Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Jay-Jay Johanson – Whiskey (1996)

A dança da memória faz-se dentro de nós, assim como a procura por um lugar que nunca existiu. E um trago de whiskey pode ajudar a espicaçar o silêncio de anos.

Berndt / Schmidt – Cloud Machines (2026)

Cloud Machines é de uma intranquila serenidade deslumbrante, um disco sem tempo, onde passado e futuro habitam um espaço que foge a toda e qualquer dimensão. 

Ageas Cooljazz || My name is Ferdinand, Franz Ferdinand, agente irresistível

Um concerto didático, uma lição de como criar um espetáculo sem mácula, enérgico, empático, na mouche!

Luke Haines – Izzy Wizzy Let’s Get Busy (2026)

Não se resiste à magia de Luke Haines e este Izzy Wizzy Let’s Get Busy é bruxaria sonora psicadélica da mais alta qualidade.

Panda Bear & Sonic Boom – A ? of When (2026)

Panda Bear e Sonic Boom estão de novo juntos. Ao que parece, era apenas a question of when até ao seu regresso.

Ageas Cooljazz || A natureza dançante do eletrizante verbo jamiroquar

Afinal, o disco-funk ainda está vivo, escondido por debaixo do chapéu de Jamiroquai.

Ageas Cooljazz || David Byrne é o punk do amor e da bondade!

Nova noite magnífica no Ageas Cooljazz. Bia Maria trouxe-nos uma tristeza bonita ao coração, e o mago David Byrne lembrou-nos que a Terra é o nosso paraíso em perigo.

NOS Alive 2026 – Dia 3 || Lorde de muita gente e Buraka para o mundo inteiro

Oh My Lorde! O choque térmico entre a febre de Lorde e o suor de Buraka na despedida do NOS Alive.

NOS Alive 2026 – Dia 2 || O rock esgotou o Alive. E ainda salva.

Diz-se que o rock salva. A ser verdade, os salvadores foram os Foo Fighters, tendo em Dave Grohl o seu incansável profeta.

NOS Alive 2026 – Dia 1 || Baladas de sangue, rajadas de morte e redenção!
A noite foi de Nick Cave: um tornado de canções em fúria arrasou tudo à sua volta. Foi simplesmente magnífico! Um nome maior do que quaisquer outros: Nick Cave era o artista incontornável do primeiro dia da décima oitava edição…
Ageas Cooljazz || O Tempo Rei de Gil, ecos de Jobim e mundo em Marta Garrett

Vai sendo tempo de despedidas dos maiores astros da MPB. Gilberto Gil é apenas mais um caso. Rei do seu próprio Tempo, ter-nos-á dito adeus, ontem, em Cascais.

Esperanza Spalding || Festival Jardins do Marquês: a arte do futuro passou por Oeiras

Esperanza Spalding, um sopro de Milton Nascimento, Jorge Resende e Amália Rodrigues, sem “Medo”. Foi tudo belo e caloroso.

The Stranglers || Festival Jardins do Marquês: afinal, ainda há heróis!

Peste & Sida levou amigos novos e antigos aos Jardins do Marquês e os Unsafe Space Garden dramatizaram a humanidade. Os The Stranglers, esses, continuam a ser extraterrestres.

PICAS – Vendavais (2026)

Há estreias que procuram convencer de imediato. Vendavais, de PICAS, prefere insinuar-se, e é bem melhor assim.

Sr. Chinarro – El Año de la Pera (2026)

El Año de la Pera não é uma compilação. É, isso sim, um olhar renovado sobre temas dos primeiros tempos de um artista sem tempo que o limite.

Primavera Sound Porto 2026 – Dia 3: um forte soco na consciência com muito rock à mistura. Foi assim que tudo acabou.

No dia em que o rock soou mais alto, não escapamos ao ataque massivo de Del Naja e Marshall. Ninguém escapou.

Primavera Sound Porto 2026 – Dia 2: Soberbo dia, o segundo do Primavera! Quatro concertos memoráveis e ainda um quinto a querer entrar nesse patamar estrelado

Um dia em cheio! Grandes concertos e pequenos milagres: os da comunhão, satisfação, plenitude, que a música nos proporcionou.

Primavera Sound Porto 2026 – Dia 1: Vagas de calor e nostalgia no primeiro dia do festival!

O primeiro dia do Primavera Sound Porto elegeu a nostalgia como sentimento maior. Valha-nos a memória, que tantas vezes nos salva… ou nos castiga.