O novo álbum de Jack White traz-nos um elétrico festival de irreverência rock (e não só…), deixando bem claro que está em boa forma criativa. Reservem-lhe lugar – é bem provável que esta alucinante viagem, pronta para deslumbrar ao vivo, venha a estar entre os melhores discos do ano.
The Beach Boys – Surfin’ Safari (1962)
O álbum de estreia dos Beach Boys é um aperitivo do que poderia acontecer nos anos seguintes como legado para a História da Música. Mesmo que o génio de Brian Wilson não tenha (também) os créditos da produção, veio a saber-se que já nessa altura cuidava de tudo.
Catarina Branco – Acordava Cansada (2026)
Atmosferas entre o sombrio e a tranquilidade caracterizam o trabalho de uma cantautora que faz da música ponte entre o inquietante e a serenidade.
MaZela – Desgostos em Canções de Colo (2024)
O projeto da cantora albicastrense começou a ganhar maior espaço de evidência há cerca de ano e meio, embora já tivesse alguns antecedentes. E o EP foi um passo importante na trajetória de afirmação.
Luca Argel || Teatro Maria Matos: A simplicidade da elegância
O Homem Triste foi o pretexto, mas Luca Argel e Moreno Veloso, o seu convidado muito especial, iluminaram a noite com uma banda em estado de graça. Primeiro, enfrentar os estereótipos da construção de uma certa masculinidade. No fim, tudo a dançar ao som do irresistível samba de “Um Passo à Frente”.
Luca Argel – O Homem Triste (2026)
Um álbum que nos faz ouvir música e pensar. Um trabalho de questionamento interior que dá pano para mangas no exterior. Um olhar para o outro lado da masculinidade que desbrava caminho para rebentar com estereótipos.
Expresso Transatlântico – Trópico Paranóia (2026)
Quando a marca de água musical se constrói a partir da diversidade e do multiculturalismo, o resultado é um belo arco-íris sonoro. Atual e de sempre.
Rita Cortezão – tudo, um pouco (2025)
Um primeiro trabalho envolvente e que cria vontade de ouvir mais: é assim com o disco tudo, um pouco, de Rita Cortezão.
Altamont x Doclisboa Heart Beat | Duran Duran: Unstaged
Uma banda de enorme sucesso, favorita de um realizador incomum. Uma sala repleta de público entusiasmado. Aqui estão, em síntese, os principais ingredientes para “Duran Duran: Unstaged”.
Altamont x Doclisboa Heart Beat | It’s Never Over, Jeff Buckley
Comovente, revelador, capaz de abalar até o mais empedernido dos insensíveis, o documentário de Amy Berg que nos devolve a genialidade atormentada e a frágil humanidade de Jeff Buckley esgota salas no Doclisboa, secção Heart Beat.
Talking Heads – True Stories (1986)
Seria muito difícil antecipar em 1986, quer pelo percurso de sucesso até aí, quer pela vitalidade criativa de um disco como este “True Stories”, que apenas dois anos depois os Talking Heads iriam lançar o último álbum (“Naked”)
Supertramp – Breakfast in America (1979)
Agora conhecemos toda a história. No início dos anos 80, então adolescente, quando tantas vezes ouvi o álbum enquanto estudava, só procurava que aquela música pop fosse um complemento perfeito. E nunca falhou.
Black Keys – No Rain, No Flowers (2025)
O novíssimo disco do duo de Akron, no Ohio, surge depois de um processo atribulado que incluiu o cancelamento de uma digressão e o despedimento dos managers. Trabalho com ares bluesy, funk, soul, R&B e country, remissão para sons dançáveis dos anos 70, elevada competência, mas sem genialidade.
Suzanne Vega – Flying with Angels (2025)
Onze anos depois de Tales For The Realm Of The Queen Of Pentacles e nove após o temático Lover, Beloved: Songs from an Evening with Carson McCullers, Vega traz-nos uma reafirmação de múltiplos talentos, num disco que traduz muito bem as preocupações do nosso tempo.
Pulp – More (2025)
Foi preciso quase um quarto de século para que Jarvis Cocker voltasse com o núcleo duro de uma banda adorada. E More, resultado dessa longa espera, é para ouvir e ouvir e ouvir… e continuar a ouvir. Uma inesquecível pérola musical.