Ricardo Romano
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"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco do Neil Diamond. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

Howlin’ Wolf – Moanin’ in the Moonlight (1959)

Uma voz cavernosa na noite escura. O blues como transe e maldição.

Big Brother and the Holding Company – Cheap Thrills (1968)

O primeiro disco a revelar o génio de Janis Joplin. A angústia de uma geração captada, por fim, em vinil.

Capote Fest 2019 || Évora

O Capote Fest já é tanto de Évora como as migas e o bom vinho tinto. À quarta-edição, apostou-se na diversidade do cardápio, um palpite que se revelou certeiro.

Otis Redding – Otis Blue: Otis Redding Sings Soul (1965)

Uma torrente de emoções que leva tudo a eito. A alma de todo um povo a transbordar.

José Afonso – José Afonso ao Vivo (2019)

Zeca em Coimbra em 1968. Zeca em Carreço em 1980. Dois concertos inéditos agora publicados pela Tradisom. A história da música portuguesa a acontecer.

Anarchicks, The Quartet of Woah! e DJs Altamont na quarta edição do Capote Fest, em Évora

Entre 2 e 4 de Maio, acontece a quarta edição do Capote Fest, o grande festival eborense da nova música portuguesa. Este ano, o cartaz está mais heterogéneo, mesclando o electro punk das Anarchicks com o hip-hop dos Compadres, unindo…

The Jimi Hendrix Experience – Electric Ladyland (1968)

Onde os tecnocratas da guitarra são técnica e velocidade, Hendrix é imaginação e poesia.

The Ronettes – Presenting the Fabulous Ronettes featuring Veronica (1964)

Tudo na sua estética é candura e romantismo, a antítese da sensualidade selvagem do rockabilly.

Novo disco das Anarchicks, Loose Ends, sai a 17 de Abril

O terceiro álbum das Anarchicks, Loose Ends, sai no próximo dia 17 de Abril. É o primeiro disco da banda a contar com Rita Sedas na voz. “Near Hear” será o primeiro single. Esperamos rodá-lo em breve.

AC/DC – Highway to Hell (1979)

Chamem-lhes brutos, broncos, o que quiserem, mas há mais vitalidade rock’n’roll num só riff seu do que em toda a discografia dos Editors.

Bob Dylan – The Freewheelin’ Bob Dylan (1963)

É essa a importância histórica de Freewheelin’: ser o elo de ligação entre a modernidade beatnik e tudo o que veio a seguir.

Black Sabbath – Vol. 4 (1972)

O segredo de Vol. 4 está no seu equilíbrio perfeito entre sofisticação e brutalidade. O melhor smoking para o pior matadouro.

Rage Against the Machine – Rage Against the Machine (1992)

A acumulação de tensão em níveis tântricos até uma bomba atómica explodir no refrão é a sua imagem de marca.

My Bloody Valentine – Loveless (1991)

Um disco tão áspero e violento como frágil e sonhador. O éter e o ácido do shoegaze levados ao seu doentio limite.

Pearl Jam – Ten (1991)

Através de hinos como “Alive” e “Even Flow”, a nossa melancolia, antes plebeia, ascende na escala social. Antes de Ten, estávamos na merda; depois de Ten, curtimos uma angst.

The B-52’s – The B-52’s (1979)

The B-52’s é uma festa no hospício, uma pista de dança em Marte, uma criança feliz a conduzir o carro do pai em contramão.

Billie Holiday – Lady in Satin (1958)

Billy não canta, sofre; não interpreta, é. Entre a sua vida e a sua arte não há qualquer corrimão.

New Order – Technique (1989)

Um instantâneo perfeito da louca Madchester.