Alexandre R. Malhado
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Apesar de pinga-amor e bonacheirão, Alexandre José Ribeiro Malhado cresceu saudavelmente na Portela de Sacavém. Cedo lidou com o hino do Benfica e com os discos familiarmente empoeirados e antigos que o fizeram discernir. O Rock ‘n’ Roll do pai, a Soul da Motown da mãe e as modernices do irmão. Os Petrus Castrus, os Whispers e os Pantera conviviam todos alegremente no mesmo gira-discos e, acima de tudo, no universo daquele rapaz pinga-amor e bonacheirão. Hoje, mais graúdo e barbudo, tornou da música e do jornalismo o seu credo. Guitarrista dos Supreme Soul e licenciado em Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica Portuguesa, Alexandre augura partilhar a sua nuvem com António Sérgio, Martin Hannett e Frank Zappa no Éden da música. Até lá, continuará a ouvir e a escrever.

Kaiser Chiefs – Employment (2005)

Com riffs reconhecíveis ao primeiro dedelho, Employment, dos Kaiser Chiefs, arranjou o seu espaço na história da música britânica.

Névoa – Towards Belief (2020)

Ao terceiro longa duração, o duo portuense de Black Metal encontraram uma fórmula para encaixar no seu caos distorcido e gutural a elegância jazzística do saxofone e do trompete.

“If We Make It Through December” – Phoebe Bridgers

Já sabemos que Phoebe Bridgers tem um dos melhores discos de 2020 — Punisher tem aparecido, até ver, nos principais tops, como o da NPR (em 4.ª) e do jornal New York Times (2.ª). Mas o annus mirabilisde Bridgers não…

“Ven” – Moullinex

Em 2021 há novo disco do viseense Moullinex — o nome artístico de Luís Clara Gomes — para nos voltar a fazer dançar. “Ven” é o primeiro cheirinho do que nos espera: camadas de sintetizadores que crescem, crescem, crescem… até…

“Why Don’t You” – Cleo Sol

A soul music está na moda, nomeadamente o uso de baixos cheios de groove que acompanham batidas lentas, cujas taroladas fazem mexer os quadris, em movimentos de fazer bebés, numa cama de teclados ácidos e jazzísticos. E não faz mal:…

“I Wish I Was Stephen Malkmus” – Beabadoobee

Nasci em 1993, o início de uma grande década para o rock. Havia o grunge, com os Nirvana e Pearl Jam à cabeça; o britpop, com os Oasis e Blur; para não falar de discos camaleónicos que viriam a marcar…

“You Take Nothing” – Ragana

Se o desespero tiver um timbre, pode muito bem ser o de Maria Stocke das Regana. O duo feminino de Oakland, Caliórnia, descreve-se no Bandcamp como “queer antifascist black metal/doom”, mas a agressividade da guitarra e bateria de “You Take…

Playlist da Semana: Bourbon de isolamento

Do delta blues do Mississipi à voz de bagaço do Waits de New Orleans, sem esquecer o pós-punk do subúrbio Nottingham pelos temas dos Sleaford Mords, tudo serve para nos curar desta pandemia que nos escarra na cara. Figurativamente, claro.

Stella Donnelly – Beware of the Dogs (2019)

Em Beware of The Dogs, o seu disco de estreia, a australiana é doce, sim, mas é mordaz e espevitada, petulante e divertida nas canções de amor, ao longo de 13 temas.

The Cure – The Cure (2004)

Na ressaca do sucesso do nu-metal, os The Cure acrescentaram o peso certo à sua melancolia, participando na ressurreição do rock. O disco homónimo tem grandes canções mas foi eclipsado por novidades desse ano, como os Arcade Fire, Franz Ferdinand e Killers.

“The End of The World” – The Cure

De melodia e hook viciante, cujo baixo acompanha a melodia da voz, Robert Smith repete, vezes e vezes sem conta, “I couldn’t love you more”. Bastaria ouvir um segundo da música para perceber que é… The Cure, e é provavelmente uma das últimas canções-hino produzidas pelos britânicos.

“Blossoms” – April Marmara

A lenta cadência de “Blossoms” serpenteia-nos e a voz de Marmara enfeitiça-nos, numa antecipação ao resto do disco.

“Will You Still Love Me Tomorrow?” – Carole King

O tema, escrito por Carole King e Gerry Goffin, é um marco.

“Walk on By” – Dionne Warwick

Uma canção que pertence a todos.

“U Owe Me” – Stella Donnelly

Stella Donnelly é uma das revelações de 2019.

“Anytime” – Snail Mail

Snail Mail: um prodígio do indie rock

Playlist da semana: Austrália

Esta semana, viramo-nos para o melhor que a Austrália nos tem dado.

Peter Hook & The Light || Aula Magna

Ao oitavo concerto em Portugal em nome próprio, Peter Hook continua a entreter. Em mais de duas horas de concerto, deu o que o público queria, as canções que o fizeram famoso. Mas vale sempre a pena tentar sentir a…