Cátia Simões
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O primeiro CD que comprei foi o MTV Unplugged in New York, de Nirvana. Devia ter uns 11 anos e só nessa altura percebi o que era música. Hoje, aos 30, jornalista há seis anos, colaboradora em sites de música e cinema, se houver concerto estou lá, marco as férias consoante os festivais de Verão e o tempo nunca chega para ouvir tudo o que quero.

Bloc Party – Anatomy of a Brief Romance (2026)

O sétimo álbum de estúdio de Bloc Party é a história de desamor de Kele Okareke, contada em estilo confessional. Mas será que queríamos mesmo saber?

The Smiths – Meat is Murder (1985)

Meat is Murder é um dos discos mais emblemáticos da reinvenção do post-punk britânico dos anos 80, tão relevante que até foi premiado com um pacote de bolachas.

Jungle – Sunshine (2026)

Sunshine, o quinto disco de Jungle, repete a fórmula de eletrónica dançável que os tornou um sucesso mas que também pode ser o maior inimigo da evolução da dupla.

Kurt Vile: Philadelphia’s been good to me (2026)

O décimo trabalho de estúdio de Kurt Vile é uma viagem longa e hipnótica pela vastidão do deserto, onde seguimos lentamente de carro acompanhados pelo músico.

Lykke Li – The Afterparty (2026)

The Afterparty é disco cheio de melancolia e escuridão mas que continua a fazer dançar. E que pode muito bem ser o último da artista sueca.

Beatriz Pessoa – Muito Mais (2026)

Pop fresca e bem-disposta, o novo disco de Beatriz Pessoa vai beber inspiração ao jazz e à MPB, resultando num caldeirão de influências que funciona muito bem.

Softcult – When a Flower Doesn’t Grow (2026)

O disco de estreia da dupla canadiana Softcult transporta-nos para o ambiente shoegaze e até grunge dos anos 90.

Robyn – Sexistential (2026)

Sexistential é um disco de menos de 30 minutos, mas de onde conseguimos retirar êxitos imediatos para a pista de dança.

Haute & Freddy – Big Disgrace (2026)

Este disco de estreia é excentricidade, teatralidade e um pequeno espectáculo criado dentro de cada música. Pode o exagero ser demasiado?

Ladytron – Paradises (2026)

O mais recente disco de Ladytron leva-nos ao pulsar da pista de dança, cheio de irreverência e relembrando porque são um dos nomes maiores da música de dança.

Mitski – Nothing’s About to Happen to Me (2026)

Mitski reafirma‑se como uma das compositoras mais consistentes da música alternativa contemporânea, capaz de transformar minimalismo em tensão dramática. Um disco coeso mas onde faltam canções que se destaquem.

Chet Faker – A Love For Strangers (2026)

Depois de vários anos de espera, o novo disco de Chet Faker surge num registo mais introspetivo e melancólico do que os trabalhos anteriores, ficando aquém do que o músico australiano pode fazer.

Sunday (1994) + The Last Dinner Party || Coliseu: Uma festa teatral

As The Last Dinner Party ofereceram-nos, na sua passagem por Lisboa, uma festa calorosa e teatral, cheia de barroco e momentos dramáticos mas onde faltou alguma espontaneidade.

Santigold – Santigold (2008)

O primeiro disco de Santigold é um álbum de estreia ousado e marcante, um caldeirão de diferentes influências, que merece voltar a ser ouvido.

Arctic Monkeys – Humbug (2009)

Humbug pode não ter a energia contagiante de Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, mas é aqui que a banda prova que não quer viver refém do próprio sucesso e presos ao som da juventude, que se eles cresceram então o seu som cresceu com eles.

The Whitest Boy Alive – Dreams (2006)

Nada em Dreams soa excessivo: cada elemento parece cuidadosamente colocado, deixando espaço para a música respirar.

Poliça – Dreams Go (2025)

O sétimo álbum de estúdio de Poliça é um registo mais emocional e intenso do que aquele a que a banda nos habituou, com o processo de composição e gravação marcado pela doença do baixista Chris Bierden, diagnosticado com cancro.

Capicua – Um Gelado antes do Fim do Mundo (2025)

Um trabalho muito bem conseguido da rapper nortenha, que se reafirma como uma das vozes mais marcantes da música portuguesa.