Aquele momento em que alguém tem a ousadia de escrever sobre os Coldplay, num site de melómanos com a mania que percebem muito mais de música do que qualquer outro ser no planeta e tenta fazer disso uma dissertação de mestrado.
Joan As Police Woman – Real Life (2006)
São 20, as velas que aqui sopramos, daquela que é, desde o primeiro momento, a minha eternal flame. Real Life está de parabéns este ano. Joan As Police Woman, essa, está sempre.
Kings of Convenience – Riot on an Empty Street (2004)
Um pequeno motim doméstico contra o inverno, vencido não pela força, mas pela delicadeza de duas vozes, e o simples milagre de ficarmos quentes por dentro.
Marisa Monte – Infinito Particular (2006)
Duas décadas podem custar a passar, mas parece que foi ontem, o que vos trazemos hoje aqui: particularidades infinitas de quem sabe o que faz.
Santigold – Santigold (2008)
O primeiro disco de Santigold é um álbum de estreia ousado e marcante, um caldeirão de diferentes influências, que merece voltar a ser ouvido.
The Last Shadow Puppets – The Age of the Understatement (2008)
A estreia de The Last Shadow Puppets deu a Alex Turner um espaço para crescer como autor de canções sem estar preso à formação convencional de uma banda rock.
Cat Power – The Greatest (2006)
Um disco para uma vida. Um álbum que nos conforta, que se nos cola à pele e nos faz pensar que a vida pode ser mesmo bela, sedutora e mágica. Eis The Greatest, a obra eterna de Cat Power.
Arctic Monkeys – Humbug (2009)
Humbug pode não ter a energia contagiante de Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, mas é aqui que a banda prova que não quer viver refém do próprio sucesso e presos ao som da juventude, que se eles cresceram então o seu som cresceu com eles.
The Whitest Boy Alive – Dreams (2006)
Nada em Dreams soa excessivo: cada elemento parece cuidadosamente colocado, deixando espaço para a música respirar.
Oasis – Don’t Believe the Truth (2005)
Mais de uma década após a estreia, os Oasis lançam Don’t Believe The Truth, o seu sexto disco de originais. A Britpop já estava arrumada a um canto há muito mas os irmãos de Manchester ainda teimavam em manterem-se relevantes.
The Kills – No Wow (2005)
O segundo álbum dos The Kills foi o que lhes trouxe mais reconhecimento, não por terem tornado a sua sonoridade mais acessível, como acontece muitas vezes, mas sim por terem conseguido manter a originalidade do primeiro disco e a concepção de temas que ainda hoje são marcantes.
Clap Your Hands Say Yeah! – Clap Your Hands Say Yeah! (2005)
O álbum homónimo de Clap Your Hands Say Yeah é o retrato de uma adolescência tardia — não a dos anos, mas a da música independente, que ainda acreditava que bastava um grupo de amigos, uns amplificadores e um site manhoso para mudar alguma coisa.
Old Jerusalem – Twice The Humbling Sun (2005)
Old Jerusalem é sempre um valor seguro. Twice The Humbling Sun é um manto protetor e outonal, ideal para esta estação do ano, ou para outra idêntica que viva no mais íntimo de nós.
My Morning Jacket – Z (2005)
Z, lançado em 2005, é talvez o ponto mais alto de uma carreira que, sem nunca descarrilar nem atingir patamares de euforia coletiva, seguiu sempre uma trajetória de consistência admirável.
Yo la Tengo – Popular Songs (2009)
Um disco que tem tudo o que são os Yo La Tengo, encapsulados em 70 minutos de música de alto gabarito, como só eles mesmo sabem fazer.
PJ Harvey – Stories From The City, Stories From The Sea (2000)
Mais de 20 anos depois do lançamento, é Stories From The City, Stories From The Sea um dos melhores trabalhos de PJ Harvey? Sim.
Sigur Rós – ( ) (2002)
O álbum () dos Sigur Rós, lançado em 28 de outubro de 2002, representa um marco na discografia da banda islandesa, consolidando a sua identidade sonora única, e expandindo os limites da música pós-rock.