“Anything to Say You’re Mine” – Etta James

Em “Anything to Stay You’re Mine”, os gemidos de sofrimento de Etta James são tão lancinantes – “oh, oh, I’m so blue” – que parece que escarafuncham o nosso coração com um canivete.

“Insecurities” – Syd

Em “Insecurities”, Syd baixa a guarda e assume uma inédita vulnerabilidade. A sua voz, habitualmente distanciada e blasé, é agora intensa e sofrida. Como se nos confessasse que a sua bravata do costume não passa de um verniz que agora estala.

“The Satanist” – Behemoth

A balada “The Satanist”, dos polacos Behemoth, é quase pop no seu açúcar melódico, se bem que disfarçada com vozes guturais e guitarras distorcidas, não fossem os metalheads mais puristas apedrejarem-nos pela infâmia.

“Chove Muito, Chove Tanto” – Amélia Muge

O single de Amélia Muge, “Chove Muito, Chove Tanto”, com letra da sua irmã Teresa, debruça-se sobre a meninice das manas em Moçambique, “quando não tinha sapatos, quando chupava capim” – daí os seus mágicos africanismos.

“Preciso Me Encontrar” – Marisa Monte

Composta por Candeia e cantada por Cartola, em 1976, foi Marisa Monte que, no seu disco de estreia, em 1989, lhe deu fôlego e doçura.

“Castor” – Jorge Palma

“Há cerca de 18 anos escrevi este tema para um bebé a que eu queria chamar Castor. Ele hoje agradece ao registo civil não ter aceite.” Em vez de ter o nome de um bicho peludo, Vicente ganhou uma canção só sua.

“Forever Young” – Bob Dylan

Além de um talentoso contador de histórias, detentor de um sentido de humor cáustico e de ser um dos tipos mais mordazes que alguma vez pôs letras no papel, Robert Allen Zimmerman consegue também ser um magnífico escritor de canções de embalar.

“Canção de Embalar” – José Afonso

Ao longo dos últimos 50 anos, “Canção de Embalar” foi usada para adormecer milhares de crianças por este país fora. Há-de embalar outras tantas no futuro. E continuar a comover todos aqueles que veneram o genial trovador.

“Welcome to Earth (Pollywog)” – Sturgill Simpson

Por cima de uma melodia de piano-de-saloon e umas cordas de um tremendo bom gosto, Sturgill Simpson impõe a sua pungente voz de crooner em “Welcome to Earth (Pollywog)”.

“Trim Trabb” – Blur

Se para muitos o 13 é o número do azar, para nós e para os Blur é o da obra de arte … principalmente à medida que o disco vai avançando e chegando às últimas faixas como a fabulosa “Trim Trabb”.

“Mighty Joe Moon” – Grant Lee Buffalo

Na faixa que dá nome ao seu segundo álbum, os Grant Lee Buffalo picam-nos para ir até às montanhas, comer trutas selvagens ao pé da lareira enquanto imaginamos as histórias do dito Joe Moon.

“Bed Dance” – Hifiklub

A nossa proposta para hoje inclui uma Bed Dance com Iggor Cavalera e uma espreitadela ao site: https://www.hifiklub.com/

“Em menos de meia hora” – Tv Rural

A reboque do regresso dos Tv Rural no passado dia 20 de dezembro, ficam a bela “Em menos de meia hora” e a dúvida se foi só desta vez.

“Heavy Motor” – Duke Garwood

Rogues Gospel é o novo disco de Garwood – lançado no fim de 2022 – e as primeiras audições prometem que valerá bem a pena regressar e tentar descobrir maravilhas nos caminhos tortuosos desenhados por Garwood.

“New Year’s Resolution” – Otis Redding e Carla Thomas

E para que a primeira semana do ano termine em beleza, mais uma canção sobre resoluções de ano novo. Um clássico absoluto de Otis Redding e Carla Thomas. Aproveitem o ano, amigos. Ele ainda está a começar…

“New Year’s Resolution” – Camera Obscura

É tempo de resoluções, diz a tradição. Como desejar paz no mundo, saúde e, acrescentamos nós aqui no Altamont, ouvir boa música. Como esta canção dos Camera Obscura, por exemplo.

“This Will Be Our Year” – The Zombies

Os velhinhos Zombies ainda mexem, como também ainda mexe este tema de 1968, do aclamado álbum Odessey and Oracle. Vamos esperar que o título da canção se transforme em realidade.

“Gonna Make it Through This Year” – Great Lake Swimmers

Mais uma bela canção para este início de ano, pela mão dos Great Lake Swimmers. A primeira semana de janeiro (o mês todo, aliás) custa a passar. Não há um único feriado sequer, para animar a malta. Mas há boas canções. Sempre.