Alexandre Pires
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Nasci em terras de Vera Cruz, decorria ainda a década de 70. De pequenino me apercebi que estava destinado a grandes feitos e quis desde logo deixar a minha marca, começando por atravessar o Atlântico a nado. Dessa experiência guardo sobretudo água salgada nos ouvidos, água essa que me impediu de dar ouvidos ao meu pai que queria fazer de mim engenheiro. Hoje, quando me perguntam a profissão, não sei o que responder. Tenho vários chapéus que vou usando consoante a ocasião, desde economista proeminente a futebolista de sonho, de crítico de música amador a empreendedor visionário, de tenista de meia tigela a DJ concorrido, de amante cinéfilo a pai dedicado.

Fontaines D.C. – Dogrel (2019)

Herança sonora que junta num só pote os Pogues e os Fall, os Joy Division e uns Strokes, dando um embelezamento intenso e puro à coisa – assim se pode apresentar os Fontaines D.C.

Priests – The Seduction of Kansas (2019)

É indisfarçável vir ao de cima um sentimento de desilusão com este disco dos Priests.

Green Day – Dookie (1994)

Acabadinho de fazer 25 anos, era uma grande falha aqui no Altamont não termos Dookie no nosso “catálogo”. A espera acaba aqui e agora.

“He Would Have Laughed” – Deerhunter

Sonhadora, imersiva, é assim que apresentamos “He Would Have Laughed”.

Minutemen – Double Nickels on the Dime (1984)

Passados que estão 25 anos do seu lançamento, importa trazer Double Nickels de volta para cima da mesa.

“Sure Shot” – Beastie Boys

É incrível a todos os níveis o que Ad Rock, MCA e Mike D fizeram no mundo da música, misturando géneros, criando elos de ligação onde antes não existiam, e fazendo-o com um estilo filha da mãe.

“Aneurysm” – Nirvana

Uma das melhores músicas dos Nirvana, lançada na compilação “Incesticide”.

“7/4 (Shoreline)” – Broken Social Scene

Os Broken Social Scene num dos seus momentos mais felizes de uma excelente carreira.

Playlist da Semana: Amálgama 2

Mescla de sonoridades díspares é o que pode encontrar na playlist da semana.

“Divino Maravilhoso” – Gal Costa

Naquele tempo de polarização política, a música era a única forma de expressão.

Broken Social Scene – You Forgot it in People (2002)

Em ano que promete ter novo disco de Broken Social Scene, deu-me para ir remexer no baú da banda e revisitar “You Forgot it in People”.

Deerhunter – Why Hasn’t Everything Already Disappeared? (2019)

O que dizer mais sobre os Deerhunter, que teimam em lançar álbuns inquietantes, densos, cheios de recantos luminosos?

António Zambujo – Do Avesso (2018)

Dizem que a beleza está na simplicidade, mas como fazer música simples e cativante? Telefonem ao Zambujo a perguntar.

Lucy Dacus – Historian (2018)

Historian tem momentos de melancolia, sofrimento, ternura (muitos), e outros (poucos) de descarga e raiva. É visceral, sem ser azedo.

Adrianne Lenker – abysskiss (2018)

Uma preciosidade de disco, para deixar a tranquilidade tornar-se o rainha e senhora do nosso corpo enquanto o discorremos.

“Leave Me Alone” – New Order

Música para as almas solitárias que proliferam mundo fora.

“Teenage Kicks” – The Undertones

A opinião de John Peel será sempre tida em conta, e se esta era a sua favorita, não precisamos de mais.