D’Angelo – Voodoo (2000)

No meio de tantas canções tão boas, a memória mais duradoura de Voodoo é a sua atmosfera.

Oasis – Standing On The Shoulder Of Giants (2000)

No virar do milénio, os Oasis mudam o logo da banda, perdem mais dois membros fundadores, Noel afasta-se das drogas e Liam escreve a sua primeira música. O disco, regado a psicadelismo, marca, de certa forma, o fim da Britpop e da relevância da banda no panorama musical.

Outkast – Stankonia (2000)

Com um pé numa nave espacial e o outro no gueto se faz esta obra-prima do hip-hop: experimental sem esquecer a tradição, sonhadora sem esquecer a rua. Andre 3000 e Big Boi, portanto.

M.I.A. – Kala (2007)

Tudo é desmedido em Kala: mil tambores festejando a união de todas as tribos, timbres estridentes desafiando os tímpanos, uma voz blasé e insolente com quilos de swag.

The Flaming Lips – Yoshimi Battles the Pink Robots (2002)

Yoshimi é esse deslumbramento com a beleza de tudo, e a consciência amarga de que tudo perece.

The Avalanches – Since I Left You (2000)

Since I Left You é leve e eufórico, quase sem gravidade. Como se nos dissesse: liberta-te do peso do passado, abandona-te ao êxtase da viagem.

Jay-Z – The Blueprint (2001)

Talvez o disco de hip-hop mais influente dos anos 2000.

Wilco – Yankee Hotel Foxtrot (2001)

Nunca a beleza pop e a estranheza experimental casaram tão bem.

The Good, The Bad And The Queen – The Good, The Bad And The Queen (2007)

Bom dia, tristeza. Se é para seres amargura e desilusão, que sejas assim também, linda de morrer.

Daft Punk – Discovery (2001)

Quando nostalgia e futurismo são misturados na dose certa, aparece uma das obras maiores do século XXI.

Ariel Pink – The Doldrums (2000)

É sempre fora das linhas que Ariel desenha o seu estranho mundo. Não queremos sair dele.

Dizzee Rascal – Boy in da corner (2003)

E é aqui que chamamos Dizzee Rascal, que com o rasgo do seu disco de estreia se tornou o grande embaixador do grime.

9/10
Lily Allen – Alright, Still (2006)

Um disco que vive da permanente tensão entre a inocência sonhadora da música e a malícia filha da puta das letras.

Amy Winehouse – Back to Black (2006)

Disseram-lhe que bastava mais ou menos. Respondeu que não, não, não…

Madvillain – Madvillainy (2004)

É um pequeno milagre (ou um testemunho do talento destes dois titãs) que, no meio deste turbilhão de contratempos e projetos paralelos, pudesse surgir um disco tão singular.

The Cure – 4:13 Dream (2008)

Ao final de 13 discos já é difícil encontrar surpresas nos The Cure, onde procuramos o gótico mas encontramos o pop.

The Cure – The Cure (2004)

Na ressaca do sucesso do nu-metal, os The Cure acrescentaram o peso certo à sua melancolia, participando na ressurreição do rock. O disco homónimo tem grandes canções mas foi eclipsado por novidades desse ano, como os Arcade Fire, Franz Ferdinand e Killers.

Los Hermanos – Ventura (2003)

Ventura consolidou em definitivo a ideia de que os Los Hermanos foram os maiores e os melhores representantes do indie-rock brasileiro. É um disco cheio de canções maiores do que a vida e uma obra exemplar de bom gosto estético e criativo.