Após anos à deriva, Brian Wilson recompõe-se momentaneamente para escrever e produzir um disco inteiro na sua banda de uma vida. Love You é um regresso à forma de uma banda que estava lentamente a desaparecer do interesse público.
The Beach Boys – Carl and the Passions-So Tough (1972)
Com Brian Wilson quase musicalmente catatónico, o seu irmão Carl toma as rédeas da banda e contrata dois novos membros sul-africanos para dar um sopro de vida aos Beach Boys. So Tough foge dos motivos surfistas, da pop psicadélica e traz um som mais mais actual aos californianos.
The Beach Boys – Surf’s Up (1971)
Com a sua capa escura e taciturna e um conjunto de canções melancólicas, Surf’s Up assume-se como o som de uma utopia a desaparecer lentamente no horizonte californiano. Bem vindos ao fim dos anos 60 e à porta de entrada de uma nova fase na carreira dos Beach Boys.
The Beach Boys – Sunflower (1970)
Sunflower é um pequeno e inesperado oásis, um jardim secreto que os Beach Boys resolveram plantar em si mesmos. O tempo acabou por lhe dar a rega certa para que conseguisse florescer, ao sol nosso de cada dia.
George Harrison – Thirty Three & 1/ॐ (1976)
Quando chegou à idade de Cristo mais 1/3, George Harrison pôs de parte as cítaras e os cânticos hindus e entregou-se ao soft rock mas sem nunca perder a sua espiritualidade e sarcasmo, que foram a sua imagem de marca.
Brian Eno – Before and After Science (1977)
Regressar a Brian Eno é uma obrigação, e voltar aos tempos em que fazia canções é sempre muito prazeroso. Before and After Science prova exatamente o que dizemos.
Tia Blake and Her Folk Group – Folksongs & Ballads (1971)
Há discos que constroem uma carreira. E há discos que constroem um mito. Folksongs & Ballads pertence claramente à segunda categoria: um único registo, gravado numa tarde, que atravessou décadas em silêncio até ser redescoberto e transformado num objeto de culto.
João Gilberto – Amoroso (1977)
Amoroso é um disco perfeito. Se julga que exageramos, é porque nunca se apaixonou. Nem por ele, nem por ninguém. Agora imagine o que anda a perder…
Carole King – Tapestry (1971)
Fez, há dias, cinquenta e cinco anos o mais delicioso disco de Carole King, o icónico Tapestry. Decidimos, em boa hora, soprar-lhe as velas, em forma de justíssima homenagem.
Paul McCartney and Wings – Red Rose Speedway (1973)
Desiludido com a recepção a Wildlife, o primeiro disco de Wings, McCartney resolve adicionar o seu nome à banda para ganhar mais projecção. Red Rose Speedway é competente e tem bons momentos mas fica a anos luz do que o ex-Beatle era capaz.
Talking Heads – Fear of Music (1979)
Denso, belo, cativante, mas muito freak, também. A deliciosa paranóia extravagante de Fear of Music é um vírus bom, daqueles que ninguém se importará de apanhar.
Talking Heads – More Songs About Buildings and Food (1978)
Uma evolução na continuidade, reforçando o funkadelismo ansiogénico do álbum de estreia. Os nerds do liceu dançando furiosamente, trucidando as “populares” sem piedade…
Supertramp – Breakfast in America (1979)
Agora conhecemos toda a história. No início dos anos 80, então adolescente, quando tantas vezes ouvi o álbum enquanto estudava, só procurava que aquela música pop fosse um complemento perfeito. E nunca falhou.
Odair José – O Filho de José e Maria (1977)
A vida d´O Filho de José e Maria como nunca a ouviram, provavelmente. A proposta maldita de Odair José chegou ao Altamont!
Alan Parsons Project – Tales Of Mystery And Imagination (1976)
Tales Of Mystery And Imagination, além de um clássico de culto, é um disco que…
Bob Dylan – Desire (1976)
Dylan encontrou uma carrinha, pôs um chapéu e pintou a cara de branco para cantar…
Bob Dylan – Pat Garret & Billy the Kid (1973)
A estreia de Bob Dylan na composição de bandas sonoras, gravado entre o México e a Califórnia, envelheceu bem, tornando-se num disco simples, mas capaz de nos transportar ao Oeste sem Lei
Bob Dylan – New Morning (1970)
Bob Dylan, o poeta, o sofredor, o porta-voz, o mestre da língua e das suas…