Stone Temple Pilots – Core (1992)

O som de Core é uma sonoridade múmia, embalsamada e encafuada numa qualquer pirâmide com deserto à volta.

Nitin Sawhney – Beyond Skin (1999)

O seu poder está na suspensão, nem que seja provisória, do nosso cinismo. Durante 58 minutos voltamos a ter compaixão pelo mundo.

Tool – Aenima (1996)

Aenima é, basicamente, rock psicadélico. E é um dos melhores jamais feito.

The Cure – Wild Mood Swings (1996)

Depois de três discos que os levaram ao topo do mundo, os Cure começam a perder o gás em Wild Mood Swings, que apesar desse facto mantém alguns pontos de interesse

Los Hermanos – Los Hermanos (1999)

Ska-punk abrasivo, corações partidos, compositores de excelência. Assim se faz a estreia dos Los Hermanos.

Green Day – Dookie (1994)

Acabadinho de fazer 25 anos, era uma grande falha aqui no Altamont não termos Dookie no nosso “catálogo”. A espera acaba aqui e agora.

Rage Against the Machine – Rage Against the Machine (1992)

A acumulação de tensão em níveis tântricos até uma bomba atómica explodir no refrão é a sua imagem de marca.

My Bloody Valentine – Loveless (1991)

Um disco tão áspero e violento como frágil e sonhador. O éter e o ácido do shoegaze levados ao seu doentio limite.

Pearl Jam – Ten (1991)

Através de hinos como “Alive” e “Even Flow”, a nossa melancolia, antes plebeia, ascende na escala social. Antes de Ten, estávamos na merda; depois de Ten, curtimos uma angst.

Bonnie Prince Billy – I See a Darkness (1999)

As melodias são bonitas e tristes como a chuva a cair.

Yo La Tengo – I Can Hear the Heart Beating as One (1997)

I Can Hear the Heart Beating as One, vê o grupo a expandir a sua palete sonora e a encontrar uma maneira de equilibrar as suas sensibilidades mais melódicas com o seu pedigree noise.

Led Zeppelin – BBC Sessions (1997)

Um condensado testemunho da caminhada dos Zeppelin, monumento ao rock, às guitarras e aos excessos, uma ostensiva exibição de génio.

DJ Shadow – Endtroducing….. (1996)

Liberto da função de servir o rap, os beats de DJ Shadow ganham uma liberdade inaudita. Se o rap não existe, então, tudo é permitido.

Tricky – Maxinquaye (1995)

Imaginem-se num beco escuro, ouvindo passos: isso é Maxinquaye.

Silver Jews – American Water (1998)

O fã típico é doutorado em literatura moderna e viciado em crack. As tentativas de suicídio são opcionais.

Morphine – Cure for Pain (1993)

Conseguir ser tão inequivocamente rock’n’roll sem uma única guitarra é a sua grande proeza e blasfémia.

Red Hot Chili Peppers – Blood Sugar Sex Magik (1991)

Blood Sugar Sex Magik é uma deliciosa miscelânea de estilos que tem o poder de nos fazer saltar como doidos ou de chorar como bezerros desmamados

GNR – Rock in Rio Douro (1992)

Entre duetos ibéricos, épicas canções de estádio e odes ao seu Norte natal, Rock In Rio Douro traz consigo um som novo e emergente, consagrando os GNR como banda líder do pop-rock português.