Será The Colour and the Shape um disco que só faz sentido para quem o ouviu na sua altura ou aguentou bem os 29 anos que carrega às costas? Façamos o teste do algodão.
Superchunk || LAV: Mais vale tarde que nunca
Tinham vindo a Paredes de Coura em 2024 e chegaram agora a Lisboa – eis a estreia dos Superchunk na capital, vibrante e convincente.
Momoko Gill – Momoko (2026)
Um disco delicioso que nos veio parar ao colo, Momoko é cativante e belo e expressivo e será mais uns quantos adjectivos superlativos que agora não me ocorrem.
Iceage – For Love of Grace & the Hereafter (2026)
O mais recente dos Iceage recupera a espontaneidade do início de carreira, sem abdicar da riqueza melódica conquistada ao longo da última década. O resultado é, talvez, o disco mais humano da sua discografia.
Moby – Play (1999)
Em 1999, quando Moby lançou Play, poucos imaginavam que um disco melancólico, construído sobre batidas eletrónicas suaves e velhas gravações de blues e gospel norte-americano, se transformaria num dos álbuns mais omnipresentes da viragem do milénio.
The Beach Boys – Surfer Girl (1963)
Lançado em setembro de 1963, Surfer Girl, terceiro longa-duração da banda, marcou o momento em que os Beach Boys começaram a querer deixar de ser apenas “aqueles miúdos das harmonias sobre surf”, e começaram a mostrar ambições artísticas mais sérias.…
My New Band Believe – My New Band Believe (2026)
Um inesperadamente bonito disco acústico, onde Cameron Picton nos atira com as muitas ideias sonoras que lhe percorrem o ser.
caroline || B.Leza: o nome do local do concerto não podia ser mais apropriado
bbb hairdryer || Musa Marvila: ode ao poder da distorção
Concerto vibrante dos bbb hairdryer, de descarga alta e de uma sonoridade que parece estranha pela crueza, mas que agarra incautos e entranha-se rapidamente em quem vem para se deixar levar pela santa trindade guitarra-baixo-bateria.
Coldplay – Parachutes (2000)
Aquele momento em que alguém tem a ousadia de escrever sobre os Coldplay, num site de melómanos com a mania que percebem muito mais de música do que qualquer outro ser no planeta e tenta fazer disso uma dissertação de mestrado.
Bill Callahan – My Days of 58 (2026)
Aos 58 anos (entretanto já fez os 59), Callahan parece menos interessado em esconder-se atrás de narradores ambíguos e mais disposto a falar de si próprio.
Kings of Convenience – Riot on an Empty Street (2004)
Um pequeno motim doméstico contra o inverno, vencido não pela força, mas pela delicadeza de duas vozes, e o simples milagre de ficarmos quentes por dentro.
Mães Solteiras – Vamos ser breves (2026)
Prometiam que iam ser breves e cumpriram, não avisaram é que no final iríamos estar derreados.
Pearl Jam – Vs. (1993)
O segundo álbum da banda de Seattle é músculo e nervo, com uns recantos bonitos de vivenciar. Lembro-me de ouvir Vs. vezes sem conta, na adolescência inquieta, naquele ritual quase religioso de pousar o CD no leitor, carregar no play…
Cameron Winter – Heavy Metal (2024)
Há discos que chegam como um manifesto silencioso, quase um sussurro teimoso contra a corrente do tempo, no qual ficas a matutar para lá do seu término.