6/10
of Montreal – White Is Relic / Irrealis Mood (2018)

White Is Relic / Irrealis Mood não é o disco que gostaríamos que fosse. Há que ter paciência com os génios, e Kevin Barnes merece essa nossa consideração para com ele.

8.5/10
Sr. Chinarro – Asunción (2018)

O novo disco de Sr. Chinarro assume um compromisso. É o próprio que canta “Quiero Hacerlo Mejor”, e não haverá melhor prova de vitalidade do que esta: um dos grandes a querer sempre ser maior!

7.5/10
Tracey Thorn – Record (2018)

A voz dos Everything but a girl regressa com o seu melhor disco a solo, um manifesto pessoal e feminista movido a sintetizadores e que é coração e cabeça em partes iguais.

5/10
The Wombats – Beautiful People Will Ruin Your Life (2018)

Os Wombats regressam com um disco indie rock clássico e talvez seja esse o maior problema: soa bem, mas também não surpreende e corre o risco de ser esquecido.

8/10
David Byrne – American Utopia (2018)

David Byrne traz-nos American Utopia e com ela o mundo fica mais feliz e prazeroso.

7.5/10
Yo La Tengo – There’s a Riot Going On (2018)

Trinta e quatro anos, quinze álbuns de estúdio, seis compilações, quinze EP’s, vinte e dois singles, duas bandas sonoras, quatro álbuns em colaboração e um álbum (só) de covers. Mais palavras para quê?

7.5/10
Anna von Hausswolff – Dead Magic (2018)

Mais erótica do que temerosa, mais blasfema do que sagrada, Anna von Hausswolff faz do…

8.0/10
The Soft Moon – Criminal (2018)

Em Criminal, a voz de Luis Vasquez a.k.a. The Soft Moon fugiu da nuvem atmosférica em que se escondia e ecoa com uma força tempestuosa.

6.5/10
Beautify Junkyards – The Invisible World of Beautify Junkyards (2018)

Ao terceiro disco, os Beautify Junkyards não surpreendem e embrenham-se ainda mais nos bosques arcaicos da sua folk outonal.

7/10
Monday – One (2018)

Monday é Cat Falcão, uma das duas vozes das Golden Slumbers. Em One há continuidades e desvios em relação a esse projeto inicial, o que é coisa para se saudar em dose dupla.

6.5/10
Ty Segall – Freedom’s Goblin (2018)

O incansável menino-prodígio do garage californiano lança o seu segundo álbum duplo, uma amálgama de estilos e géneros que dispara em todas as direções apesar de nem sempre acertar.

8/10
Bill Converse – Meditations / Industry (2016)

Ainda escaldados com resultado das eleições nos Estados Unidos da América, nada melhor que um americano muito especial para percebermos que a América de Trump não é só armas, poluição e processos legais bilionários. Há quem continue numa interminável procura de respostas e soluções para questões profundas.

7/10
Jonathan Wilson – Rare Birds (2018)

Ao terceiro capítulo, Jonathan Wilson acrescenta ao seu rock clássico algumas incursões sobre o soft rock. As canções continuam belíssimas mas a sua desmedida ambição prega-lhe algumas rasteiras.

9/10
Conan Osiris – Adoro Bolos (2017)

O segundo álbum de Conan Osiris, Adoro Bolos, é uma viagem surreal por uma miscelânea de géneros que injeta uma lufada de ar fresco há muito silenciosamente requisitada no panorama da música alternativa nacional.

8/10
Linda Martini – Linda Martini (2018)

Mais um ótimo disco de uma banda que foi catalogada como promessa durante demasiado tempo. Os Linda Martini são uma certeza.

Dr. John – Gris-Gris (1968)

Gris-Gris não está nem velho, nem cansado. Move-se ainda com a elegância de quem, mesmo totalmente pedrado, mantém a postura dos seus dignos 50 anos de idade.

8/10
American Pleasure Club – A Whole Fucking Lifetime of This (2018)

Os American Pleasure Club (ex-Teen Suicide) repetem a fórmula do disco anterior mas esta amálgama de géneros e influências beneficia de um processo editorial mais escrupuloso.

8/10
Belle and Sebastian – How To Solve Our Human Problems (2018)

Sob o pretexto de revisitarem o rock e a soul dos anos 60, bem como o prog e o disco dos anos 70, os Belle and Sebastian oferecem-nos mais um bonito disco, cheio de delicadeza e imaginação melódica.