O verão são três de doze meses de cada ano, mas vive eternamente nesta meia hora que os Beach Boys, em 1964, forjaram com raios do sol californiano e melodias que sabem a lambidelas num gelado fresquinho.
The Beach Boys – Shut Down Vol. 2 (1964)
Shut Down Vol. 2 é inconstante, entre músicas absolutamente desnecessárias e momentos gloriosos, resultado da genica de gente que ainda nem chegara ao quarto de século.
The Beach Boys – Little Deuce Coupe (1963)
Ao quarto disco, os Beach Boys tentam fazer um disco temático, todo ele com referências a motores, mas o resultado final sabe a pouco. Little Deuce Coupe é vítima da pressão exercida em Brian Wilson pela sua editora e pai.
The Beach Boys – Surfer Girl (1963)
Lançado em setembro de 1963, Surfer Girl, terceiro longa-duração da banda, marcou o momento em…
The Beach Boys – Surfin’ Safari (1962)
O álbum de estreia dos Beach Boys é um aperitivo do que poderia acontecer nos anos seguintes como legado para a História da Música. Mesmo que o génio de Brian Wilson não tenha (também) os créditos da produção, veio a saber-se que já nessa altura cuidava de tudo.
Bon Iver – Volumes: One “Selections From Music Concerts 2019–2023 Bon Iver 6 Piece Band” (2026)
Esqueçam “Skinny Love”: em VOLUMES: ONE (Selections From Music Concerts 2019–2023 Bon Iver 6 Piece Band), o(s) Bon Iver não olha(m) para trás e apresenta(m)-se, sem concessões, como a banda que são hoje.
Catarina Branco – Acordava Cansada (2026)
Atmosferas entre o sombrio e a tranquilidade caracterizam o trabalho de uma cantautora que faz da música ponte entre o inquietante e a serenidade.
My New Band Believe – My New Band Believe (2026)
Um inesperadamente bonito disco acústico, onde Cameron Picton nos atira com as muitas ideias sonoras que lhe percorrem o ser.
Arlo Parks — Ambiguous Desire (2026)
Ambiguous Desire nasceu nas noites de Nova Iorque e mostra-nos um outro lado de Arlo Parks.
Beatriz Pessoa – Muito Mais (2026)
Pop fresca e bem-disposta, o novo disco de Beatriz Pessoa vai beber inspiração ao jazz e à MPB, resultando num caldeirão de influências que funciona muito bem.
Angine de Poitrine – Vol. II (2026)
São o mais recente fenómeno da internet. Em Vol. II, os Angine de Poitrine não pretendem reinventar a roda microtonal. Há, nas suas seis canções, um groove bastante imediato, que impede a música de se perder na sua própria complexidade. E uma estranha sensação de verdade humana.
Nine Inch Noize – Nine Inch Noize (2026)
Os Nine Inch Nails e o DJ Boys Noize materializaram as suas colaborações esporádicas na banda Nine Inch Noize e num disco com o mesmo nome. Não sendo especial fã de electrónica, há ali um equilíbrio muito bem conseguido entre músicas pré-existentes e as ‘batidas’ do techno e house.
Stoop Kid – Office Overdue (2026)
Um excelente disco de indie-rock slacker com cheiro a 90’s, vindo da Bélgica.
Amyl and the Sniffers – Cartoon Darkness (2024)
Será que basta uma banda ter uma vocalista super carismática e enérgica para sobreviver num mar de bandas? Cartoon Darkness diz-nos que sim, é possível.
Travis Scott – Rodeo (2015)
Scott conseguiu aproveitar-se das suas evidentes influências (…) para se catapultar no género, sem ser derivativo, e construir uma epopeia autêntica. Podemos dizer que Luís de Camões tem Os Lusíadas assim como Travis Scott tem Rodeo.
Softcult – When a Flower Doesn’t Grow (2026)
O disco de estreia da dupla canadiana Softcult transporta-nos para o ambiente shoegaze e até grunge dos anos 90.
Lhasa De Sela – La Llorona (1998)
Este é um daqueles discos que nos assombra e temos de voltar a ouvir, de tempos a tempos. E passados quase 30 anos do seu lançamento, assumimos a intemporalidade de La Llorona.