Ricardo Romano
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"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco do Neil Diamond. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

É indie, é lo-fi, é Pucarinha: conheça o novo projecto Bel Chi Or

Quando a artista visual Pucarinha troca estiletes e pincéis por guitarras e teclados, responde pelo nome de Bel Chi Or. A sua estética é intimista e lo-fi, uma espécie de PJ Harvey de Palmela.

“Facelift” – Soft Machine

Um peculiar exercício de jazz de fusão.

“Dark Star” – Grateful Dead

Requintado e sonhador, é como soaria A Love Supreme se Coltrane tomasse mais LSD.

“Two Headed Dog” – Roky Erickson e Bleib Alien

Completamente lunático. Psicose pura com uma batida incrível.

“Joe the Lion” – David Bowie

Ninguém enxertou o funk e a pop vanguardista europeia com tanta classe como Bowie.

“Too Much Heaven” – The Bee Gees

Uma irresistível balada soul açucarada.

Playlist da semana: as canções mais tristes do mundo

Sente-se repulsivamente bem-disposto? Assobia no elevador? Já há mais de uma semana que não se tenta matar? Não se preocupe. Temos a solução para si.

Led Zeppelin – In Through the Out Door (1979)

In Through the Out Door é um disco lamentável. Tudo aquilo que é grande nos Led Zeppelin é pequeno nesta sua última obra.

Noves Fora Nada // Baleia Piloto || Sabotage Club

Rock português cantado em português, servido em dose dupla. A casa cheia, e mais do que rendida, confirma o que já suspeitávamos: a notícia da morte do rock parece-nos manifestamente exagerada…

DJ Shadow – Endtroducing….. (1996)

Liberto da função de servir o rap, os beats de DJ Shadow ganham uma liberdade inaudita. Se o rap não existe, então, tudo é permitido.

Tricky – Maxinquaye (1995)

Imaginem-se num beco escuro, ouvindo passos: isso é Maxinquaye.

Silver Jews – American Water (1998)

O fã típico é doutorado em literatura moderna e viciado em crack. As tentativas de suicídio são opcionais.

Kraftwerk – Trans-Europe Express (1977)

A obra-prima dos Kraftwerk. Afinal, é possível fazer poesia com máquinas.

Dead Kennedys – Fresh Fruit For Rotting Vegetables (1980)

Se o punk é, acima de tudo, pensar pela própria cabeça, então os Dead Kennedys serão um espécimen bem mais interessante.

The Specials – The Specials (1979)

O álbum de estreia dos Specials capta na perfeição o espírito tumultuoso do tempo. E fá-lo escolhendo um lado da barricada: o das pessoas decentes contra a estupidez do racismo.

Can – Tago Mago (1971)

Os Can são a típica banda krautrock: eruditos e libertários, fazendo filtros para os joints com as pautas do Conservatório.

The Jesus and Mary Chain – Psychocandy (1985)

É pop. É ruído. É Psychocandy.

Morphine – Cure for Pain (1993)

Conseguir ser tão inequivocamente rock’n’roll sem uma única guitarra é a sua grande proeza e blasfémia.