“Cocoon” – Björk

Casulo descreve perfeitamente a sonoridade íntima e a atmosfera eletrónica e sonolenta de Vespertine, até então o disco mais pessoal da artista islandesa. Por baixo da batida glitchy e das teclas suaves, está uma canção de amor vulnerável e generosa.

“The Healer” – Erykah Badu

Em “The Healer”, Madlib faz um dos beats mais viciantes de sempre quase só com um baixo pulsando como um coração, um xilofone que vai descendo, bisonho, e um prato-de-choque solitário que rebenta, saboroso, ao quarto tempo. A voz fumo de Erykah Badu faz o resto.

“Once In A Lifetime” – Talking Heads

O hit mais bizarro da história da pop.

“My Man’s Gone Now” – Nina Simone

No clássico de Gershwin, “My Man’s Gone Now”, acompanhado apenas pelo piano e um baixo delicadíssimo, a voz de Nina uiva de tristeza fúnebre. Quem não se comove já morreu.

“By the Time We Make to Phoenix” – Isaac Hayes

Na epopeia “By the Time I Make to Phoenix”, o baixo repete a mesma nota durante mais de 8 minutos, criando uma tensão exasperante, enquanto Hayes reinventa em spoken word a história daquele coração traído.

“Electricity” – Captain Beefheart and the Magic Band

Ponham “Electricity” a rodar e digam-nos se por detrás da enunciação extravagante de cada sílaba (E-LEC-TRIC-CI-TY!) não pressentem um psicopata à beira de cortar a avó aos pedacinhos?

“Free As A Bird” – The Beatles

Em 1994, o mundo voltou a ouvir os quatro rapazes de Liverpool juntos outra vez e foi um dia mais feliz.

“Don’t Let Me Down” – The Beatles

Para sempre esquecida no lado B de “Get Back” e no pouco conhecido disco Past Masters, “Don’t Let Me Down” é uma canções mais pujantes que Lennon escreveu durante a sua participação nos Beatles.

“I Want You (She’s So Heavy)” – The Beatles

Abbey Road é o álbum mais sexual dos Beatles e este tema tanto faz jus a esta premissa que poderia estar à venda nas farmácias como potenciador da líbido.

While My Guitar Gently Weeps – The Beatles

O segredo de “While My Guitar Gently Weeps” estava na lista de culpados e na exigência de Harrison – não negociável, para a sua música Harrison queria Eric Clapton à guitarra. Há exigências que se impõem.

“Maxwell’s Silver Hammer” – The Beatles

Apesar de ter tido uma gravação morosa para os restantes Beatles, “Maxwell’s Silver Hammer” é de uma ironia deliciosa, contrastando a melodia quase infantil, com a violência da história que Paul nos vai contando, de forma inocente, sobre Maxwell.

“Michelle” – The Beatles

Com arranjos descomplicados e doces que parecem querer levar-nos até às margens do Sena, “Michelle” é uma bonita canção de amor.

“Helter Skelter” – The Beatles

A música mais barulhenta dos Beatles não podia faltar.

“I Am The Walrus” – The Beatles

Nasce no psicadelismo, que nos Beatles sempre teve aquele ar infantil mas depois é mas é
psilocibina, a música cheia de camadas, possível apenas em estúdio, as palavras eloquentes e
percursoras de Monty Python – e com rimas muito bem esgalhadas.

“Being For The Benefit of Mr. Kite” – The Beatles

Being For The Benefit of Mr. Kite é, à boa maneira circense, uma canção malabarista, repleta de voltas e reviravoltas. Mas também ingénua, ilusória, surpreendente, um autêntico “passe de mágica”!

“Happiness Is A Warm Gun” – The Beatles

“Happiness Is A Warm Gun” é, segundo consta, baseada num artigo sobre espingardas, sobre a felicidade ao sentir a arma ainda quente, depois de premido o gatilho. Também há quem diga que fala sobre heroína ou ainda sobre sexo.

“Norwegian Wood (This Bird Has Flown)” – The Beatles

O ponto de viragem na escrita de canções da dupla Lennon-McCartney.

“Damn Right I Got the Blues” – Buddy Guy

Hoje carrega aos ombros o peso de ser o maior embaixador vivo dos Blues.