First we’ll take Lumiar, then we’ll take Barreiro. Assim disseram Dedryn, Dígitos, Neck Tatoo Girl, Dudu, Rafa G e Ferox. E assim aconteceu na ADAO.
The Beach Boys – The Beach Boys Today! (1965)
Uma obra belíssima a dois andamentos, o primeiro alegre e rápido, o segundo lento e soturno, anunciando a melancolia gourmet de Pet Sounds.
Bloom – Do Not Disturb (2025)
O terceiro e último tomo da trilogia Bloom sabe ao último cigarro na noite fria e ao vazio que vem depois. A beata esquecida a arder…
Don Fran – ALMA 3048 (2025)
A Alta de Lisboa é a nova Chelas, o hip-hop tuga borbulhando em cada esquina. O álbum de estreia de Don Fran não nos deixa mentir, a Alta a acontecer. Melodia e good vibes em partes iguais…
Talking Heads – More Songs About Buildings and Food (1978)
Uma evolução na continuidade, reforçando o funkadelismo ansiogénico do álbum de estreia. Os nerds do liceu dançando furiosamente, trucidando as “populares” sem piedade…
Mão Morta – Corações Felpudos (1990)
Onde o disco de estreia era zangado mas vital, pois há sempre uma esperança escondida na cegueira da raiva, Corações Felpudos é todo ele morte e rendição (o mundo está estragado, não há nada a fazer, e o amor dói como um espinho no peito).
Mão Morta – Mão Morta (1988)
Não há qualquer conceito de partida, e, porém, um lastro pegajoso atravessa o disco, tanto nas palavras como na composição: a cidade-doença espalhando-se maligna.
Supernada – Nada é Possível (2012)
Ruca Lacerda, baterista dos Pluto, começa a escrevinhar ideias à guitarra, formando os Supernada, também com Manel Cruz a bordo. O resultado é um disco denso e difícil, mas com uma riqueza rítmica invejável.
Cara de Espelho em entrevista: “são canções de liberdade”
Entrevista com os Cara de Espelho, um supergrupo para agitar as águas
Noves Fora Nada || Fábrica das Alternativas: sempre a rock’n’rollar
Ontem à noite os Noves Fora Nada deram “show de bola” em Algés.
Playlist da Semana: grandes canções com 2 acordes
É conhecido o aforismo de Lou Reed: “um acorde é fixe, dois acordes já começa a esticar, três acordes é jazz”. Por isso, escolhemos para esta semana grandes canções com apenas dois acordes. O prog rock que se foda…
Youth Lagoon – Heaven is a Junkyard (2023)
O quarto disco de Youth Lagoon, Heaven is a Junkyard, junta melodias viciantes a uma perturbadora melancolia. Uma das grandes surpresas de 2023!
Joni Mitchell – Clouds (1969)
Folkie e acústico como o disco de estreia, Clouds é ainda mais belo e profundo. A casa de “Both Sides Now” e “Chelsea Morning”.
The The – Soul Mining (1983)
Soul Mining é a obra maior dos The The, excêntrico e melódico ao mesmo tempo.
Jorge Palma || Teatro Tivoli BBVA: o bom fora-da-lei
Estivemos na segunda noite do Tivoli, com um Palma em grande forma.
Chavela Vargas – Noche Boemia (1961)
O álbum de estreia de Chavela Vargas, Noche Boemia, é arrebatado e melodramático. Como um coração sangrento num pano de linho.
Cesária Évora – Voz d’Amor (2003)
O nono disco de Cesária Évora, Voz d’Amour, é repassado de dor e saudade.
Ali Farka Touré – Ali Farka Touré (1988)
O disco homónimo de Ali Farka Touré é uma espécie de certidão de nascimento do chamado desert blues.