Alexandre R. Malhado
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Apesar de pinga-amor e bonacheirão, Alexandre José Ribeiro Malhado cresceu saudavelmente na Portela de Sacavém. Cedo lidou com o hino do Benfica e com os discos familiarmente empoeirados e antigos que o fizeram discernir. O Rock ‘n’ Roll do pai, a Soul da Motown da mãe e as modernices do irmão. Os Petrus Castrus, os Whispers e os Pantera conviviam todos alegremente no mesmo gira-discos e, acima de tudo, no universo daquele rapaz pinga-amor e bonacheirão. Hoje, mais graúdo e barbudo, tornou da música e do jornalismo o seu credo. Guitarrista dos Supreme Soul e licenciado em Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica Portuguesa, Alexandre augura partilhar a sua nuvem com António Sérgio, Martin Hannett e Frank Zappa no Éden da música. Até lá, continuará a ouvir e a escrever.

TV Girl || LAV: Adolescência florescente

Os TV Girl propiciaram um fan service à geração que os descobriu verdadeiramente.

Beneath The Boardwalk: o CD-Rom da ascensão dos Arctic Monkeys

Antes de Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, os Arctic Monkeys distribuiam CD-Rom gratuitamente nos concertos e no MySpace, intitulado Beneath The Boardwalk. Esta é a história da primeira banda verdadeiramente viral.

Sam The Kid || CCB: O amor não tem fim

Volvidos 22 anos, Samuel Mira abriu a porta do “quarto mágico” e, com arranjos de cordas, sopros, bateria, baixo e teclas, deu pela primeira vez vida ao Beats Vol. 1: Amor no palco do Centro Cultural de Belém.

Mão Morta – Pesadelo em Peluche (2010)

Podia ter sido escrito pós-2020, no rescaldo Covid-19. Mas não: este pesadelo ocorreu em 2010. Eram outros tempos. Nem estávamos nos analógicos anos 80, com suados concertos no Orfeão da Foz do Porto ou Rock Rendez-Vous de Lisboa e mixtapes…

Mão Morta – K7 (1987)

K7, também intitulada Mão Morta, não é mais que uma cassete, a soma das seis gravações feitas até então pela banda. Olhemos para a história da música, caro leitor. Há quem tenha nascido artificialmente no playback das televisões, qual Donny…

José Mário Branco – Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades (1971)

No seu primeiro longa-duração, José Mário Branco eletrifica a figura do cantautor de prostesto e canta sobre o cinismo de quem cala o povo e o leva para a guerra, o exílio e a exploração do patrão, que tudo quer e tudo pode. Um disco magistral de rock de protesto que marcou a história da democracia e da música

bar italia desvenda novo single “Jelsy”

É mais um negroni, por favor. O elegante trio londrino lançou um novo blues melancólico, o segundo tema de The Twits.

Tom Waits – Small Change (1976)

Small Change é a lamúria de um bêbado. De bar em bar, lamenta “o seu mau fígado e coração partido”, chora “aquela que escapou”, faz tatuagens e paga lap dances, tudo para afogar as mágoas. Um diamante de Waits banhado…

Roger Waters || Altice Arena: Um melancólico do advento nuclear

Na sua digressão de despedida, Roger Waters trouxe a Lisboa fatalismo de quem vai fazer 80 anos e vive na iminência de guerra nuclear.

“lightbeamers” – FKA Twigs

Não é fácil fazer música que soe a novo. Parece que os standards já foram todos inventados. As mesmas progressões, os mesmos acordes, os mesmos sons, que recorrem a familiaridades, nostalgias e revivalismos. É uma forma de sobreviver, afinal. Como…

“Helena” – My Chemical Romance

Eu sei, é My Chemical Romance — mas esta semana quem manda nas canções do dia sou eu. E como nasci em 1993, a minha adolescência aconteceu a partir de 2006. Ou seja, o meu consumo de guitarras elétricas rápidas…

“Fitter Happier” – Radiohead

Não sei como é que o vosso algoritmo vos anda a tratar. O meu, quando eu abro o Youtube ou o Instagram, sugere-me constantemente conteúdo sobre rotinas e lifestyle para gym bros. “My morning routine”, diz o vídeo, igual a…

“The Eerie Cold (Samvetskvalens Ballad)” – Shining

Imaginem. Nascer velhos, com toda a dor e lentidão da velhice, e ficávamos mais jovens à medida que crescêssemos

Playlist da Semana: No mínimo assustador

Como a qualidade de uma canção não é sinónimo de audições fáceis, a curadoria Altamont preparou esta semana uma playlist difícil. De terror, de morte, de sons inesperados e fantasmagóricos. Boa sorte, tudo de bom e até uma próxima vida — se existir.

“Hyperballad” – Björk

Ao som de uma eletrónica crescente, num dramatismo pop raro, Björk romantiza uma tendência suicida — e apenas não avança pelo amor que tem à espera em casa.

Arcade Fire || Campo Pequeno: Uma explosão de alegria

Foi uma alegria que ninguém pôde conter. Hit atrás de hit, os Arcade Fire não mudaram o tom dos seus concertos — e no primeiro dia de Campo Pequeno, nós cantámos aos berros todas as músicas de Butler e Chassagne.

Playlist da Semana: Meo Kalorama

Terminou o MEO Kalorama. Viveram-se três dias intensos com grandes canções, entoadas, berradas (e até choradas). Agora é altura de recordar o festival através do que se ouviu. Eis os destaques Altamont do que se tocou no novo festival

“Nakamarra” – Hiatus Kaiyote

“Não se preocupe… apenas clique.” A sugestão veio de, nada mais, nada menos, o lendário Prince, que partilhou “Nakamarra” no seu Twitter em 2015, meses antes de morrer.