Alexandre Pires
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Nasci em terras de Vera Cruz, decorria ainda a década de 70. De pequenino me apercebi que estava destinado a grandes feitos e quis desde logo deixar a minha marca, começando por atravessar o Atlântico a nado. Dessa experiência guardo sobretudo água salgada nos ouvidos, água essa que me impediu de dar ouvidos ao meu pai que queria fazer de mim engenheiro. Hoje, quando me perguntam a profissão, não sei o que responder. Tenho vários chapéus que vou usando consoante a ocasião, desde economista proeminente a futebolista de sonho, de crítico de música amador a empreendedor visionário, de tenista de meia tigela a DJ concorrido, de amante cinéfilo a pai dedicado.

Stone Temple Pilots – Core (1992)

O som de Core é uma sonoridade múmia, embalsamada e encafuada numa qualquer pirâmide com deserto à volta.

Angel Olsen com álbum novo e single para amostra

Angel Olsen lança o seu quarto álbum em Outubro, aqui fica “All Mirrors”, primeiro single.

black midi – Schlagenheim (2019)

A referência que vem mais à cabeça ao escutar estes rapazes será possivelmente a insanidade de Mike Patton nos seus projectos pós Faith No More – Mr.Bungle e Fântomas, mas ainda assim fica aquém de se conseguir criar-lhes um rótulo.

The Cure – Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me (1987)

É unânime que Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me é o mais amplo em termos de incluir toda a diversidade do universo Cure, ou melhor, todo o imaginário que popula a cabeça de Robert Smith.

“Plainsong” – The Cure

Música de abertura de Disintegration, música de coroação em “Marie Antoinette” (Sofia Coppola) e música de encerramento em “Toni Erdmann” (Maren Ade).

Los Hermanos – Bloco do Eu Sozinho (2001)

Com Bloco Do Eu Sozinho os Los Hermanos provaram que é possível amadurecer dez anos em somente dois.

“Sentimental” – Los Hermanos

Densa e pujante, ou não viesse esta canção do Rodrigo Amarante.

Big Thief – U.F.O.F. (2019)

Os Big Thief sobem a parada e brindam-nos com uma pérola de disco. (Ando às voltas com este disco há semanas, e continuo sem saber como começar esta crónica. Já escrevi a primeira frase e apaguei várias vezes, fui ouvir…

Aldous Harding – Designer (2019)

Terceiro álbum da cantautora neo-zelandesa mantém a toada que lhe trouxe reconhecimento generalizado.

Fontaines D.C. – Dogrel (2019)

Herança sonora que junta num só pote os Pogues e os Fall, os Joy Division e uns Strokes, dando um embelezamento intenso e puro à coisa – assim se pode apresentar os Fontaines D.C.

Priests – The Seduction of Kansas (2019)

É indisfarçável vir ao de cima um sentimento de desilusão com este disco dos Priests.

Green Day – Dookie (1994)

Acabadinho de fazer 25 anos, era uma grande falha aqui no Altamont não termos Dookie no nosso “catálogo”. A espera acaba aqui e agora.

“He Would Have Laughed” – Deerhunter

Sonhadora, imersiva, é assim que apresentamos “He Would Have Laughed”.

Minutemen – Double Nickels on the Dime (1984)

Passados que estão 25 anos do seu lançamento, importa trazer Double Nickels de volta para cima da mesa.

“Sure Shot” – Beastie Boys

É incrível a todos os níveis o que Ad Rock, MCA e Mike D fizeram no mundo da música, misturando géneros, criando elos de ligação onde antes não existiam, e fazendo-o com um estilo filha da mãe.

“Aneurysm” – Nirvana

Uma das melhores músicas dos Nirvana, lançada na compilação “Incesticide”.

“7/4 (Shoreline)” – Broken Social Scene

Os Broken Social Scene num dos seus momentos mais felizes de uma excelente carreira.

Playlist da Semana: Amálgama 2

Mescla de sonoridades díspares é o que pode encontrar na playlist da semana.