Ricardo Romano
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"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco dos Creed. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

Joni Mitchell – Clouds (1969)

Folkie e acústico como o disco de estreia, Clouds é ainda mais belo e profundo. A casa de “Both Sides Now” e “Chelsea Morning”.

The The – Soul Mining (1983)

Soul Mining é a obra maior dos The The, excêntrico e melódico ao mesmo tempo.

Jorge Palma || Teatro Tivoli BBVA: o bom fora-da-lei

Estivemos na segunda noite do Tivoli, com um Palma em grande forma.

Chavela Vargas – Noche Boemia (1961)

O álbum de estreia de Chavela Vargas, Noche Boemia, é arrebatado e melodramático. Como um coração sangrento num pano de linho.

Cesária Évora – Voz d’Amor (2003)

O nono disco de Cesária Évora, Voz d’Amour, é repassado de dor e saudade.

Ali Farka Touré – Ali Farka Touré (1988)

O disco homónimo de Ali Farka Touré é uma espécie de certidão de nascimento do chamado desert blues.

Led Zeppelin II: o disco da minha vida

Led Zeppelin II não é apenas a obra-prima da banda. É o melhor disco de sempre. ‘O padrão que eu a ser ditador gostaria de impor’…

Jorge Palma – Com Todo o Respeito (2011)

O décimo-segundo LP de Jorge Palma, Com Todo o Respeito, é o seu disco menos inspirado. Mesmo assim, um punhado de boas canções acaba por salvar a honra do convento.

Palma’s Gang – Ao Vivo no Johnny Guitar (1993)

Palma’s Gang ao Vivo no Johnny Guitar é o irmão mau de Só: também um best of disfarçado mas com muitos decibéis rock’n’roll.

Jorge Palma – Quarto Minguante (1986)

O sétimo disco de Jorge Palma, Quarto Minguante, é bem mais interessante do que se diz dele por aí.

Jorge Palma – Asas e Penas (1984)

Asas e Penas é o primeiro disco de Jorge Palma onde o piano clássico tem um lugar especial. As gemas “Estrela do Mar” e “Canção de Lisboa” espelham essa influência erudita.

Jorge Palma – Acto Contínuo (1982)

O quarto tomo de Jorge Palma, o disco-duplo Acto Contínuo, transborda de criatividade. A morada de “Portugal, Portugal” e “A Gente Vai Continuar”, entre tantos outros clássicos…

Jorge Palma – Qualquer Coisa Pá Música (1979)

O terceiro tomo, Qualquer Coisa Pá Música, é um dos discos de Jorge Palma com mais clássicos por metro quadrado. O tempero também é saboroso, com muita euforia bluegrass.

Jorge Palma – Té Já (1977)

O segundo disco de Jorge Palma, Té Já, deixa-se de mariquices sinfónicas para abraçar o formato canção. Como o próprio título sugere, é um álbum de despedida – Palma já decidido a partir pela Europa fora.

Jorge Palma – Viagem na Palma da Mão (1975)

O disco de estreia de Jorge Palma, Uma Viagem na Palma da Mão, tem tanto de naive e datado como de belo e inventivo.

Steve Reich – Music For 18 Musicians (1978)

Music For 18 Musicians é considerada a obra-prima de Steve Reich e uma das maiores do minimalismo.

Bjork – Homogenic (1997)

O terceiro disco de Björk, Homogenic, é, talvez, a sua obra prima: islandês nas paisagens que pinta, extraterrestre na estranheza que entranha, humaníssimo no que em nós estremece.

Caetano Veloso – Caetano Veloso (1968)

A estreia de Caetano Veloso a solo é o disco mais inspirado do tropicalismo.