Joana Canela
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Saí para o mundo em 91. Licenciei-me em Jornalismo e andei por aí a fazer coisas até um dia ter percebido que o que queria mesmo fazer da vida era escrever sobre música. Porque a vida não teria metade da intensidade se não tivéssemos uma banda sonora constante. É tão bom ser compreendida assim e poder compreendê-la também. De bloco de notas na mão e mochila às costas a pensar que a vida é só rock'n'roll.

Russian Circles || Lisboa ao Vivo

Pujança e competência é coisa que nunca falta aos Russian Circles. Agora com mais peso e tonalidades negras, cumpriram a profecia de mais um serviço exemplar num Lisboa ao Vivo quase cheio.

“Tua Mulher” – José Pinhal

“Tua Mulher” é dedicado ao desejo perigoso – tão irresistível – que é o fruto proibido. Mas pelo olhar de José Pinhal, até o mercado negro do amor parece valer uma paixão assolapada.

Wet Leg em entrevista: “Estamos orgulhosas do novo álbum”

Como é que se cria um hype sem um disco editado? Altamont esteve à conversa com elas sobre o seu álbum de estreia.

“I Go To Sleep” – Anika

Entre afagos e ilusões, os lençóis são o esconderijo das almas cansadas. É no lugar onde a escuridão é segura que os pensamentos são livres e o corpo também.

“Youngblood” – Russian Circles

A medicina musical é o elixir dos novos tempos. Funciona como um estabilizador de humor pouco ortodoxo, mas sem efeitos secundários. Mas e se um dia a música não chegar? Falem com um psiquiatra a sério.

“Le Jardin” – La Femme

Pela primeira vez a cantar em espanhol, os franceses La Femme não temem a dureza do seu refrão: “Porque a vida é uma puta que pagas com o teu corpo”. E cabe a nós saber o seu preço.

“Tears In The Typing Pool” – Broadcast

Debaixo do pano do fim de uma relação, há o descortinar de um fim maior, mais cruel e finito, como só a morte sabe ser.

Playlist da Semana: Sad Boys

Uns mais, outros menos, uns vivos, outros não, eis alguns dos sad boys que vale a conhecer.

IDLES || Coliseu dos Recreios

Num Coliseu dos Recreios quase esgotado para ver os Idles, o espaço ainda era grande demais. Tantos pés no chão, outros tantos no ar, mas todos eles o mais próximo possível uns dos outros para celebrar o regresso à liberdade onde um concerto é um amor partilhado.

“Panda Panda Panda” – Deerhoof

“Panda Panda Panda” é ornamentada de uma infantilidade tentadora e divertida, sem nunca largar o ritmo e a sujidade que caracteriza o rock.

“For The Damage” – Blonde Redhead

“For The Damage”, dos Blonde Redhead, é talvez a canção mais bonita de sempre.

“Lost Wisdom” – Mount Eerie

“Lost Wisdom” é uma canção para todos os corações partidos, no presente ou no passado.

“Evaporar” – Little Joy

Neste tema, os Little Joy captam a simplicidade naturalmente bela de um poema acompanhado de um “violão”, onde se espreme o sumo das verdades não absolutas – mas cada vez mais verdadeiras – sobre este jogo mirabolante do dar e receber.

Playlist da Semana: A desbunda continua

Esta playlist é para dançar em qualquer lugar. Afinal, a rua voltou a ser nossa.

Vaiapraia – 100% Carisma (2020)

A verdade é bela e nela Vaiapraia espelha o seu carisma.

“Sea Horse” – Devendra Banhart

A primeira vez que ouvi a “Sea Horse” foi num concerto do próprio no Centro Cultural de Belém, em 2013. Talvez tenha sido influenciada pela performance — tão teatral e absorvente — mas guardei-a com fascínio para lá voltar mais…

“Na Mesma” – Outras Maneiras

“Na Mesma”, original de Starlolix, aqui interpretada por Luís Severo, é uma bonita canção dos tempos modernos, onde o amor é egoísta, mas a mulher não se conforma.