Regressar a Brian Eno é uma obrigação, e voltar aos tempos em que fazia canções é sempre muito prazeroso. Before and After Science prova exatamente o que dizemos.
Trovante || MEO Arena – Viver Tudo Numa Noite
Passaram cinquenta anos para que a noite de ontem pudesse acontecer. Para que pudéssemos viver tudo numa noite.
Chico César || Tivoli: Vivemos Aos Vivos como nunca havíamos vivido. A vida, de facto, vale bem a pena.
Chico César é um caso muito sério. Apetece dizer, proverbiando, que dá vida aos mortos, mas também aos vivos. Apesar dos pesares, estamos vivos e foi ao vivo que ontem brindámos à vida. Foi uma festa boa, ao mesmo tempo…
Matteo Monico – Alfred Hitchcock: A Portrait in Piano (2025)
Ouvir filmes pode ser um bom e interessante desafio. Quando se trata de clássicos do cinema, o prazer poderá ser bastante prazeroso. Viva Alfred Matteo Monico Hitchcock!
Andrei Nikolsky – Music For Terminals (2026)
Todos gostamos de charme e elegância. E se tudo isso existir na música, tanto melhor. Escolher os terminais de Andrei Nikolski é uma aposta acertada, se quiser ser seduzido.
Joan As Police Woman – Real Life (2006)
São 20, as velas que aqui sopramos, daquela que é, desde o primeiro momento, a minha eternal flame. Real Life está de parabéns este ano. Joan As Police Woman, essa, está sempre.
Moby – Future Quiet (2026)
Em 1999, o mundo embalava-se com Play. Duas décadas e meia depois, Moby volta a embalar-nos, agora com um disco de pacífica guerrilha, repleto de boas emboscadas. E é tão bom cairmos nelas…
Marisa Monte – Infinito Particular (2006)
Duas décadas podem custar a passar, mas parece que foi ontem, o que vos trazemos hoje aqui: particularidades infinitas de quem sabe o que faz.
Bruno Pernadas – unlikely, maybe (2026)
Unlikely, Maybe é tudo menos incertezas ou indefinições. É mais um sólido álbum que Bruno Pernadas nos oferece. Que sejamos dignos de tanta beleza e de tão vasta poesia sonora!
João Gilberto – Amoroso (1977)
Amoroso é um disco perfeito. Se julga que exageramos, é porque nunca se apaixonou. Nem por ele, nem por ninguém. Agora imagine o que anda a perder…
Carole King – Tapestry (1971)
Fez, há dias, cinquenta e cinco anos o mais delicioso disco de Carole King, o icónico Tapestry. Decidimos, em boa hora, soprar-lhe as velas, em forma de justíssima homenagem.
Cat Power – The Greatest (2006)
Um disco para uma vida. Um álbum que nos conforta, que se nos cola à pele e nos faz pensar que a vida pode ser mesmo bela, sedutora e mágica. Eis The Greatest, a obra eterna de Cat Power.
Nancy Sinatra – Nancy in London (1966)
A música permite tudo. Viajar no tempo, por exemplo, mesmo que para épocas em que nunca tenhamos vivido. E olhem que há viagens que não se podem perder. Aceite o convite e avance – vai gostar de ouvir o que lhe propomos.
The Divine Comedy – Rainy Sunday Afternoon (2025)
É bom ouvir o que de bom a estação do outono nos pode dar. Rainy Sunday Afternoon é o aconchego que falta, o agasalho perfeito para o bem estar geral da alma.
John Maus – Capitólio: O estranho caso de Dr. John e Mr. Maus
É comum dizer-se que a música transforma as pessoas, mas não é nada normal que as transforme radicalmente. Do disco para o palco, a diferença é um abismo sem retorno possível.
Old Jerusalem – Twice The Humbling Sun (2005)
Old Jerusalem é sempre um valor seguro. Twice The Humbling Sun é um manto protetor e outonal, ideal para esta estação do ano, ou para outra idêntica que viva no mais íntimo de nós.
Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens – Seu Espião (1984)
Este texto não é uma crítica musical, antes o breve relato de um pequeno-grande milagre que é encontrar um disco que há muito se desejava ter em vinil. Era Kid naquele tempo, e amava desesperadamente Seu Espião.
John Maus – Later Than You Think (2025)
Ao fim de 7 anos, John Maus está de regresso. Em disco e ao vivo, no próximo novembro. Quanto a Later Than You Think, vale mesmo a pena ouvir o que tem para nos dizer.