Cátia Simões
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O primeiro CD que comprei foi o MTV Unplugged in New York, de Nirvana. Devia ter uns 11 anos e só nessa altura percebi o que era música. Hoje, aos 30, jornalista há seis anos, colaboradora em sites de música e cinema, se houver concerto estou lá, marco as férias consoante os festivais de Verão e o tempo nunca chega para ouvir tudo o que quero.

“Never Come Back” – Caribou

Caribou faz-nos regressar às pistas de dança, pelo menos na nossa cabeça, já que em 2020 praticamente não se dançou. “Never Come Back” deixa-nos cheios de vontade de beber copos e soltar os nossos melhores passos numa qualquer cave de…

“But You” – Alexandra Savior

Alexandra Savior, de voz angelical, leva-nos a uma viagem pelo mundo do dream pop, sobretudo nesta faixa “But You”, do álbum de 2020, The Archer. Uma canção doce e sedutora, um aperitivo para despertar curiosidade para o resto do disco.

Róísín Murphy – Róísín Machine (2020)

O quinto álbum de Róísín Murphy solo é dançável, um equilíbrio muito digno entre o disco, um toque a house e a pop e tem canções que são singles imediatos e outros êxitos da pista de dança (se neste momento as houvesse), só por si ou a pedir aquela remistura atrevida.

“Incapable” – Róísín Murphy

A Diva está de volta. Sempre que Róísín Murphy lança um álbum é garantido que podemos esperar muito talento e originalidade. Este ano, Murphy brindou-nos, já na recta final do ano, com um disco incrível de onde retirámos esta faixa.…

“The Wall & I” – Nation of Language

Peter Hook é o nome que esta canção, assim que entra o baixo, faz lembrar. Os Nation of Language lançaram-se em 2020, com a participação do baterista dos The Strokes em duas músicas (esta que escolhemos não é uma delas).…

“Push / Pull” – Bdrmm

Bdrmm surpreenderam este ano com um álbum muito interessante, entre o dream pop e o (saudoso) shoegaze, bom para ouvir em dias melancólicos ou tardes chuvosas. A faixa “Push / Pull” é a que mais se destaca neste trabalho do…

Playlist da Semana: Um balanço de 2020

Em tempo de balanço do ano a playlist da semana é uma visão muito pessoal de 2020, com o que mais foi ouvido deste lado, do indie à eletrónica.

Rose City Band – Summerlong (2020)

Ripley Johnson, membro dos Wooden Shjips e Moon Duo, traz-nos o country rock americano dos anos 70, com guitarras prolongadas e ritmos de deserto.

“Sinnerman” – Nina Simone

Nina Simone foi uma das mais incríveis vocalistas da sua geração, além de tocar piano e escrever canções que se assumiam como uma fusão de géneros. Viajando entre o jazz, o blues, o soul, a música clássica, o R&B, o…

“Johnny B. Goode” – Chuck Berry

Um virtuoso da guitarra, com esta famosíssima “Johnny B. Goode” Chuck Berry alcançou a fama e espalhou o rock n’ roll pelos Estados Unidos. Chuck Berry é um dos maiores responsáveis pelo nascimento e crescimento deste novo género musical, além…

“I Got a Woman” – Ray Charles

Podia gritar como um cantor de blues ou adotar o tom sussurrado das músicas românticas, sem medo de falhas, que usava para dar densidade às músicas. Ray Charles era enorme.

“You Can’t Hurry Love” – The Supremes

As Supremes têm êxitos para dar e vender mas esta “You Can’t Hurry Love” continua atual e perfeitamente dançável nos dias de hoje.

“Tutti Frutti” – Little Richard

O artista que despediu Jimmy Hendrix influenciou artistas de todos os estilos e deixou a sua herança em muitas das canções que ouvimos hoje. Esta “Tutti Frutti” continua a ser um êxito na pista de dança.

Playlist da Semana: Black Lives Matter

Esta semana, no rescaldo das manifestações pela morte de George Floyd, viajamos pelos artistas afro-americanos até à década de 60 e espreitamos a influência que tiveram no mundo da música.

Grimes – Miss Anthropocene (2020)

É a mistura entre sonoridades várias, que se entrecruzam com o lado mais místico e fantástico de Grimes que tornam este disco tão diferente.

Wolf Parade – Thin Mind (2020)

Cabe tudo neste Thin Mind, um tudo quase sempre com uma qualidade satisfatória.

Fat White Family – Serfs Up! (2019)

Serf’s Up é um disco completo e bem conseguido, de sons ecléticos e estilo refrescante, e mostra bem que os Fat White Family encontraram o seu caminho.

Michael Kiwanuka – KIWANUKA (2019)

Este é um trabalho intemporal e contemporâneo.