Diogo Barreto
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“Estrela da Tarde” – Carlos do Carmo

Paixão desenfreada, luxúria entre amantes e o homem certo para os cantar.

“I Remember Me” – Silver Jews

David Berman fez da sua depressão tábua rasa para canções bonitas.

“Chega de Saudade” – João Gilberto

São menos de dois minutos de beleza infinita, com um ritmo inebriante e complexo composto por Jobim que serve de cama para que Gilberto desenrole por entre a sua língua e lábios as palavras de Vinicius, derretendo corações a cada segundo.

“Seventh Seal” – Scott Walker

Inspirada no filme do mesmo nome realizado por Ingmar Bergman, Walker utiliza uma banda mariachi para o ajudar a recontar esta história.

“Inside Looking Out” – Mark Hollis

Um disco que parece traduzir os sete anos de ausência de Hollis: há nele tanto de musical como de silêncio.

Playlist da Semana: Sugestões do momento

Às vezes sugerem-nos tantas canções por dia que é impossível ouvi-las a todas.

“1913 Massacre” – Woody Guthrie

Tratando a sua música como uma arma, Guthrie pôs-se sempre do lado dos trabalhadores e dos desfavorecidos, denunciando as atrocidades praticadas contra estes.

“Crossroads” – Robert Johnson

Todos os músicos de blues estão em dívida para com Robert Johnson.

“Be My Baby” – The Ronettes

Não há nada de errado em “Be My Baby”.

“Maggie’s Farm” – Bob Dylan

E quando Dylan decidiu tocar “Maggie’s Farm” no santuário da música folk, acompanhado por uma banda eléctrica?

Playlist da Semana: Blues is all I have

Porra para esta merda toda, que o blues é tudo o que me resta.

“As Tears Go By” – The Rolling Stones

O rock n and roll não tem nada a ver com religião ferverosa. Mas talvez até possa ter uma pequena ligação meio escondida.

Quem foste tu, Kurt Cobain?

O texto profundo, imersivo e estarrecedor sobre o malogrado Kurt.

Julia Jacklin – Crushing (2019)

O que é mais importante nunca esquecer – e que Crushing lembra a cada audição – é que o mundo é um sítio lixado.

“Babe I’m Gonna Leave You” – Led Zeppelin

A canção acústica mais pesada de que há memória.

“Good Times Bad Times” – Led Zeppelin

A revolução não precisa de passar na televisão. A revolução pode chegar (e chegou) sob a forma de uma canção com menos de três minutos que deixou bem claro as intenções de quem a tocava: eles iam ser a melhor banda de rock de sempre. 

Led Zeppelin – Houses of the Holy (1973)

Houses of the Holy pode não ser tão poderoso como os dois primeiros discos, tão impactante quanto o terceiro ou repleto de clássicos como o quarto, mas o que lhe falta nessas características, compensa em variedade.

Led Zeppelin – Led Zeppelin IV (1971)

Led Zeppelin IV, o disco místico, o álbum sem nome, é o momento de consagração de deuses. Seres que re-inventaram o rock e o blues. Que brincaram com o folk e abriram as portas ao heavy metal.