Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Beck – Ride Lonesome (2026)

Beck regressa com Ride Lonesome, uma receita atualizada da fina arte da nostalgia.

Marisa Monte & Orquestra ao Vivo – Phonica || Meo Arena: Um sonho de uma noite de verão

Pode a pop de Marisa Monte manter-se fresca e radiante, piscando o olho à música orquestral? “Phonica” deu-nos, sobre isso, uma claríssima resposta. E nós também.

Benjamim – Crónicas do Monte Zeus (2026)

O Apolo da música portuguesa está de regresso! Conviveu com Zeus e tem coisas humanas para nos dizer.

Orchestral Manoeuvres in the Dark – Organisation (1980)

Mais de quatro décadas e meia passadas, regressamos a um momento gélido e hipnótico. Orquestrámos manobras no escuro do tempo sem nos perdermos no caminho.

Aldous Harding – Train on the Island (2026)

Vem chegando aos poucos, com aquele atraso bom que ninguém se importa de esperar. Vem de uma ilha perdida, afortunada, onde reina uma voz que é tão múltipla, quanto bela.

Zeca Veloso – Boas Novas (2025)

As boas novas, por vezes, tardam em chegar. Mas quando chegam, “um pé no mar, um pé no chão”, espalham alegrias tão imensas, que fazem com que tenhamos de as celebrar.

Jay-Jay Johanson – Whiskey (1996)

A dança da memória faz-se dentro de nós, assim como a procura por um lugar que nunca existiu. E um trago de whiskey pode ajudar a espicaçar o silêncio de anos.

Berndt / Schmidt – Cloud Machines (2026)

Cloud Machines é de uma intranquila serenidade deslumbrante, um disco sem tempo, onde passado e futuro habitam um espaço que foge a toda e qualquer dimensão. 

Ageas Cooljazz || My name is Ferdinand, Franz Ferdinand, agente irresistível

Um concerto didático, uma lição de como criar um espetáculo sem mácula, enérgico, empático, na mouche!

Luke Haines – Izzy Wizzy Let’s Get Busy (2026)

Não se resiste à magia de Luke Haines e este Izzy Wizzy Let’s Get Busy é bruxaria sonora psicadélica da mais alta qualidade.

Panda Bear & Sonic Boom – A ? of When (2026)

Panda Bear e Sonic Boom estão de novo juntos. Ao que parece, era apenas a question of when até ao seu regresso.

Ageas Cooljazz || A natureza dançante do eletrizante verbo jamiroquar

Afinal, o disco-funk ainda está vivo, escondido por debaixo do chapéu de Jamiroquai.

Ageas Cooljazz || David Byrne é o punk do amor e da bondade!

Nova noite magnífica no Ageas Cooljazz. Bia Maria trouxe-nos uma tristeza bonita ao coração, e o mago David Byrne lembrou-nos que a Terra é o nosso paraíso em perigo.

NOS Alive 2026 – Dia 3 || Lorde de muita gente e Buraka para o mundo inteiro

Oh My Lorde! O choque térmico entre a febre de Lorde e o suor de Buraka na despedida do NOS Alive.

NOS Alive 2026 – Dia 2 || O rock esgotou o Alive. E ainda salva.

Diz-se que o rock salva. A ser verdade, os salvadores foram os Foo Fighters, tendo em Dave Grohl o seu incansável profeta.

NOS Alive 2026 – Dia 1 || Baladas de sangue, rajadas de morte e redenção!
A noite foi de Nick Cave: um tornado de canções em fúria arrasou tudo à sua volta. Foi simplesmente magnífico! Um nome maior do que quaisquer outros: Nick Cave era o artista incontornável do primeiro dia da décima oitava edição…
Ageas Cooljazz || O Tempo Rei de Gil, ecos de Jobim e mundo em Marta Garrett

Vai sendo tempo de despedidas dos maiores astros da MPB. Gilberto Gil é apenas mais um caso. Rei do seu próprio Tempo, ter-nos-á dito adeus, ontem, em Cascais.

Esperanza Spalding || Festival Jardins do Marquês: a arte do futuro passou por Oeiras

Esperanza Spalding, um sopro de Milton Nascimento, Jorge Resende e Amália Rodrigues, sem “Medo”. Foi tudo belo e caloroso.