Ricardo Romano
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"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco do Neil Diamond. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

Dinosaur Jr. – You’re living all over me (1987)

O segundo álbum dos Dinosaur Jr., You’re All Living Over Me, é o mais pujante e influente do power trio. Reconciliar o alternativo com o classic rock é o seu grande legado.

Rush – Moving Pictures (1981)

O oitavo álbum dos Rush, Moving Pictures, é a sua indiscutível obra-prima. Engenhosa a sua conciliação entre o complicado prog e a depurada new wave.

Sangue, açúcar, sexo e magia: o clássico dos Red Hot faz 30 anos

Os Red Hot dos anos 80, com a sua tresloucada fusão de punk, funk e hip-hop, foram muito influentes.

The Smashing Pumpkins – Gish (1991)

Gish é uma caixa de duas mudanças, mete-se a primeira e é psicadelismo doce, mete-se a segunda e é rock pesado que não deixa prisioneiros.

30 anos de Nevermind: como os Nirvana mudaram a pop

O segundo álbum dos Nirvana, Nevermind, é muito mais do que um disco perfeito: é o terramoto que abalou toda uma indústria e a bandeira que definiu uma geração.

Beastie Boys – Paul’s Boutique (1989)

O segundo álbum dos Beastie Boys, Paul’s Boutique, é um dos grandes clássicos dos anos de ouro do hip-hop, elevando a arte do sampling para um novo patamar.

Alice in Chains – Facelift (1990)

Facelift é um grande disco – canções memoráveis umas atrás das outras, apesar de apanhar os Alice in Chains ainda à procura da sua identidade.

Joni Mitchell – Blue (1971)

O quarto álbum de Joni Mitchell, Blue, é belo, triste e honesto. Como a chuva a cair numa tarde de Inverno.

The Police – Outlandos D’Amour (1978)

O álbum de estreia dos Police, Outlandos D’Amour, faz uma síntese elegante entre o calor do reggae e a urgência do punk.

Jane’s Addiction – Ritual de lo Habitual (1990)

O segundo álbum de originais dos Jane’s Addiction, Ritual de lo Habitual, foi um dos primeiros exemplares de rock alternativo a chegar às massas. O sismo de baixa frequência prenunciando Nevermind…

Manuela Azevedo: A arte é um fim em si mesmo

Aproveitando o pretexto dos 25 anos de LusoQUALQUERcoisa, primeiro álbum dos Clã, estivemos à conversa com Manuela Azevedo.

Clã – Cintura (2007)

O quinto disco dos Clã, Cintura, tem sido criminosamente subestimado. A sua pop leve e colorida, risonha e dançante, é um dos momentos mais criativos da banda.

Clã – Lustro (2000)

À terceira é de vez. Lustro é o álbum de consagração dos Clã: pop gourmet que chegou a toda a gente.

Faith No More – The Real Thing (1989)

O terceiro álbum dos Faith No More, The Real Thing, já com Mike Patton ao leme, foi um dos primeiros exemplares de rock alternativo a chegar ao mainstream. A sua profusão esquizofrénica de estilos – rap, metal, funk, o diabo a sete – foi muitíssimo influente.

Black Flag – My War (1984)

O segundo álbum dos Black Flag rasga o livro de regras do hardcore que eles próprios haviam escrito: lento, pesado e sombrio, dormindo com o inimigo, o doom metal. Só os gritos de raiva e frustração mantêm o ADN original.

Motörhead – Ace of Spades (1980)

Ace of Spades, dos Motörhead, é sujo, rápido e perigoso. Como uma mota a derrapar no óleo da estrada.

dEUS – In A Bar, Under The Sea (1996)

O segundo álbum dos dEUS é caótico mas melódico, bizarro mas viciante. Nunca o indie foi tão doido e colorido.

Nine Inch Nails – The Downward Spiral (1994)

O segundo álbum dos Nine Inch Nails é um clássico incontornável dos anos 90. Ao acrescentar uma sensibilidade pop à música industrial, The Downward Spiral democratiza um género antes obscuro.