7/10
Clã – Véspera (2020)

Véspera mostra a mestria e o bom gosto do conjunto, num trabalho para ser apreciado mais com a cabeça do que com a cintura ou o coração.

Red Hot Chili Peppers – Californication (1999)

O primeiro regresso de John Frusciante dá aos Red Hot Chili Peppers o maior sucesso da sua carreira, num disco carregado de singles fortíssimos

Prefab Sprout – Steve McQueen (1985)

Steve McQueen junta as letras de Paddy McAloon à produção de Thomas Dolby para criar um clássico de sofisticação.

7.5/10
Neil Young – Homegrown (2020)

Homegrown, o mítico disco de Neil Young perdido desde 1975, vê finalmente a luz do dia. Tem alguns momentos brilhantes mas acaba por não corresponder totalmente à lenda que há tanto tempo o rodeia.

6.5/10
Animal Collective – Bridge to Quiet [EP] (2020)

Bridge to Quiet está longe de ser um statement artístico portentoso, mas é um esticar de pernas de uma banda que não consegue ficar quieta durante muito tempo.

9.5/10
Bob Dylan – Rough and Rowdy Days (2020)

Dylan oferece-nos uma comovente reflexão sobre a mortalidade, a arte e a memória. Estamos em crer que este miúdo vai longe…

6.5/10
TOPS – I Feel Alive (2020)

I Feel Alive é um disco introspetivo para dançar ao som de coloridos sintetizadores saídos de décadas passadas, guitarras solares e a ocasional flauta.

7/10
Sparks – A Steady Drip, Drip, Drip (2020)

A Steady Drip, Drip, Drip é o mais recente disco dos Sparks. A particular arte pop teatral da banda ainda mexe e Ron e Russell continuam a fazer discos bastante curiosos.

Julia Jacklin – Don’t Let The Kids Win (2016)

Como se de uma carta aberta para a sua eu em crescimento se tratasse, com todas as questões e ânsias que o desenvolvimento acarreta, Julia oferece-nos um conjunto de poemas sobre a vida numa altura em que tudo parece incerto e assustador.

8.5/10
:papercutz – King Ruiner (2020)

Em King Ruiner papercutz está (estão?) melhor que nunca. O disco vai-se revelando aos poucos…

6.5/10
Tom Misch and Yussuf Dayes – What Kind of Music (2020)

What Kind of Music é a zona de segurança de Yussuf Dayes e Tom Misch, sendo também o casamento perfeito entre as sonoridades dos músicos londrinos.

8/10
Porridge Radio – Every Bad (2020)

Bela surpresa dos Porridge Radio, com um disco intenso e visceral.

Depeche Mode – Violator (1990)

Electrónicas frias e guitarras orgânicas. Gelado de limão com chocolate quente…

6.5/10
King John – All The Good Men That Did Ever Exist (2020)

King John, alter-ego do açoriano António Alves, entrega um bom disco de estreia influenciado pelo blues-rock.

8/10
Asimov and the Hidden Circus – Flowers (2020)

Ao quarto capítulo, os portugueses Asimov fazem o seu melhor disco: selvagem, psicadélico e tribal. Para aplacar os maus espíritos do tempo, pendurando cabeças humanas em paus. 

Little Richard – Here’s Little Richard… (1957)

O álbum de rock’n’roll dos fifties mais consistente e electrizante. Punk antes do punk. Glam antes do glam.

9/10
Kanye West – Late Registration (2005)

Em Late Registration, Kanye West mostra o bom e o genial, a fé e até a vaidade. A loucura viria depois.

Milton Nascimento – Sentinela (1980)

Sentinela é um belíssimo depoimento sobre a vida, sobre todos os seres humanos, sem quaisquer distinções. Um disco que aponta para um tempo de esperança em que os homens serão felizes como se fossem meninos.