyo dão-nos a mão para uma viagem a várias…

7.5/10
Adrianne Lenker – abysskiss (2018)

Uma preciosidade de disco, para deixar a tranquilidade tornar-se o rainha e senhora do nosso corpo enquanto o discorremos.

8.5/10
Glockenwise – Plástico (2018)

Em suma, estamos perante um dos mais belos discos desta geração do rock nacional desta geração.

8/10
Jerry Paper – Like a Baby (2018)

O ser “extra-vibracional” estreia-se no mundo da alta-fidelidade e o resultado não podia ter sido mais glorioso.

7.5/10
Márcia – Vai e Vem (2018)

Um dos melhores discos de música portuguesa deste ano não vai nem vem. Fica.

8/10
Madrepaz – Bonanza (2018)

Um ano depois do disco de estreia, a confirmação com Bonanza: os Madrepaz são uma das bandas mais interessantes do panorama musical nacional

7/10
Parcels – Parcels (2018)

No seu disco de estreia os Parcels revelam-nos a sua aptidão para escrever músicas destinadas a ficar presas nos nossos ouvidos para sempre e uma afinidade particular para emular o espírito do passado.

6/10
Cat Power – Wanderer (2018)

Em Wanderer, o décimo disco de Cat Power e o primeiro em seis anos, tudo é letras e sentimento e tudo é simplicidade sonora mas complexidade emocional.