Duarte Pinto Coelho
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Nascido a 28-12-1892, desde tenra idade se foi cultivando em mim o interesse pelas culturas indígenas de África. Aos 10 anos, acompanhei o meu pai numa expedição à Rodésia, onde pude contactar de perto com as tribos autóctones. Aprendi as suas maneiras, a sua relação com a divindade, o canibalismo ocasional para matar a fome, e o papel da música na preparação das batalhas. A minha pesquisa durou alguns anos, até ser atacado por uma tribo de mulheres carnívoras, que me deixaram sem uma perna, com várias cicatrizes e pouca vontade de continuar naquele continente. A adolescência e início de idade adulta foram passadas em comboios, visitando grande parte dos países do Médio Oriente e Ásia, dedicando os meus dias à fotografia de ambientes. Breves incursões pelos mundos da culinária e botânica, trouxeram-me aos dias de hoje, em que a maior parte do meu tempo se destina ao estudo e tratamento de animais raros das florestas tropicais. No meio disto, há sempre em som ambiente a Música, a tocar baixinho em gira discos, e a marcar o compasso das batidas cardíacas.

As novas cores de Sean Riley & The Slowriders

Ao quarto disco de originais, Life, Sean Riley trouxe para a sua música novos condimentos, via sintetizadores, mas sem desvirtuar a matriz original.

Jónatas Pires ilumina o caminho até à Terra Prometida

O disco de estreia a solo de Jónatas, vocalista dos Pontos Negros, é um triunfo que nos ilumina e dá alento.

“Purga” – Rita Vian

Uma das grandes promessas da música nacional.

“Maré” – Rodrigo Amarante

Notícia abençoada – Rodrigo Amarante está de volta!

“Roads” – Portishead

No capítulo de canções que entram, à bruta, pela nossa vida adentro, esta foi a minha experiência mais devastadora e assombrada. Ouvi pela primeira vez num filme, a meio dos 1990s, nem sei bem se vi o filme todo, mas…

“Fade Into You” – Mazzy Star

Possivelmente, a canção mais bela de todos os tempos.

“Serviço de Despertar” – Benjamim

Esta semana marca o regresso a alguma normalidade desconfinada. E para celebrar da melhor maneira, nos dias 5 e 6 de Maio o Lux vai receber duas actuações a solo de Benjamim. Um homem, o seu piano e as canções…

Playlist da Semana: Letra B

Podia tentar arranjar uma justificação erudita, sobre a importância da letra B em certas culturas ou sobre o seu significado no código internacional de navegação marítima. Mas a verdade é que o tema desta playlist foi aleatório. Escolher só bandas…

Nova banda na nossa praça. Eis os SAL

Acaba de ser confirmado o nascimento dos SAL. A banda junta vários músicos que fizeram parte da última encarnação dos Diabo na Cruz (com excepção do vocalista, Jorge Cruz). O baterista João Pinheiro (também dos TV Rural, Cassete Pirata) e…

“Sangue Frio” – Clã

Canção que fecha Lustro, esta é mais uma letra de Carlos Tê, numa composição simples e tocante.

Clã – lusoQUALQUERcoisa (1996)

O álbum de estreia dos Clã é um exercício interessante de uma banda em início de carreira com fulgor de ir a todo o lado ao mesmo tempo, mas numa estética a que o grupo, felizmente, não deu seguimento.

B Fachada – Rapazes e Raposas (2020)

Uma ausência prolongada desembocou num disco surpresa e trouxe de volta o mais galante bardo da nossa praça. O disco é excelente, como seria de esperar, mas é a primeira vez que Fachada não inventa novas linguagens. Há seis anos…

“22 Grand Job” – The Rakes

Ao longo desta semana estivemos a lembrar bandas que surgiram no início do século e que quisemos acreditar que vinham salvar o mundo à guitarrada. Os convidados de hoje tiveram vida curta, mas intensa: duraram seis anos, suficientes para lançar…

“Long Before Rock’n’Roll! – Mando Diao

Esta semana as canções do dia estão a incidir sobre bandas que apareceram no início do século e que pareciam ter condições para se tornarem enormes e, no caminho, colocarem o rock indie como género dominante a nível mundial –…

“Island of the Honest Man” – Hot Hot Heat

Os indie rock com potencial de salvação teve o apogeu no início da década passada, sendo que o ano de 2005 foi particularmente rico em edições. É desse ano o disco que aqui trazemos hoje, Elevator, segundo álbum dos canadianos Hot…

“Apply Some Pressure” – Maximo Park

Em semana dedicada à fase em que acreditávamos que o indie rock ia salvar o mundo, hoje lembramos os Maximo Park. O disco de estreia saiu em 2005 e causou estrondo, com as suas guitarras de sotaque inglês cerrado. Apesar…

“Can’t Stand Me Now” – The Libertines

Os Libertines fazem parte de uma fornada que, no início do século, parecia que ia dominar o mundo com guitarras, mas afinal não.

Playlist da Semana: Indie Rock da esperança

Recuemos até aos primeiros anos do século XXI. Os Strokes tinham chegado para nos livrar do nu-metal e deram coragem a toda uma geração de miúdos que queriam salvar o mundo à guitarrada.