7/10
Temples – Hot Motion (2019)

Um disco óptimo mas irrelevante. Bem-vindos ao século XXI.

8/10
Nick Cave – Ghosteen (2019)

Musicalmente, o que encontramos em Ghosteen é um conjunto de temas (preferimos não lhes chamar canções) que pouco ou nada se distanciam umas das outras.

6.5/10
Guaxe – Guaxe (2019)

Mais um objecto curioso e de personalidade bem vincada, do qual destacamos a melancolia doce e cansada.

Solange – A Seat at the Table (2016)

O ponto de viragem na carreira de Solange, afastando-se do R&B comercial dos seus dois primeiros discos, e fazendo aquilo que sabe fazer melhor: um R&B alternativo e vanguardista, quase anti-pop.

6.5/10
Oh Sees – Face Stabber (2019)

É difícil saber se os Oh Sees ainda estão para nos brindar com a sua obra prima de rock progressivo-psicadélico-kraut ou se estão prestes a colapsar com o peso da sua ambição.

8.5/10
Elza Soares – Planeta Fome (2019)

Elza Soares sempre habitou o Planeta Fome, mas só resolveu mostrá-lo recentemente. Análise lúcida e crua do seu próprio país, o novo disco da muito estimada carioca é um portento de som e conteúdo.

7.5/10
Metronomy – Metronomy Forever (2019)

Tudo o que encontramos aqui são melodias bonitas, electrónica vintage com groove e a elegância que advém da total despretensão.

7/10
Pixies – Beneath the Eyrie (2019)

É a vez de Beneath the Eyrie, que está a ser recebido pela crítica como um regresso à boa forma, ainda que não aos bons velhos tempos.

7/10
(Sandy) Alex G – House of Sugar (2019)

Se há coisa que impressiona em (Sandy) Alex G é a sua sinceridade poética. Alex fala-nos de tudo com uma sinceridade inigualável.

8/10
BROCKHAMPTON – Ginger (2019)

Abandonando parcialmente a sua preocupação em criar statements icónicos a nível musical e estético, os Brockhampton deram prioridade à narrativa, à introspecção e à coesão.

8.5/10
The Comet is Coming – Trust in the Lifeforce of the Deep Mystery (2019)

É o seu sentido poético fora do comum que tudo ordena, com elegância e sensibilidade. Não é jazz ou electrónica, é pura poesia.

7/10
Lower Dens – The Competition (2019)

Está aberta a competição aos melhores discos do ano e o dreampop dos Lower Dens é candidato, cinco anos depois de Escape From Evil, desta vez de braço dado com sintetizadores dançáveis.

8.5/10
Sons of Kemet – Your Queen is a Reptile (2018)

Um álbum electrizante de jazz, trazendo-nos África através da ênfase dada ao ritmo: complexo e frenético, convidando à dança e à transe.

7.5/10
Ezra Furman – Twelve Nudes (2019)

Voz cheia de distorção, gritos, reacção e crueza. Ezra Furman regressou com Twelve Nudes e talvez não seja nada do que estão à espera.

8/10
Whitney – Forever Turned Around (2019)

Se em Light Upon The Lake seguimos uma estrada que nos conduz a um amor veranil e melancólico, em Forever Turned Around deparamo-nos com um estado de ansiedade, onde nada é certo e tudo é uma longa interrogação.

8.5/10
Lana Del Rey – Norman Fucking Rockwell! (2019)

Este é, definitivamente, um disco de detalhes. É um disco suave, para se ouvir em conforto e com atenção.

7.5/10
The Raconteurs – Help Us Stranger (2019)

Quem quer um bom e sólido disco de rock clássico, muito bem feito em 2019, tem aqui uma boa rodela para saborear.

7/10
Jakuzi – Fantezi Müsik (2017)

Antes de mais, o synthpop turco é real. Fugiu para o mundo da luz em 2017 com Fantezi Müsik e está aqui.