8/10
BROCKHAMPTON – Ginger (2019)

Abandonando parcialmente a sua preocupação em criar statements icónicos a nível musical e estético, os Brockhampton deram prioridade à narrativa, à introspecção e à coesão.

8.5/10
The Comet is Coming – Trust in the Lifeforce of the Deep Mystery (2019)

É o seu sentido poético fora do comum que tudo ordena, com elegância e sensibilidade. Não é jazz ou electrónica, é pura poesia.

7/10
Lower Dens – The Competition (2019)

Está aberta a competição aos melhores discos do ano e o dreampop dos Lower Dens é candidato, cinco anos depois de Escape From Evil, desta vez de braço dado com sintetizadores dançáveis.

8.5/10
Sons of Kemet – Your Queen is a Reptile (2018)

Um álbum electrizante de jazz, trazendo-nos África através da ênfase dada ao ritmo: complexo e frenético, convidando à dança e à transe.

7.5/10
Ezra Furman – Twelve Nudes (2019)

Voz cheia de distorção, gritos, reacção e crueza. Ezra Furman regressou com Twelve Nudes e talvez não seja nada do que estão à espera.

8/10
Whitney – Forever Turned Around (2019)

Se em Light Upon The Lake seguimos uma estrada que nos conduz a um amor veranil e melancólico, em Forever Turned Around deparamo-nos com um estado de ansiedade, onde nada é certo e tudo é uma longa interrogação.

8.5/10
Lana Del Rey – Norman Fucking Rockwell! (2019)

Este é, definitivamente, um disco de detalhes. É um disco suave, para se ouvir em conforto e com atenção.

7.5/10
The Raconteurs – Help Us Stranger (2019)

Quem quer um bom e sólido disco de rock clássico, muito bem feito em 2019, tem aqui uma boa rodela para saborear.

7/10
Jakuzi – Fantezi Müsik (2017)

Antes de mais, o synthpop turco é real. Fugiu para o mundo da luz em 2017 com Fantezi Müsik e está aqui.

9/10
Cate Le Bon – Reward (2019)

Em Reward, a solidão deixa de ser um bicho feio: Cate Le Bon transforma-a numa glorificação da independência e da mudança, num álbum coeso onde funde gentilmente a nostalgia de um passado feliz e a reconstrução de um novo presente.

8.5/10
Lorde – Melodrama (2017)

Uma festa trágica, na ressaca de um amor finado. Mais do que música, é cinema e verdade.

4/10
Bon Iver – i,i (2019)

O que fica deste álbum é uma sensação de arrasto, de música em suspenso, com alguns momentos interessantes.

Lana Del Rey – Born to Die (2012)

Que se lixe a verdade, diz Born to Die a cada instante. A beleza é muito mais importante.

8/10
Jens Lekman & Annika Norlin – Correspondence (2019)

O conceito é inegavelmente interessante, mas não nos esqueçamos do essencial: as músicas. Correspondence não é apenas uma boa ideia, resulta num disco muito bonito.

8/10
Cardi B – Invasion of Privacy (2018)

O segredo deste disco? Transbordar de personalidade. Cardi é assim: desbocada e divertida, arruaceira e frágil, fanfarrona mas verdadeira. O segredo deste disco é a própria Cardi B.

5.5/10
Boogarins – Sombrou Dúvida (2019)

Os Boogarins estão mais complexos, mais labirínticos, mais escuros.

7/10
Stereo Total – Ah! Quel Cinéma! (2019)

Se a intenção for entrar na onda da diversão proposta, nada é melhor do que os Stereo Total. Eles estão de regresso com Ah! Quel Cinéma! e ainda bem. Já tínhamos saudades dos poliglotismos linguísticos e rítmicos de Françoise Cactus e Brezel Göring.

8.5/10
Billie Eilish – When We All Fall Asleep, Where Do We Go? (2019)

Ao longo da história da pop há sempre estes momentos em que as pessoas se fartam do excesso de artifício e reclamam um pouco de verdade. A verdade chegou e chama-se Billie.