Carlos Lopes
552 Articles9 Comments

O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Mãeana – Mãeana 2 (2021)

O segundo rebento de Mãeana chega com a mesma dose de encantamento do seu primeiro momento de maternidade. Resta-nos recebê-lo de braços abertos.

Salma e Mac – Salma e Mac [EP] (2021)

Salma e Mac servem-nos a refeição perfeita com elevado teor de beleza e muito rica em calorias poéticas.

Marisa Monte – Portas (2021)

Portas, de Marisa Monte, é um trabalho de continuidade, onde melodia, leveza, bom gosto e boas canções são a matéria prima do álbum.

Nick Cave: uma outra escrita para além da escrita das canções

Nem só de canções vive Nick Cave. Também nos livros o podemos encontrar, por vezes tão cruel e tão exposto como em algumas das suas mais conhecidas composições. Anjos, burros e um certo caixeiro viajante são bem a prova disso.…

As bandas sonoras de Nick Cave e de Warren Ellis

O fascínio do grande ecrã também contagiou Nick Cave. O cinema abriu-lhe portas ao imaginário dos sons desde muito cedo, mas foi na última década e meia que se tornou mais prolífico na difícil arte de musicar imagens em movimento.…

Rufus Wainwright || Festival Jardins do Marquês

Ouvir música ao vivo ao fim de tanto tempo foi um acontecimento! Para mais, tratando-se de Rufus Wainwright. A noite foi de festa, embora contida. Afinal, os pequenos prazeres podem ser gigantescos!

Nick Cave and The Bad Seeds – No More Shall We Part (2001)

No More Shall We Part coloca um ponto final ao mais fértil período de criação de Nick Cave. E fecha-o da melhor maneira possível, apresentando-nos mais um indiscutível clássico. Está como sempre esteve: deslumbrante! No More Shall We Part continua…

Rui Reininho – 20.000 Éguas Submarinas (2021)

Rui Reininho é um dos nossos grandes heróis. E, ao contrário do célebre verso de Reinaldo Ferreira, este herói serve-se vivo!

Lambchop – Showtunes (2021)

Acusticidade, eletrónica e experimentalismo. A receita tem, sobretudo, estes ingredientes bem frescos.

Bruno Pernadas – Private Reasons (2021)

A primeira coisa que nos apraz referir é que Private Reasons é um disco intrinsecamente pop.

Feu! Chatterton – Palais d’Argile (2021)

Os franceses Feu! Chatterton fizeram um álbum tão repleto de predicados, que é difícil imaginar ter entre mãos algo assim tão extraordinário.

“A Paz Não Te Cai Bem” – Clã

É fácil lembrarmo-nos das imagens de “Subterranean Homesick Blues”, de Dylan, quando assistimos ao vídeo de “A Paz Não Te Quer Bem”.

“Pensamentos Mágicos” – Clã

Boa cadência rítmica, sintetizadores à séria, início de festa garantida.

Clã – Rosa Carne (2004)

Ao quarto disco de estúdio, os Clã resolveram reinventar-se.

“Competência para Amar” – Clã

Podem discordar, naturalmente, mas “Competência para Amar” tem um tom, uma estética, um ambiente que ficaria bem num filme de “Bond, James Bond”. Toda a canção é cool, é charme, elegância, uma verdadeira pérola. Talvez seja do seu “jeito pós-moderno”.…

Funkadelic – Free Your Mind… and Your Ass Will Follow (1970)

O título é um achado. O álbum é um claro passo em frente na banda de George Clinton, mais em direção ao rock do que ao funk ou ao soul. A droga tornou-o épico como poucos.

“In the Land of Grey and Pink” – Caravan

“In the Land of Grey and Pink” é uma delicia datada, but still um dos melhores temas da Canterbury scene.

Kevin Ayers – Shooting At The Moon (1970)

Shooting At The Moon é um disco pleno de liberdade criativa, um disco de braços abertos, pronto para acolher todos aqueles que se dispuserem a abraçá-lo também.