Discos acabados de lançar

Lemon Twigs – Look For Your Mind! (2026)

Michael e Brian D’Addario, os harmónicos “irmãos limão”, voltam com mais um brilhante álbum e, a este ponto, começo a desconfiar que sempre tiveram consigo um gerador infinito de canções de 3 minutos, ao estilo dos anos 60, com harmonias vocais de deixar cair o queixo. É que, ao quinto álbum, começa a parecer fácil.

Caterina Barbieri e Bendik Giske- At Source (2026)

Um disco instrumental negro, repetitivo, misterioso e terrivelmente sedutor.

Soma Please – Ballet (2026)

Ballet é o primeiro trabalho dos Soma Please, uma nova banda que soa confiante no seu som e que vale a pena escutar.

The Clockworks – The Entertainment (2026)

Nem tudo se perde, do primeiro para este segundo álbum, mas muito se transforma nos The Clockworks.

Kevin Morby – Little Wide Open (2026)

Entre folk-rock sereno, crescendos emocionais e canções que soam a abraço, Kevin Morby transforma Little Wide Open num disco sobre aceitar o passado sem perder a esperança no futuro.

Lykke Li – The Afterparty (2026)

The Afterparty é disco cheio de melancolia e escuridão mas que continua a fazer dançar. E que pode muito bem ser o último da artista sueca.

Bon Iver – Volumes: One “Selections From Music Concerts 2019–2023 Bon Iver 6 Piece Band” (2026)

Esqueçam “Skinny Love”: em VOLUMES: ONE (Selections From Music Concerts 2019–2023 Bon Iver 6 Piece Band), o(s) Bon Iver não olha(m) para trás e apresenta(m)-se, sem concessões, como a banda que são hoje.

Catarina Branco – Acordava Cansada (2026)

Atmosferas entre o sombrio e a tranquilidade caracterizam o trabalho de uma cantautora que faz da música ponte entre o inquietante e a serenidade.

My New Band Believe – My New Band Believe (2026)

Um inesperadamente bonito disco acústico, onde Cameron Picton nos atira com as muitas ideias sonoras que lhe percorrem o ser.

Arlo Parks — Ambiguous Desire (2026)

Ambiguous Desire nasceu nas noites de Nova Iorque e mostra-nos um outro lado de Arlo Parks.

Beatriz Pessoa – Muito Mais (2026)

Pop fresca e bem-disposta, o novo disco de Beatriz Pessoa vai beber inspiração ao jazz e à MPB, resultando num caldeirão de influências que funciona muito bem.

Angine de Poitrine – Vol. II (2026)

São o mais recente fenómeno da internet. Em Vol. II, os Angine de Poitrine não pretendem reinventar a roda microtonal. Há, nas suas seis canções, um groove bastante imediato, que impede a música de se perder na sua própria complexidade. E uma estranha sensação de verdade humana.

Nine Inch Noize – Nine Inch Noize (2026)

Os Nine Inch Nails e o DJ Boys Noize materializaram as suas colaborações esporádicas na banda Nine Inch Noize e num disco com o mesmo nome. Não sendo especial fã de electrónica, há ali um equilíbrio muito bem conseguido entre músicas pré-existentes e as ‘batidas’ do techno e house.

Stoop Kid – Office Overdue (2026)

Um excelente disco de indie-rock slacker com cheiro a 90’s, vindo da Bélgica.

Softcult – When a Flower Doesn’t Grow (2026)

O disco de estreia da dupla canadiana Softcult transporta-nos para o ambiente shoegaze e até grunge dos anos 90.

Courtney Barnett – Creature of Habit (2026)

Com Creature of Habit, Courtney Barnett não se procura reinventar e ainda bem. Nunca sabemos o quanto precisamos da zona de conforto, até a encontrarmos numa combinação energia guitarrística e nervo melódico.

James Blake – Trying Times (2026)

O sétimo disco de originais de James Blake, Trying Times, merece um tipo muito particular de elogio: este é um trabalho menos eufórico, mais contemplativo, que marca não um ponto de viragem, mas um regresso consciente ao essencial.

JB Dunckel – Paranormal Music Chamber (2026)

Um lindíssimo disco de música clássica de câmara, pelas mãos de metade do duo francês Air.