Filipe Garcia
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Bicho de letras e de muitas ondas sonoras, cresci convencido que quanto mais pesado melhor era o rock, mas descobri a luz quando me apresentaram o Jazz e os blues. O indie é dispensável, as doses de rock não.

Elis Regina & Tom Jobim – Elis & Tom (1974)

É tido como um dos melhores discos de sempre da música brasileira, casa da melhor das versões de “Águas de Março”, a música que Elis & Tom eternizaram.

Creedence Clearwater Revival – Green River (1969)

Green River, terceiro disco dos Creedence Clearwater Revival, representa a completa evolução da banda em relação ao seu som típico. Estava criada a fórmula vencedora.

Red Hot Chili Peppers – Stadium Arcadium (2006)

No disco mais adulto dos Red Hot Chili Peppers, o ingrediente mágico acaba por se tornar evidente: o fim da vergonha de John Frusciante em mostrar todo o seu arsenal de truques.

“Recolher” – Miramar

Editado recentemente, o segundo round de Miramar, projeto de Frankie Chavez e Peixe, trazia-nos uma surpresa.

“O padeiro de Portalegre” – Jónatas Pires

Ora experimentem e digam lá a verdade. Acabaram a perguntar ao Senhor Salgados quanto do seu sal são lágrimas de Portugal?

“3,14” – GSON, Slow J, Sam the Kid

Os discos estão fora de moda. Lançam-se singles à vez, músicas isoladas ou mesmo colaborações que, ainda para mais nos anos mais estranhos da nossa vida, acabam por não receber a atenção devida. É o caso de “3,14”, colaboração entre GSON e dois dos maiores do hip hop nacional, Slow J e Sam the Kid. Fica a chamada de atenção.

“Who’s Gonna Stand Up” – Neil Young

Tempos de guerra. Who’s gonna stand up?

Playlist da Semana: Blues de Aço

Os Blues, sempre os blues, não há volta a dar. Quando a coisa aperta o meu porto seguro são os blues. Estes que vos proponho na playlist da semana são inatacáveis. De aço.

José Afonso – Galinhas do Mato (1985)

Como se despede um génio? O derradeiro álbum de José Afonso, Galinhas do Mato, é a resposta bonita à pergunta triste.

Black Keys – Rubber Factory (2004)

A definição da identidade, a confiança no som e o orgulho nas raízes musicais fazem de Rubber Factory, o primeiro grande cartão de visita dos Black Keys. Foi à terceira tentativa. A verdade é que poucos são os que acertam à primeira.

“Donde estabas tu” – Omara Portuondo

Quem deu pela canção de ontem? Dançaram? E com esta, não se abanam ancas? Não se bate ao pé? E saudades de dançar quem tem? Que se aproveite o irresistível balanço de uma das grandes rainhas de Cuba.

“Djonsinho Cabral” – Dino d’Santiago

Precisamos todos de dançar. Melhor que um clássico dos Tubarões, interpretado pelo Dino d’Santiago? Não será fácil de encontrar, mas podemos tentar e a busca promete resultar numa bela playlist para a festa que um dia virá.

“Eu vi este povo lutar” – José Mário Branco, Fausto e Sérgio Godinho

O original é de José Mário Branco, aqui acompanhado por Fausto e Sérgio Godinho, três dos nossos maiores a cantar e tocar “Eu vi este povo lutar”.

“I Need You” – Jon Batiste

“I Need You”, clássico instantâneo, digna das melhores playlists do R&B clássico, pronta para rodar por anos.

“Guilty” – Madison McFerrin

Foi no Instagram, com uma pequena beat box, que Madison McFerrin, filha de Bobby, celebrou a condenação dos polícias homicidas de George Floyd. Uma celebração demasiado boa para ficar, apenas, na rede social.

Playlist da Semana: Ladies for Altamont

Clássicas e consagradas, mais ou menos discretas, com covers ou originais, uma playlist de senhoras de classe para o Altamont.

Clã – Disco Voador (2011)

Há músicas sobre heróis e medos do escuro, sobre as maravilhas do chocolate e as dores dos desamores, em Disco Voador está uma infância como mandam as regras.

Dino d’Santiago – KRIOLA (2020)

2020 foi o ano em que Dino nos lembrou que, afinal, andou sempre por aí. Será esse o segredo?