O verão são três de doze meses de cada ano, mas vive eternamente nesta meia hora que os Beach Boys, em 1964, forjaram com raios do sol californiano e melodias que sabem a lambidelas num gelado fresquinho.
underscores – U (2026)
Hyperpop: um novo género cuja melhor tradução seria “pop em esteróides”, um carnaval de bleeps e blops minuciosamente bem produzidos, que tem o mesmo efeito no corpo humano que teriam cinco cafés cheios, com cinco colheres de açúcar cada. Eis os underscores.
Beck – Everybody’s Gotta Learn Sometime (2026)
O “velho camaleão” muda mais uma vez de cor. Ou melhor, de indumentária. O outrora adolescente rebelde dos anos 90, autor do disruptivo “Loser”, troca a camisola larga e os Adidas pelo smoking e os sapatos de vela, neste aglomerado de esmagadora tristeza.
Clipse – Let God Sort Em Out (2025)
Às vezes, queremos pôr o casaco de cabedal. Mas, muitas vezes, não está à mão ou não temos. Os Clipse entregam-vos uns sem problema, é só pôr os fones.
Geese – Getting Killed (2025)
Este é um álbum único, em que os Geese repensaram a forma de estruturar músicas como também a forma de expressar tristeza através de sons que evocam paradoxalmente uma certa claridade.
Black Country, New Road – Forever Howlong (2025)
Forever, Howlong, ou como quarenta e sete heterónimos do Fernando Pessoa decidiram tocar incessantemente riffs complicados em compassos irregulares durante quase uma hora completa. Os pop eruditos e o espalhafato técnico. A música pop é um idoso abeto com ramos…
The Lemonheads – Come On Feel The Lemonheads (1993)
Quando a música é grandiosa (Queen), graciosa (Paul Simon) ou excêntrica (Radiohead) já se fala na “composição”. Mas, quando é simples, carismática ou mais leve, raramente se tem o compositor em consideração. Mas digo-vos, Come on Feel The Lemonheads contém…
Bob Dylan – New Morning (1970)
Bob Dylan, o poeta, o sofredor, o porta-voz, o mestre da língua e das suas fronteiras. Este era Bob Dylan até New Morning, álbum que acrescentou uma nova face à sua identidade. Se entre 62 e 67 os holofotes apontavam…
The Smile – Cutouts (2024)
Para músicos extraordinários como os The Smile, fazer um disco apenas muito bom parece-nos um tanto desapontante. Mas não devia. Ano fecundo, este de 2024. Em especial para os The Smile, que nos presentearam com não um, mas dois bons…
Nick Cave: Os prós e contras de estar frente a frente com Deus
Nick Cave! O movimento de uma sala cessa e a atenção dos que conversam é de súbito desviada. Proferir este nome requer um motivo, não pode ser dito em vão, muito à semelhança de Deus. Retifico, é até mais grave.…
Pop Dell’Arte || Lux: Uma noite de sonhos Pop
Todos temos os nossos heróis de culto. Os nossos pequenos artistas. Os nossos íntimos desconhecidos, que escondemos egoistamente dos outros e sobre os quais temos a sensação de serem da nossa exclusiva propriedade. Era desta maneira que olhava os Pop…
Fontaines D.C. – Romance (2024)
Os Fontaines D.C deixaram de ser mais uma banda indie – são, neste momento, a banda indie. O amor por esta banda é o mais próximo que se arranja de universal, neste oceano de música em expansão em que cada…
The Lemon Twigs – A Dream Is All We Know (2024)
Se procuram músicas modernas, irresistíveis e boas para cantar no carro com os vossos avós, chegaram ao sítio certo. Os Lemon Twigs aproximam novamente gerações com o seu toque mágico para eletrizantes composições e letras carismáticas em A Dream Is All We Know
Real Estate – Daniel (2024)
Neste antecipado refresco de verão, os nossos típicos Real Estate, na sua típica toada alegre, cantam típicos problemas da vida e, como é típico, acrescentam umas décimas à nossa qualidade de vida. No entanto, este novo conjunto de canções, aparentemente…
MGMT – Loss of Life (2024)
Em 2022, após nos terem deixado um sabor desagradável na boca, os MGMT voltam a surpreender – como tanto gostam de fazer. Loss of Life, o seu mais recente trabalho, presenteia-nos com dez canções de qualidade como há algum tempo…
Mitski – This Land Is Inhospitable and So Are We (2023)
This Land Is Inhospitable and So Are We é um projeto, refinado tanto na lírica como na música, que vem mostrar ao mundo uma Mitski sem papas na língua.