Gonçalo Correia
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Nascido no ano em que saiu Songs of Faith and Devotion (que o seu duvidoso gosto ainda não lhe permitiu explorar devidamente) e licenciado de fresco em Comunicação Social, este jovem aspirante a jornalista (ou outra coisa qualquer que não queira confessar) só acordou tardiamente para a música, e a sua (curta) colecção musical baseia-se sobretudo em jovens bandas promissoras dos tempos modernos – os Doors e os Beatles – sendo ainda de mencionar igualmente os rapazes Dylan e Hendrix, a quem perspectiva um auspicioso futuro.

“Living Other Lives” – Efterklang

Há fenómenos curiosos. Em tempos, os Efterklang já foram uma banda de dimensão muito relevante. Os números do Spotify não enganam: as canções mais ouvidas são “Dreams Today” (do disco Piramida, 2012) e sobretudo “Modern Drift” (incluída em Magic Chairs,…

“Monarch Season” – Jennifer Castle

Voz de fada, sensibilidade melódica extrema, noção perfeita de como casar o canto e a música: eis alguns dos ingredientes desta canção e já agora do álbum com o mesmo nome editado em 2020 por Jennifer Castle. Vinda do Canadá,…

“Tanto” – Sessa

“Às vezes a vida te arma uma briga / e te joga no chão / às vezes querida / para achar uma saída / a gente cava com a mão”, canta-nos Sessa antes de resolver o novelo da canção: “Às…

“17 Days – Piano & A Microphone 1983 Version” – Prince

No famosíssimo cofre que estará cheio de música que Prince deixou por editar, os vampiros encontraram uma sessão de gravações ao primeiro take. A data da sessão: 1983. O local: o estúdio caseiro que o mestre da pop tinha em…

“Hit or Miss” – Odetta

Às vezes acontece magia numa canção: junta-se uma ótima composição a uma voz incrível e à instrumentação certa e sai uma verdadeira pérola. É o caso desta “Hit or Miss”, da cantora e compositora norte-americana Odetta, revelada em 1970 no…

Playlist da Semana: o (melhor) novo jazz

Fizemos uma playlist que arranca com a banda que abriu o Jazz em Agosto e viajamos por um total de 37 temas, que fazem parte de 37 discos saídos entre este ano e o ano passado e que muito apreciámos.

“Sem Samba Não Dá” – Caetano Veloso

“Não me tirem o samba”, não é shôr Caetano? Aos 79 anos, o mestre camaleão da canção brasileira não dá sinais de velhice. Continua a compor e a criar grandes canções, não as apressando e dando-lhes tempo para se lhe…

“Gemini and Leo” – Helado Negro

Às vezes, três minutos e quarenta e dois segundos podem parecer uma longa longa-metragem — mas uma daquelas odisseias à “Get Back”, pouco cansativas. Como acontece com “Gemini and Leo”, mais um dos temas que queremos levar para 2022. A…

“Little Season I” – Bruno Pernadas

Private Reasons tem canções como esta “Little Season I”, com o seu belíssimo início a capella que depois dá início a uma canção que parece conter três ou quatro dentro de si. Até dá para efeitos de voz e tudo.

“Tried to Tell You” – The Weather Station

Uma das grandes canções que ouvimos com mais atenção este ano.

“The Time Has Come” – Anne Briggs

A beleza frágil da voz é o que mais se destaca: Anne Briggs quase poderia estar a cantar uma lista de supermercado que nos deixaria maravilhados. Um espanto.

“Get It On” – T. Rex

Com “Get It On”, o glam dava um passo em frente e mostrava-se ao mundo para arrebatar as miúdas e os rapazes.

“Inner City Blues (Make Me Wanna Holler)” – Marvin Gaye

Marvin Gaye dá-nos uma canção portentosa, na melodia e na denúncia de um país que conseguia pôr um homem na lua mas não conseguia ao mesmo tempo  dar condições dignas de vida aos seus cidadãos.

“Trust Me” – Janis Joplin

Uma canção que faz ter saudades do espírito livre, da criatividade, do enorme poder de interpretação vocal e da pinta com que Janis Joplin e seus amigos revestiam todas as canções.

“I Think I’ll Call It Morning” – Gil Scott-Heron

“I Think I’ll Call It Morning” é um delicioso tema do primeiro álbum de uma das figuras maiores da história da música negra americana, Gil Scott-Heron.

Playlist da Semana: a maravilhosa música de 1971

Nesta playlist recordamos 54 álbuns portentosos de 1971, dos mais variados géneros musicais, e vamos à descoberta do que de melhor se ouviu nesse ano.

“Gospel For a New Century” – Yves Tumor

Num mundo justo, 2020 seria o ano em que Yves Tumor se tornaria uma das figuras maiores da canção pop.

“Filled With Wonder Once Again” – Bill Fay

Estava o ano no início quando Bill Fay nos apresenta Countless Branches — e do disco faz parte esta “Filled With Wonder Once Again”, uma canção perfeita que só um velho experimentado, sábio e sem nada a provar conseguiria escrever e cantar.