Pop fresca e bem-disposta, o novo disco de Beatriz Pessoa vai beber inspiração ao jazz e à MPB, resultando num caldeirão de influências que funciona muito bem.
Angine de Poitrine – Vol. II (2026)
São o mais recente fenómeno da internet. Em Vol. II, os Angine de Poitrine não pretendem reinventar a roda microtonal. Há, nas suas seis canções, um groove bastante imediato, que impede a música de se perder na sua própria complexidade. E uma estranha sensação de verdade humana.
Nine Inch Noize – Nine Inch Noize (2026)
Os Nine Inch Nails e o DJ Boys Noize materializaram as suas colaborações esporádicas na banda Nine Inch Noize e num disco com o mesmo nome. Não sendo especial fã de electrónica, há ali um equilíbrio muito bem conseguido entre músicas pré-existentes e as ‘batidas’ do techno e house.
Stoop Kid – Office Overdue (2026)
Um excelente disco de indie-rock slacker com cheiro a 90’s, vindo da Bélgica.
Amyl and the Sniffers – Cartoon Darkness (2024)
Será que basta uma banda ter uma vocalista super carismática e enérgica para sobreviver num mar de bandas? Cartoon Darkness diz-nos que sim, é possível.
Travis Scott – Rodeo (2015)
Scott conseguiu aproveitar-se das suas evidentes influências (…) para se catapultar no género, sem ser derivativo, e construir uma epopeia autêntica. Podemos dizer que Luís de Camões tem Os Lusíadas assim como Travis Scott tem Rodeo.
Softcult – When a Flower Doesn’t Grow (2026)
O disco de estreia da dupla canadiana Softcult transporta-nos para o ambiente shoegaze e até grunge dos anos 90.
Lhasa De Sela – La Llorona (1998)
Este é um daqueles discos que nos assombra e temos de voltar a ouvir, de tempos a tempos. E passados quase 30 anos do seu lançamento, assumimos a intemporalidade de La Llorona.
James Blake – Trying Times (2026)
O sétimo disco de originais de James Blake, Trying Times, merece um tipo muito particular de elogio: este é um trabalho menos eufórico, mais contemplativo, que marca não um ponto de viragem, mas um regresso consciente ao essencial.
JB Dunckel – Paranormal Music Chamber (2026)
Um lindíssimo disco de música clássica de câmara, pelas mãos de metade do duo francês Air.
Harry Styles – Kiss All The Time. Disco, Occasionally. (2026)
O quarto álbum de Harry Styles, Kiss All the Time. Disco, Occasionally., revela amadurecimento, curiosidade e vontade de testar as águas de novas formas.
Robyn – Sexistential (2026)
Sexistential é um disco de menos de 30 minutos, mas de onde conseguimos retirar êxitos imediatos para a pista de dança.
BALEIA BALEIA BALEIA – OUTRA VEZ ARROZ (2026)
OUTRA VEZ ARROZ é o quinto álbum dos BALEIA BALEIA BALEIA, lançado no passado mês de Fevereiro (segundo o seu Bandcamp). Não se deixem enganar, o nome do disco pode levar-nos a achar que será “mais do mesmo”, mas não é.
Dinosaur Jr. – Green Mind (1991)
São 35 anos de vómitos e lágrimas a ouvir Green Mind, o primeiro álbum da banda numa grande editora. O único problema? Em 1991, eles mal eram uma banda.
Haute & Freddy – Big Disgrace (2026)
Este disco de estreia é excentricidade, teatralidade e um pequeno espectáculo criado dentro de cada música. Pode o exagero ser demasiado?
Ladytron – Paradises (2026)
O mais recente disco de Ladytron leva-nos ao pulsar da pista de dança, cheio de irreverência e relembrando porque são um dos nomes maiores da música de dança.
George Harrison – Thirty Three & 1/ॐ (1976)
Quando chegou à idade de Cristo mais 1/3, George Harrison pôs de parte as cítaras e os cânticos hindus e entregou-se ao soft rock mas sem nunca perder a sua espiritualidade e sarcasmo, que foram a sua imagem de marca.