Madvillain – Madvillainy (2004)

É um pequeno milagre (ou um testemunho do talento destes dois titãs) que, no meio deste turbilhão de contratempos e projetos paralelos, pudesse surgir um disco tão singular.

8/10
Whitney – Forever Turned Around (2019)

Se em Light Upon The Lake seguimos uma estrada que nos conduz a um amor veranil e melancólico, em Forever Turned Around deparamo-nos com um estado de ansiedade, onde nada é certo e tudo é uma longa interrogação.

8.5/10
Lana Del Rey – Norman Fucking Rockwell! (2019)

Este é, definitivamente, um disco de detalhes. É um disco suave, para se ouvir em conforto e com atenção.

7.5/10
The Raconteurs – Help Us Stranger (2019)

Quem quer um bom e sólido disco de rock clássico, muito bem feito em 2019, tem aqui uma boa rodela para saborear.

7/10
Jakuzi – Fantezi Müsik (2017)

Antes de mais, o synthpop turco é real. Fugiu para o mundo da luz em 2017 com Fantezi Müsik e está aqui.

9/10
Cate Le Bon – Reward (2019)

Em Reward, a solidão deixa de ser um bicho feio: Cate Le Bon transforma-a numa glorificação da independência e da mudança, num álbum coeso onde funde gentilmente a nostalgia de um passado feliz e a reconstrução de um novo presente.

Stone Temple Pilots – Core (1992)

O som de Core é uma sonoridade múmia, embalsamada e encafuada numa qualquer pirâmide com deserto à volta.

Nitin Sawhney – Beyond Skin (1999)

O seu poder está na suspensão, nem que seja provisória, do nosso cinismo. Durante 58 minutos voltamos a ter compaixão pelo mundo.

8.5/10
Lorde – Melodrama (2017)

Uma festa trágica, na ressaca de um amor finado. Mais do que música, é cinema e verdade.

4/10
Bon Iver – i,i (2019)

O que fica deste álbum é uma sensação de arrasto, de música em suspenso, com alguns momentos interessantes.

Lana Del Rey – Born to Die (2012)

Que se lixe a verdade, diz Born to Die a cada instante. A beleza é muito mais importante.

Tool – Aenima (1996)

Aenima é, basicamente, rock psicadélico. E é um dos melhores jamais feito.

8/10
Clarice Falcão – Tem Conserto (2019)

Longe de querer agradar a todos os fãs que ouviam pela sonoridade dos trabalhos anteriores, Clarice Falcão procurou criar um trabalho que reflectisse a sua visão do mundo.

8/10
Jens Lekman & Annika Norlin – Correspondence (2019)

O conceito é inegavelmente interessante, mas não nos esqueçamos do essencial: as músicas. Correspondence não é apenas uma boa ideia, resulta num disco muito bonito.

8/10
Cardi B – Invasion of Privacy (2018)

O segredo deste disco? Transbordar de personalidade. Cardi é assim: desbocada e divertida, arruaceira e frágil, fanfarrona mas verdadeira. O segredo deste disco é a própria Cardi B.

5.5/10
Boogarins – Sombrou Dúvida (2019)

Os Boogarins estão mais complexos, mais labirínticos, mais escuros.

7/10
Stereo Total – Ah! Quel Cinéma! (2019)

Se a intenção for entrar na onda da diversão proposta, nada é melhor do que os Stereo Total. Eles estão de regresso com Ah! Quel Cinéma! e ainda bem. Já tínhamos saudades dos poliglotismos linguísticos e rítmicos de Françoise Cactus e Brezel Göring.

8.5/10
Billie Eilish – When We All Fall Asleep, Where Do We Go? (2019)

Ao longo da história da pop há sempre estes momentos em que as pessoas se fartam do excesso de artifício e reclamam um pouco de verdade. A verdade chegou e chama-se Billie.