Jasmim – Dias em Branco (2025)

Num cenário musical muito marcado pela predominância da ironia – na pose e nas letras que os artistas e bandas vão cantando -, é refrescante ouvir alguém para quem a canção não é uma mera brincadeira lúdica de plasticina.

Carminho – Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir (2025)

Carminho é uma das principais vozes do novo fado que não obedece cegamente às estruturas rígidas desta canção centenária.

Sunflowers – You Have Fallen… Congratulations! (2025)

O quinto longa duração do trio nortenho nasce na ressaca da celebração dos seus primeiros dez anos de existência e, principalmente, dos milhares de quilómetros percorridos na sua Kangoo para as muitas centenas de concertos que entretanto foram dando por este mundo fora.

First Breath After Coma + Salvador Sobral – A Residência (2025)

Não estávamos à espera disto. Nem tão pouco estávamos preparados. Uma colaboração inédita, destinada inicialmente ao palco para umas poucas apresentações ao vivo, mas que se tornou num projecto incontornável.

Clipse – Let God Sort Em Out (2025)

Às vezes, queremos pôr o casaco de cabedal. Mas, muitas vezes, não está à mão ou não temos. Os Clipse entregam-vos uns sem problema, é só pôr os fones.

Femme Falafel – Dói-Dói Proibido (2025)

No seu primeiro álbum, Femme Falafel expôs os seus dói-dóis através de analogias e trocadilhos inesperados, batidas house loucas, sintetizadores idiossincráticos e uma boa dose de ironia.

Romeu Bairos – Romê das Fürnas (2025)

Entre as brumas dos Açores, um disco carregado de histórias e de vida.

Rita Cortezão – tudo, um pouco (2025)

Um primeiro trabalho envolvente e que cria vontade de ouvir mais: é assim com o disco tudo, um pouco, de Rita Cortezão.

Deftones – private music (2025)

Private Music é mais um capítulo sólido na longa trajetória dos Deftones, uma banda que, ao contrário de muitas das que emergiram do mesmo caldo cultural, nunca ficou presa a um tempo específico.

Capicua – Um Gelado antes do Fim do Mundo (2025)

Um trabalho muito bem conseguido da rapper nortenha, que se reafirma como uma das vozes mais marcantes da música portuguesa.

Hetta – Acetate (2025)

Das tripas coração, da música compreensão. A missa a metade, a vida por inteiro. Se os passos pequeninos dos Hetta os fizeram grandes, o álbum de estreia torna-os reais.

Paul McCartney and Wings – Red Rose Speedway (1973)

Desiludido com a recepção a Wildlife, o primeiro disco de Wings, McCartney resolve adicionar o seu nome à banda para ganhar mais projecção. Red Rose Speedway é competente e tem bons momentos mas fica a anos luz do que o ex-Beatle era capaz.

Cortada – Gānbēi ( 干杯 ) (2025)

Gānbēi (干杯) dos Cortada é um soco rápido e certeiro: oito faixas que variam entre chapadas e piscadelas de olho, sempre com a urgência de quem vem do punk e do noise e não tem tempo a perder.

Oasis – Don’t Believe the Truth (2005)

Mais de uma década após a estreia, os Oasis lançam Don’t Believe The Truth, o seu sexto disco de originais. A Britpop já estava arrumada a um canto há muito mas os irmãos de Manchester ainda teimavam em manterem-se relevantes.

Mavis Staples – Sad and Beautiful World (2025)

Sad and Beautiful World é um álbum coeso, que pega em boas músicas e transforma-as em novas músicas, tanto ou mais bonitas do que as originais.

Yung Xalana – RIP Xalana (2025)

Há uns meses, antes do lançamento do segundo EP de Yung Xalana, duas almas penadas deram as mãos para escrever sobre ele. Mas o texto ficou perdido no éter. Recuperamo-lo agora.

Lavoisier – era com h (2025)

Com era com h, os Lavoisier reforçam a sua posição como um dos projectos mais consistentes na reinvenção da música tradicional portuguesa.

Water From Your Eyes – It’s a Beautiful Place (2025)

Há discos feitos para sair do caos. It’s a Beautiful Place, suspeito, foi feito a partir do caos e no caos reina, no seu desleixo estudado.