8.5/10
FKA Twigs – Magdalene (2019)

É um álbum sobre reconstrução de identidade, de voltar a ser um, sem outra metade.

8/10
DIIV – Deceiver (2019)

Aqui chegamos ao terceiro capítulo da aventura DIIV, no qual Zachary Cole Smith, o ator principal, faz as pazes com o seu conturbado passado.

4/10
Violent Femmes – Hotel Last Resort (2019)

Hotel Last Resort é um disco que os fãs de sempre podem espreitar à confiança, para matar saudades. Mas tem pouca utilidade em qualquer outra circunstância.

9/10
Solange – When I Get Home (2019)

When I Get Home insere-se numa linhagem de R&B alternativo, íntimo e experimental.

8/10
Mike Patton & Jean-Claude Vannier – Corpse Flower (2019)

Um disco no qual podemos viver vários meses, que se vai revelando a cada audição e pedindo regresso e novas descobertas.

7/10
Comet Gain – Fireraisers Forever (2019)

Fireraisers Forever destaca-se por ser um trabalho muito compacto, um bloco de som com personalidade muito concordante, não se dispersando por géneros ou ritmos distintos.

8/10
Slow J – You Are Forgiven (2019)

Slow J deixou de ser candidato e a declaração de intenções que deixou em Comida perdeu o tom de graça para a passar a real possibilidade.

8.5/10
Big Thief – Two Hands (2019)

Com uma mistura perfeita de força visceral e intimidade, Two Hands enriquece ainda mais a impressionante discografia dos Big Thief.

Anoushka Shankar – Reflections (2019)

O mundo de Anoushka Shankar é um feitiço que se nos cola, que consegue soar ao mesmo tempo moderno e intemporal.

8/10
David Bruno – Miramar Confidencial (2019)

Um mundo que David Bruno sabe muito bem trabalhar, entre o parolo da meia branca e o irónico que a exibe, sem se perder nas referências e nas piadas, sempre com bom gosto como pano de fundo a contar a história.

7.5/10
Mattiel – Satis Factory (2019)

Não é de estranhar que Jack White tenha apadrinhado o primeiro trabalho de Mattiel.

8/10
Angel Olsen – All Mirrors (2019)

All Mirrors é mais uma mostra da amplitude de espectro que Olsen gosta de cativar, procurando sempre fazer algo diferente do anterior, reinventando-se.

9/10
Mão Morta – No Fim era o Frio (2019)

E é quando o metano para já armazenado nas calotes glaciares se libertar que conheceremos enfim o final desta coisa: o cheiro no ar, meus amigos, será de peido perene. Qualquer esperança é para fazer rir e Adolfo sabe-o.

7/10
Miles Davis – Rubberband (2019)

O resultado final é deliciosamente datado, transportando-nos imediatamente para essa década plástica e livre, de que Davis queria também ser parte.

7/10
Temples – Hot Motion (2019)

Um disco óptimo mas irrelevante. Bem-vindos ao século XXI.

9/10
Nick Cave and The Bad Seeds – Ghosteen (2019)

Musicalmente, o que encontramos em Ghosteen é um conjunto de temas (preferimos não lhes chamar canções) que pouco ou nada se distanciam umas das outras.

6.5/10
Guaxe – Guaxe (2019)

Mais um objecto curioso e de personalidade bem vincada, do qual destacamos a melancolia doce e cansada.

Solange – A Seat at the Table (2016)

O ponto de viragem na carreira de Solange, afastando-se do R&B comercial dos seus dois primeiros discos, e fazendo aquilo que sabe fazer melhor: um R&B alternativo e vanguardista, quase anti-pop.