Ricardo Romano
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"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco do Neil Diamond. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

Capote Fest 2020

Pelo cartaz, pela adesão, pelo ambiente, o Capote deste ano superou todas as expectativas. Só o rock salva!

Kendrick Lamar – good kid, m.A.A.d. city (2012)

A primeira obra-prima de Kendrick: um retrato tocante sobre crescer num bairro difícil.

O rock português regressa ao Capote Fest, em Évora

Entre 5 e 7 de Março, acontece a quinta edição do Capote Fest, o grande festival eborense da nova música portuguesa.

Frank Ocean – Channel Orange (2012)

O sentimento transbordante da soul numa roupagem contemporânea. E um enorme escritor de canções.

Beach House – Teen Dream (2010)

Canções pop a roçar a perfeição. A melancolia e o torpor de sempre.

Outkast – Stankonia (2000)

Com um pé numa nave espacial e o outro no gueto se faz esta obra-prima do hip-hop: experimental sem esquecer a tradição, sonhadora sem esquecer a rua. Andre 3000 e Big Boi, portanto.

Bill Callahan – Apocalypse (2011)

70% de Apocalypse é aquela voz trovão que abre montanhas ao meio. Bill não canta, desaba; não fala, interpela; não interpreta, comanda!

M.I.A. – Kala (2007)

Tudo é desmedido em Kala: mil tambores festejando a união de todas as tribos, timbres estridentes desafiando os tímpanos, uma voz blasé e insolente com quilos de swag.

The Flaming Lips – Yoshimi Battles the Pink Robots (2002)

Yoshimi é esse deslumbramento com a beleza de tudo, e a consciência amarga de que tudo perece.

“Radio Cure” – Wilco

“Radio Cure” começa simples e escura até desembocar numa harmonia à Beatles que inunda tudo de luz.

“U Don’t Know” – Jay-Z

Em “U Don’t Know”, o produtor Just Blaze acelera o tempo do sample vocal de Bobby Bird.

“Littlest Things” – Lily Allen

Lily é tão corrosiva e resmungona e mal-educada que a nossa impressão inicial é que não passa de uma grandessíssima cabra.

The Avalanches – Since I Left You (2000)

Since I Left You é leve e eufórico, quase sem gravidade. Como se nos dissesse: liberta-te do peso do passado, abandona-te ao êxtase da viagem.

“Short Circuit” – Daft Punk

Os mestres da electrónica moderna atacam.

“Love is a Losing Game” – Amy Winehouse

Quando canta “Love is a Losing Game” alguma coisa em nós estremece…

The Flying Burrito Brothers – The Gilded Palace of Sin (1969)

O álbum-manifesto que inventou o country rock.

“Gimme Shelter” – The Rolling Stones

Poucas canções conseguiram apanhar melhor os ares do tempo que a magistral “Gimme Shelter”. A guitarra cintilante de Keith Richards vai acumulando uma tensão insuportável, até tudo rebentar num grito de angústia e desespero. “Love, peace and harmony? Very nice. Maybe in the next world…”

Jay-Z – The Blueprint (2001)

Talvez o disco de hip-hop mais influente dos anos 2000.