Ricardo Romano
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"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco dos Creed. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

Bloom – Do Not Disturb (2025)

O terceiro e último tomo da trilogia Bloom sabe ao último cigarro na noite fria e ao vazio que vem depois. A beata esquecida a arder…

Don Fran – ALMA 3048 (2025)

A Alta de Lisboa é a nova Chelas, o hip-hop tuga borbulhando em cada esquina. O álbum de estreia de Don Fran não nos deixa mentir, a Alta a acontecer. Melodia e good vibes em partes iguais…

Talking Heads – More Songs About Buildings and Food (1978)

Uma evolução na continuidade, reforçando o funkadelismo ansiogénico do álbum de estreia. Os nerds do liceu dançando furiosamente, trucidando as “populares” sem piedade…

Mão Morta – Corações Felpudos (1990)

Onde o disco de estreia era zangado mas vital, pois há sempre uma esperança escondida na cegueira da raiva, Corações Felpudos é todo ele morte e rendição (o mundo está estragado, não há nada a fazer, e o amor dói como um espinho no peito).

Mão Morta – Mão Morta (1988)

Não há qualquer conceito de partida, e, porém, um lastro pegajoso atravessa o disco, tanto nas palavras como na composição: a cidade-doença espalhando-se maligna.

Supernada – Nada é Possível (2012)

Ruca Lacerda, baterista dos Pluto, começa a escrevinhar ideias à guitarra, formando os Supernada, também com Manel Cruz a bordo. O resultado é um disco denso e difícil, mas com uma riqueza rítmica invejável.

Cara de Espelho em entrevista: “são canções de liberdade”

Entrevista com os Cara de Espelho, um supergrupo para agitar as águas

Noves Fora Nada || Fábrica das Alternativas: sempre a rock’n’rollar

Ontem à noite os Noves Fora Nada deram “show de bola” em Algés.

Playlist da Semana: grandes canções com 2 acordes

É conhecido o aforismo de Lou Reed: “um acorde é fixe, dois acordes já começa a esticar, três acordes é jazz”. Por isso, escolhemos para esta semana grandes canções com apenas dois acordes. O prog rock que se foda…

Youth Lagoon – Heaven is a Junkyard (2023)

O quarto disco de Youth Lagoon, Heaven is a Junkyard, junta melodias viciantes a uma perturbadora melancolia. Uma das grandes surpresas de 2023!

Joni Mitchell – Clouds (1969)

Folkie e acústico como o disco de estreia, Clouds é ainda mais belo e profundo. A casa de “Both Sides Now” e “Chelsea Morning”.

The The – Soul Mining (1983)

Soul Mining é a obra maior dos The The, excêntrico e melódico ao mesmo tempo.

Jorge Palma || Teatro Tivoli BBVA: o bom fora-da-lei

Estivemos na segunda noite do Tivoli, com um Palma em grande forma.

Chavela Vargas – Noche Boemia (1961)

O álbum de estreia de Chavela Vargas, Noche Boemia, é arrebatado e melodramático. Como um coração sangrento num pano de linho.

Cesária Évora – Voz d’Amor (2003)

O nono disco de Cesária Évora, Voz d’Amour, é repassado de dor e saudade.

Ali Farka Touré – Ali Farka Touré (1988)

O disco homónimo de Ali Farka Touré é uma espécie de certidão de nascimento do chamado desert blues.

Led Zeppelin II: o disco da minha vida

Led Zeppelin II não é apenas a obra-prima da banda. É o melhor disco de sempre. ‘O padrão que eu a ser ditador gostaria de impor’…

Jorge Palma – Com Todo o Respeito (2011)

O décimo-segundo LP de Jorge Palma, Com Todo o Respeito, é o seu disco menos inspirado. Mesmo assim, um punhado de boas canções acaba por salvar a honra do convento.