São o mais recente fenómeno da internet. Em Vol. II, os Angine de Poitrine não pretendem reinventar a roda microtonal. Há, nas suas seis canções, um groove bastante imediato, que impede a música de se perder na sua própria complexidade. E uma estranha sensação de verdade humana.
Nine Inch Noize – Nine Inch Noize (2026)
Os Nine Inch Nails e o DJ Boys Noize materializaram as suas colaborações esporádicas na banda Nine Inch Noize e num disco com o mesmo nome. Não sendo especial fã de electrónica, há ali um equilíbrio muito bem conseguido entre músicas pré-existentes e as ‘batidas’ do techno e house.
Stoop Kid – Office Overdue (2026)
Um excelente disco de indie-rock slacker com cheiro a 90’s, vindo da Bélgica.
Softcult – When a Flower Doesn’t Grow (2026)
O disco de estreia da dupla canadiana Softcult transporta-nos para o ambiente shoegaze e até grunge dos anos 90.
James Blake – Trying Times (2026)
O sétimo disco de originais de James Blake, Trying Times, merece um tipo muito particular de elogio: este é um trabalho menos eufórico, mais contemplativo, que marca não um ponto de viragem, mas um regresso consciente ao essencial.
JB Dunckel – Paranormal Music Chamber (2026)
Um lindíssimo disco de música clássica de câmara, pelas mãos de metade do duo francês Air.
Harry Styles – Kiss All The Time. Disco, Occasionally. (2026)
O quarto álbum de Harry Styles, Kiss All the Time. Disco, Occasionally., revela amadurecimento, curiosidade e vontade de testar as águas de novas formas.
Robyn – Sexistential (2026)
Sexistential é um disco de menos de 30 minutos, mas de onde conseguimos retirar êxitos imediatos para a pista de dança.
BALEIA BALEIA BALEIA – OUTRA VEZ ARROZ (2026)
OUTRA VEZ ARROZ é o quinto álbum dos BALEIA BALEIA BALEIA, lançado no passado mês de Fevereiro (segundo o seu Bandcamp). Não se deixem enganar, o nome do disco pode levar-nos a achar que será “mais do mesmo”, mas não é.
Haute & Freddy – Big Disgrace (2026)
Este disco de estreia é excentricidade, teatralidade e um pequeno espectáculo criado dentro de cada música. Pode o exagero ser demasiado?
Ladytron – Paradises (2026)
O mais recente disco de Ladytron leva-nos ao pulsar da pista de dança, cheio de irreverência e relembrando porque são um dos nomes maiores da música de dança.
underscores – U (2026)
Hyperpop: um novo género cuja melhor tradução seria “pop em esteróides”, um carnaval de bleeps e blops minuciosamente bem produzidos, que tem o mesmo efeito no corpo humano que teriam cinco cafés cheios, com cinco colheres de açúcar cada. Eis os underscores.
Snail Mail – Ricochet (2026)
Lindsay Jordan está de volta. Ricochet é o mais recente disco de Snail Mail, cinco anos depois de Valentine, e finalmente desprendida do rótulo de nova esperança do rock, apresenta o disco mais coeso da sua discografia.
Bonnie “Prince” Billy – We Are Together Again (2026)
Bonnie “Prince” Billy volta com um novo álbum, carregado de melodias bonitas e com um…
J. Cole – The Fall-Off (2026)
Naquele que anunciou como sendo o seu último disco, o rapper da Carolina do Norte quase que atinge aquilo a que se propõe.
Morrissey – Make-up is a lie (2026)
Um disco desigual, mas no qual um generoso punhado de grandes canções fazem a espera valer a pena.
Andrei Nikolsky – Music For Terminals (2026)
Todos gostamos de charme e elegância. E se tudo isso existir na música, tanto melhor. Escolher os terminais de Andrei Nikolski é uma aposta acertada, se quiser ser seduzido.