Frederico Batista
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Nascido em 1980, licenciado em Comunicação Social e finalista do primeiro curso de Jornalismo e Crítica Musical na ETIC_. Desde cedo fui um aficionado pela música. Nirvana aos 12 anos, Beatles aos 15 e a partir daí o mundo mudou. Tornei-me um homem dos 60s mas não consigo estar sem ouvir tudo o que de novo se passa. Parar é morrer e a música é um rio de fluxo contínuo. Beards for Peace!

The Beach Boys – Love You (1977)

Após anos à deriva, Brian Wilson recompõe-se momentaneamente para escrever e produzir um disco inteiro na sua banda de uma vida. Love You é um regresso à forma de uma banda que estava lentamente a desaparecer do interesse público.

The Beach Boys – Carl and the Passions-So Tough (1972)

Com Brian Wilson quase musicalmente catatónico, o seu irmão Carl toma as rédeas da banda e contrata dois novos membros sul-africanos para dar um sopro de vida aos Beach Boys. So Tough foge dos motivos surfistas, da pop psicadélica e traz um som mais mais actual aos californianos.

The Beach Boys – The Beach Boys Party! (1965)

Na antecâmara de Pet Sounds, Brian Wilson e os Beach Boys são obrigados pela Capitol a lançar mais um disco de Natal. Para não interferir na concepção da futura-obra prima, é lançado Party!, o primeiro disco unplugged da história, uma festa “caseira” e a casa do hit single “Barbara-Ann”.

The Beach Boys – Little Deuce Coupe (1963)

Ao quarto disco, os Beach Boys tentam fazer um disco temático, todo ele com referências a motores, mas o resultado final sabe a pouco. Little Deuce Coupe é vítima da pressão exercida em Brian Wilson pela sua editora e pai.

George Harrison – Thirty Three & 1/ॐ (1976)

Quando chegou à idade de Cristo mais 1/3, George Harrison pôs de parte as cítaras e os cânticos hindus e entregou-se ao soft rock mas sem nunca perder a sua espiritualidade e sarcasmo, que foram a sua imagem de marca.

Paul McCartney and Wings – Red Rose Speedway (1973)

Desiludido com a recepção a Wildlife, o primeiro disco de Wings, McCartney resolve adicionar o seu nome à banda para ganhar mais projecção. Red Rose Speedway é competente e tem bons momentos mas fica a anos luz do que o ex-Beatle era capaz.

Oasis – Don’t Believe the Truth (2005)

Mais de uma década após a estreia, os Oasis lançam Don’t Believe The Truth, o seu sexto disco de originais. A Britpop já estava arrumada a um canto há muito mas os irmãos de Manchester ainda teimavam em manterem-se relevantes.

Lou Reed – Lou Reed (1972)

Normalmente tratado como nota de rodapé, o disco de estreia de Lou Reed é uma excelente passagem entre o passado dos Velvet Underground e a carreira futura de Reed. 

Kula Shaker – Natural Magick (2024)

Passados 30 anos após a explosão da Britpop, onda em que os Kula Shaker também surfaram, a banda de Crispian mills surge revigorada, divertida e com a noção exacta do seu lugar no panorama musical actual. Um grupo que já provou o seu valor, que nos deu uma boa quantidade de hits e que continua o seu caminho, sem estar preocupada com modinhas ou revivalismos bacocos e cliché.

Teledisco para “Now and Then” dos Beatles já disponível.

“Now and Then” marca a estreia de Peter Jackson em clips musicais

Paul McCartney e Ringo Starr resgatam uma última canção de Lennon. “Now and Then” é a última canção tocada por todos os Beatles

“Now And Then”, oficialmente considerada a última canção dos Beatles, foi escrita e cantada por John Lennon no final dos anos 70, tendo sido trabalhada por Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr em meados dos anos 90, e finalizada pelos dois membros sobreviventes mais de quatro décadas após a sua criação.

Playlist da Semana: velhos são os trapos

Aproveitando o lançamento do último disco dos Rolling Stones, o Altamont criou uma playlist contendo canções de artistas que já andam na estrada há demasiadas décadas. Como diria o antigo ditado, velhos são os trapos…

“Song For Our Daughter” – Laura Marling

Uma música linda, inspirada no livro de Maya Angelou (“Letter to Our Daughter”), onde Marling deixa uma mensagem para a sua futura filha. Para ouvir vezes sem conta

“anything” – Adrianne Lenker

Esta lindíssima “anything” faz parte do álbum duplo songs/instrumentals, lançado ainda em 2020, ilustrando bem o estado de espírito da vocalista.

“Mother” – Roger Waters

Sempre que a questão é a música, Waters revela toda a sua qualidade. Nestas Lockdown Sessions, o ex-Pink Floyd revisita clássicos de Final Cut e The Wall, canções que continuam tão actuais como há mais de 40 anos.

“Nobody Knows When You Down and Out” – Eric Clapton

Com a guitarra na mão e apenas a sua música para apresentar ao mundo, o britânico volta a ser uma figura muito mais interessante.

“Jacqueline” – The Coral

Das sessões, denominadas sabiamente de Lockdown Sessions, retiramos “Jacqueline”, que continua tão bela como da primeira vez que a ouvimos em Roots & Echoes, de 2007.

Playlist da Semana: The Lockdown Sessions

Aproveitando o mais recente lançamento de Roger Waters, o Altamont propõe uma espreitadela a vários músicos que aproveitaram os dias de confinamento para gravarem música nova ou apenas darem uma roupagem nova a clássicos seus.