“If I Had a Hammer” – Sam Cooke

Esta é uma versão insuperável, de um grande cantor num momento de forma de génio absoluto. A prova? Nesse mesmo ano, saía uma cançoneta chamada “A Change is Gonna Come”…

“Change” – Mavis Staples

Esta “Change”, um apelo para a necessidade de mudanças, está bem fresquinha.

“Ain’t Gonna Let Nobody Turn Me Around” – The Roots

Cada geração encontra a sua voz.

“We The People Who Are Darker Than Blue” – Curtis Mayfield

Curtis não só criou canções e bandas sonoras instrumentalmente primorosas como cantou explicitamente, sem grandes freios, sobre os problemas sociais do seu tempo e da comunidade negra.

“Is It Because I’m Black” – Syl Johnson

Se as mudanças já não se cantavam a bem, iam cantar-se a mal.

“Sinnerman” – Nina Simone

Nina Simone foi uma das mais incríveis vocalistas da sua geração, além de tocar piano…

“Johnny B. Goode” – Chuck Berry

Um virtuoso da guitarra, com esta famosíssima “Johnny B. Goode” Chuck Berry alcançou a fama…

“I Got a Woman” – Ray Charles

Podia gritar como um cantor de blues ou adotar o tom sussurrado das músicas românticas, sem medo de falhas, que usava para dar densidade às músicas. Ray Charles era enorme.

“You Can’t Hurry Love” – The Supremes

As Supremes têm êxitos para dar e vender mas esta “You Can’t Hurry Love” continua atual e perfeitamente dançável nos dias de hoje.

“Tutti Frutti” – Little Richard

O artista que despediu Jimmy Hendrix influenciou artistas de todos os estilos e deixou a sua herança em muitas das canções que ouvimos hoje. Esta “Tutti Frutti” continua a ser um êxito na pista de dança.

“Not” – Big Thief

Um épico em miniatura, “Not” tem toda a crueza e visceralidade que muita gente diz que falta ao rock atual.

“Let’s Save Tony Orlando’s House” – Yo La Tengo

Escondida algures no alinhamento de And Then Nothing Turned Itself Inside-Out, “Let’s Save Tony Orlando’s House” destaca-se, não só pela sua referência aos Simpsons como pela violência descrita na sua letra.

“Heavy Balloon” – Fiona Apple

Um teclado desfocado, um bombo marcial e várias camadas da voz de Fiona Apple constituem os ingredientes de “Heavy Balloon”, uma das melhores músicas da obra-prima que é Fetch the Bolt Cutters,

“Metal Heart” – Cat Power

Escrita no delírio noturno que inspirou a maior parte do seu quarto álbum, Moon Pix, “Metal Heart” faz jus ao seu nome.

“Cocoon” – Björk

Casulo descreve perfeitamente a sonoridade íntima e a atmosfera eletrónica e sonolenta de Vespertine, até então o disco mais pessoal da artista islandesa. Por baixo da batida glitchy e das teclas suaves, está uma canção de amor vulnerável e generosa.

“The Healer” – Erykah Badu

Em “The Healer”, Madlib faz um dos beats mais viciantes de sempre quase só com um baixo pulsando como um coração, um xilofone que vai descendo, bisonho, e um prato-de-choque solitário que rebenta, saboroso, ao quarto tempo. A voz fumo de Erykah Badu faz o resto.

“Once In A Lifetime” – Talking Heads

O hit mais bizarro da história da pop.

“My Man’s Gone Now” – Nina Simone

No clássico de Gershwin, “My Man’s Gone Now”, acompanhado apenas pelo piano e um baixo delicadíssimo, a voz de Nina uiva de tristeza fúnebre. Quem não se comove já morreu.