Ricardo Romano
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"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco do Neil Diamond. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

Sonic Youth – Evol (1986)

São tão urbanos e noctívagos e arty e sofisticados, que nos apetece comprar o vinil só para que toda a gente na loja saiba que somos tão cool. Termos ou não um gira-discos em casa é, para o caso, irrelevante.

The Clash – The Clash (1977)

Os Clash têm uma elegância que nenhuma outra banda punk tem, são sujos mas sofisticados, como um vagabundo que só bebe champanhe.

The Beatles – The Beatles [White Album] (1968)

O white album não é só um grande clássico cheio de canções imortais. É o cânone a partir do qual todos os álbuns-duplos são medidos.

Em câmara lenta como na TV: a história dos GNR

Foram tudo: putos do boom do rock, patronos da intelligentsia alternativa, reis e rainhas da pop. Hoje são uma instituição.

Diabo na Cruz – Lebre (2018)

Lebre é um álbum bipolar, que oscila entre a alegria de bailarico e a epopeia sombria. O folclore tuga permanece mas desta vez vestido de prog rock. Gaiteiros de Lisboa meets King Crimson.

GNR – Defeitos Especiais (1984)

Em 1984, ano distópico por excelência, os GNR lançam um disco sombrio e claustrofóbico cheio de referências pós-punk: uma espécie de Joy Division à Gomes de Sá, metade negrume de Manchester, metade granito do Porto.

Mark Lanegan & Duke Garwood – With Animals (2018)

Mais madrugada do que noite, mais silêncio do que grito, mais peso no peito do que choro.

Acid Mothers Temple || Musicbox

Quarta-feira foi noite de fritura no Musicbox, com os japoneses Acid Mothers Temple a rebentar a nossa mente com o seu psicadelismo espacial.

Bom dia, tristeza: doçura e desespero em Elliott Smith

Nick Drake matou-se com comprimidos. Ian Curtis enforcou-se. Cobain deu um tiro na cabeça. Mas ao pé de Elliot Smith, que trinchou o seu próprio coração com um cutelo de cozinha, são todos uns meninos.

J. Cole – KOD (2018)

O que é grande em KOD não são as palavras mas a cadência com que são ditas: o balanço incrível do seu rap, gingando como uma banda de funk. Cole poderia até “rappar” em mandarim. Bambolearíamos na mesma, enlaçados no seu ritmo.

Zeal & Ardor – Stranger Fruit (2018)

Os Zeal & Ardor continuam o seu demente projecto de misturar canções de trabalho do sul profundo com black metal escandinavo. Estranhamente, com óptimos resultados.

Elza Soares – Deus é Mulher (2018)

Uma voz onde todas as atrocidades e alegrias convergem: navios negreiros e fé nos orixás, fome e samba de roda.

Javier Subatin – Autotelic (2018)

A história do jazz contemporâneo está a passar por aqui.

“Cães de Crómio” – Mão Morta

Paragem final nos Mão Morta com mais esta canção de Vénus em Chamas.

“Escravos do Desejo” – Mão Morta

Mais um dia, mais uma canção com título de filme pornográfico, cortesia dos Mão Morta.

“Delírios Motores” – Mão Morta

Seguimos Vénus em Chamas adentro.

“Anjos Marotos” – Mão Morta

Será que os anjos têm sexo ou não?

“Velocidade Escaldante” – Mão Morta

Temos semana de canções do dia dedicadas a Mão Morta.