O disco de John Zorn, Naked City, mistura o vanguardismo do free jazz com a violência do grindcore e a acessibilidade da pop, tudo ao molho e fé em Deus. Um jackpot de contradições: difícil e orelhudo, preciso e impaciente, atroz e divertido. Uma absoluta obra-prima.
Tom Waits – Mule Variations (1999)
Mule Variations é mais uma obra maestra da discografia de Tom Waits. Na transição do século, o mago norte americano fez-se a caminho numa mula sonora irrepreensível. Sorte a nossa, de podermos trilhar vezes sem conta todos os apeadeiros de tão maravilhosa viagem.
Tom Waits – Bone Machine (1992)
O músico de Swordfishtrombones atirou-se a Bone Machine irritado com a vida – o normal, portanto – e ficou entusiasmado por gravar num estúdio de cimento pequeno e com uma caldeira.
Tom Waits – Night on Earth (1991)
Do jazz de valeta às valsas quebradas, na banda sonora de um excelente filme de Jim Jarmusch.
Ena Pá 2000 – 2001: Odisseia no Chaço (1999)
Nos idos de 1999, os Ena Pá 2000 editam 2001: Odisseia no Chaço, e na capa o nome da banda aparece como Ena Pá 1999. Confusos com as datas? Ainda bem.
Ena Pá 2000 – Opus Gay (1997)
Chegados a 1997, o fenómeno underground Ena Pá 2000 já era muito pouco underground. Mesmo…
Ena Pá 2000 – És Muita Linda (1994)
O segundo e melhor disco dos Ena Pá 2000, És Muita Linda, é de uma olímpica e bem-vinda parvoíce.
Ena Pá 2000 – Enapália 2000 (1992)
Disco de estreia de uma das bandas mais marcantes do panorama nacional, libertário e provocador, repleto de canções que ainda hoje ecoam no imaginário colectivo
Gabriel o Pensador – Ainda é Só o Começo (1995)
Um disco que bebeu da mais fina tradição de MPB e a devolveu em forma de hip hop quase erudito, responsável também por uma renovação da música brasileira em Portugal, numa altura em que o que vinha do país irmão soava tudo a parolada.
The Prodigy – Experience (1992)
O primeiro dos Prodigy, Experience, transporta-nos para as raves do início dos anos 90: um disco frenético, extasiado, colorido…
Arto Lindsay – Mundo Civilizado (1997)
Mundo Civilizado é um disco totalmente sedutor. Um toque de bossa, um cheirinho a eletrónica, uma pitada de art pop jazzístico, boas canções, e está feita a festa!
Otto – Samba Pra Burro (1998)
Quase a fazer um quarto de século, Samba Pra Burro é um álbum que merece…
David Byrne – Feelings (1997)
Feelings é uma jóia que nem sempre parece brilhar. Talvez seja demasiadamente esquiva para a exuberância que transporta, pois embora não pareça, essa é a sua essencial matéria, o seu âmago.
Cornershop – When I Was Born For The 7th Time (1997)
Com vinte e cinco anos ainda por fazer em 2022, When I Was Born For The 7th Time mantém intactos todos os seus vastos motivos de interesse.
Foo Fighters – Foo Fighters (1995)
Neste primeiro álbum, Grohl mostrou uma habilidade notável para equilibrar melodia e caos.