Uma festa trágica, na ressaca de um amor finado. Mais do que música, é cinema e verdade.
Bon Iver – i,i (2019)
O que fica deste álbum é uma sensação de arrasto, de música em suspenso, com alguns momentos interessantes.
Jens Lekman & Annika Norlin – Correspondence (2019)
O conceito é inegavelmente interessante, mas não nos esqueçamos do essencial: as músicas. Correspondence não é apenas uma boa ideia, resulta num disco muito bonito.
Cardi B – Invasion of Privacy (2018)
O segredo deste disco? Transbordar de personalidade. Cardi é assim: desbocada e divertida, arruaceira e frágil, fanfarrona mas verdadeira. O segredo deste disco é a própria Cardi B.
Boogarins – Sombrou Dúvida (2019)
Os Boogarins estão mais complexos, mais labirínticos, mais escuros.
Stereo Total – Ah! Quel Cinéma! (2019)
Se a intenção for entrar na onda da diversão proposta, nada é melhor do que os Stereo Total. Eles estão de regresso com Ah! Quel Cinéma! e ainda bem. Já tínhamos saudades dos poliglotismos linguísticos e rítmicos de Françoise Cactus e Brezel Göring.
Billie Eilish – When We All Fall Asleep, Where Do We Go? (2019)
Ao longo da história da pop há sempre estes momentos em que as pessoas se fartam do excesso de artifício e reclamam um pouco de verdade. A verdade chegou e chama-se Billie.
The Black Keys – Let’s Rock (2019)
Haverá, em 2019, lugar para o rock? Os Blacks Keys chegam-se à frente e dizem presente! Let’s Rock é um regresso à forma de uma banda que recusa a derrota da música das guitarras.
black midi – Schlagenheim (2019)
A referência que vem mais à cabeça ao escutar estes rapazes será possivelmente a insanidade de Mike Patton nos seus projectos pós Faith No More – Mr.Bungle e Fântomas, mas ainda assim fica aquém de se conseguir criar-lhes um rótulo.
Thom Yorke – Anima (2019)
Claramente melhor apreciado com uma grande taulada em cima, ou apenas em observando a tragédia distópica silenciosa do dia-a-dia, sentado num assento de carruagem de metropolitano.
Purple Mountains – Purple Mountains (2019)
A alma e a voz dos Silver Jews regressa sob um novo nome e, através dos Purple Mountains faz um disco pessoalíssimo e extraordinário.
Stella Donnelly – Beware of the Dogs (2019)
Em Beware of The Dogs, o seu disco de estreia, a australiana é doce, sim, mas é mordaz e espevitada, petulante e divertida nas canções de amor, ao longo de 13 temas.
Morrissey – California Son (2019)
Morrissey deixa-se de parvoíces e dá-nos um disco de covers, mas a sua personalidade e o seu carisma acaba por desaparecer por entre as músicas dos outros
Bill Callahan – Shepherd in a Sheepskin Vest (2019)
Bill Callahan encontrou a paz e a felicidade, e entrega-nos um disco bonito e com a qualidade do costume.
The Divine Comedy – Office Politics (2019)
“Office Politics” retrata, com humor, a vida num qualquer escritório. Tem amor, tecnologia, humor e o habitual refinado bom gosto pop de Neil Hannon. Os Divine Comedy estão de volta.
Hot Chip – A Bath Full of Ecstasy (2019)
O novo disco de Hot Chip regressa ao que a banda sabe fazer melhor e é despretensioso e coeso, claramente voltado para a pista de dança.
Alfa Mist – Structuralism (2019)
Alfa Mist amadureceu e dá-nos um disco de jazz abstrato que não poderia ter sido feito por outro senão ele.