Harmonia – Music Von Harmonia (1973)

Abençoados sejam os génios de Moebius, Roedelius e Rother.

8.5/10
James Blake – Assume Form (2019)

E assim, para a surpresa de todos, Assume Form, o novo álbum de James Blake, é um disco de amor.

The Beatles – Yellow Submarine (1969)

A banda sonora de Yellow Submarine, só lançada no ano seguinte, é uma mistura de grandes êxitos psicadélicos e arranjos orquestrais de George Martin. A banda, essa, já estava bem longe da beleza e tranquilidade de Pepperland… 

DJ Shadow – Endtroducing….. (1996)

Liberto da função de servir o rap, os beats de DJ Shadow ganham uma liberdade inaudita. Se o rap não existe, então, tudo é permitido.

Tricky – Maxinquaye (1995)

Imaginem-se num beco escuro, ouvindo passos: isso é Maxinquaye.

8/10
Klaus Johann Grobe – Du Bist So Symmetrisch (2018)

A fórmula do ritmo kraut com a humanidade funk está mais afinada que nunca, neste terceiro disco dos suíços Klaus Johann Grobe

Silver Jews – American Water (1998)

O fã típico é doutorado em literatura moderna e viciado em crack. As tentativas de suicídio são opcionais.

Kraftwerk – Trans-Europe Express (1977)

A obra-prima dos Kraftwerk. Afinal, é possível fazer poesia com máquinas.

Dead Kennedys – Fresh Fruit For Rotting Vegetables (1980)

Se o punk é, acima de tudo, pensar pela própria cabeça, então os Dead Kennedys serão um espécimen bem mais interessante.

8/10
Nacho Vegas – Violética (2018)

Nacho Vegas está de volta e traz Violética consigo. É um disco duplo, a bem do prazer e da fartura dos melómanos.

The Specials – The Specials (1979)

O álbum de estreia dos Specials capta na perfeição o espírito tumultuoso do tempo. E fá-lo escolhendo um lado da barricada: o das pessoas decentes contra a estupidez do racismo.

Can – Tago Mago (1971)

Os Can são a típica banda krautrock: eruditos e libertários, fazendo filtros para os joints com as pautas do Conservatório.

The Jesus and Mary Chain – Psychocandy (1985)

É pop. É ruído. É Psychocandy.

Morphine – Cure for Pain (1993)

Conseguir ser tão inequivocamente rock’n’roll sem uma única guitarra é a sua grande proeza e blasfémia.

6.5/10
Jacco Gardner – Somnium (2018)

Ao terceiro disco, Jacco Gardner esquece as palavras e dá-nos uma viagem pelo seu mundo em modo ambiente. O percurso é satisfatório mas sabe a pouco.

Medeiros/Lucas – Sol de Março (2018)

Apesar de continuarem a cantar a tradição açoriana, em Sol de Março Pedro Lucas e Carlos Medeiros fazem um piscar de olhos a África e à Europa, porque cantar e experimentar continua a não incomodar a dupla.

7/10
Thom Yorke – Suspiria (2018)

Suspiria é Thom Yorke a aventurar-se por caminhos cinematográficos. O álbum é longo e requer dedicação. Foi o que fizemos, e ainda bem. Suspiria é a banda-sonora de 2018.

8.5/10
Filho da Mãe – Água-Má (2018)

Lançado em maio, Água-má é o quarto álbum do guitarrista Rui Carvalho. Gravado entre o continente e a Madeira, é um disco complexo e que se vai desvendando aos poucos.