Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Sr. Chinarro – El Año de la Pera (2026)

El Año de la Pera não é uma compilação. É, isso sim, um olhar renovado sobre temas dos primeiros tempos de um artista sem tempo que o limite.

Primavera Sound Porto 2026 – Dia 3: um forte soco na consciência com muito rock à mistura. Foi assim que tudo acabou.

No dia em que o rock soou mais alto, não escapamos ao ataque massivo de Del Naja e Marshall. Ninguém escapou.

Primavera Sound Porto 2026 – Dia 2: Soberbo dia, o segundo do Primavera! Quatro concertos memoráveis e ainda um quinto a querer entrar nesse patamar estrelado

Um dia em cheio! Grandes concertos e pequenos milagres: os da comunhão, satisfação, plenitude, que a música nos proporcionou.

Primavera Sound Porto 2026 – Dia 1: Vagas de calor e nostalgia no primeiro dia do festival!

O primeiro dia do Primavera Sound Porto elegeu a nostalgia como sentimento maior. Valha-nos a memória, que tantas vezes nos salva… ou nos castiga. 

Coala Festival 2026 || Cascais: a coroação da nova rainha do Brasil (dia 2)

Ninguém rouba a Marina, a cena do momento, mas a MPB de Ibarra e o pop-rock orelhudo de Lulu Santos marcaram, igualmente, o último dia do Coala Festival de 2026.

Coala Festival 2026 || Cascais: Uma família em palco, mesmo que nem sempre de sangue. (dia 1)

No primeiro dia do Coala Festival 2026, uma particular trindade da música veio a terreiro. Pai, filho e o espírito santo da criação musical abençoaram-nos. Que tarde e noite gigantes!

The Beach Boys – Sunflower (1970)

Sunflower é um pequeno e inesperado oásis, um jardim secreto que os Beach Boys resolveram plantar em si mesmos. O tempo acabou por lhe dar a rega certa para que conseguisse florescer, ao sol nosso de cada dia.

Brian Eno – Before and After Science (1977)

Regressar a Brian Eno é uma obrigação, e voltar aos tempos em que fazia canções é sempre muito prazeroso. Before and After Science prova exatamente o que dizemos.

Trovante || MEO Arena – Viver Tudo Numa Noite

Passaram cinquenta anos para que a noite de ontem pudesse acontecer. Para que pudéssemos viver tudo numa noite.

Chico César || Tivoli: Vivemos Aos Vivos como nunca havíamos vivido. A vida, de facto, vale bem a pena.

Chico César é um caso muito sério. Apetece dizer, proverbiando, que dá vida aos mortos, mas também aos vivos. Apesar dos pesares, estamos vivos e foi ao vivo que ontem brindámos à vida. Foi uma festa boa, ao mesmo tempo…

Matteo Monico – Alfred Hitchcock: A Portrait in Piano (2025)

Ouvir filmes pode ser um bom e interessante desafio. Quando se trata de clássicos do cinema, o prazer poderá ser bastante prazeroso. Viva Alfred Matteo Monico Hitchcock!

Andrei Nikolsky – Music For Terminals (2026)

Todos gostamos de charme e elegância. E se tudo isso existir na música, tanto melhor. Escolher os terminais de Andrei Nikolski é uma aposta acertada, se quiser ser seduzido.

Joan As Police Woman – Real Life (2006)

São 20, as velas que aqui sopramos, daquela que é, desde o primeiro momento, a minha eternal flame. Real Life está de parabéns este ano. Joan As Police Woman, essa, está sempre.

Moby – Future Quiet (2026)

Em 1999, o mundo embalava-se com Play. Duas décadas e meia depois, Moby volta a embalar-nos, agora com um disco de pacífica guerrilha, repleto de boas emboscadas. E é tão bom cairmos nelas…

Marisa Monte – Infinito Particular (2006)

Duas décadas podem custar a passar, mas parece que foi ontem, o que vos trazemos hoje aqui: particularidades infinitas de quem sabe o que faz.

Bruno Pernadas – unlikely, maybe (2026)

Unlikely, Maybe é tudo menos incertezas ou indefinições. É mais um sólido álbum que Bruno Pernadas nos oferece. Que sejamos dignos de tanta beleza e de tão vasta poesia sonora!

João Gilberto – Amoroso (1977)

Amoroso é um disco perfeito. Se julga que exageramos, é porque nunca se apaixonou. Nem por ele, nem por ninguém. Agora imagine o que anda a perder…

Carole King – Tapestry (1971)

Fez, há dias, cinquenta e cinco anos o mais delicioso disco de Carole King, o icónico Tapestry. Decidimos, em boa hora, soprar-lhe as velas, em forma de justíssima homenagem.