Ah e tal, Da Weasel é o Pacman, o Virgul é um anexo… Olhe que não. Virgul não é só o soul man, sofrendo e fazendo sofrer corações. Virgul não é só o hype man, saltando, instigando, acendendo a multidão.…
Luís Varatojo em entrevista: “a ideia foi agora ir à bruta”
À boleia da edição do segundo disco de Luta Livre, Defesa Pessoal, estivemos à conversa com Luís Varatojo.
A Garota Não || Festival Política: canções, memórias e direitos
O espectáculo d’A Garota Não no Festival Política o que foi? Um concerto? Uma confissão? Um comício? Não sabemos bem dizer. Mas que foi especial é inegável. Os olhos marejados não enganam…
808 State – Newbuild (1988)
O disco de estreia dos 808 State, Newbuild, não foi só um dos primeiros álbuns britânicos de acid house. Foi também um dos melhores.
Sunflowers e Clementine || ZDB: rock tuga do bom!
A noite de sábado na Galeria Zé dos Bois foi passada com duas bandas portuguesas, dois power trios, por sinal. Obrigado, Sunflowers, obrigado, Clementine; foi um belo serão rock’n’roll.
St Germain – Tourist (2000)
O segundo disco de St Germain, Tourist, cruza o house e o jazz com elegância e bom gosto.
“Nobody Knows the Trouble I’ve Seen” – Sam Cooke
“Nobody Knows the Troubles I’ve Seen”, de Sam Cooke, é todo um tratado sobre o sofrimento e a esperança. Quando canta “sometimes I’m up”, as notas sobem, cheias de luz e confiança. Quando, logo a seguir, confessa “sometimes I’m down”,…
“Soldier’s Things” – Tom Waits
“Soldier’s Things”, apesar de encontrar guarida no excêntrico Swordfishtrombones, é uma bonita balada que não destoaria em Blue Valentine. A vinheta é comovente: uma mãe vendendo os pertences do seu filho morto na guerra.
“Shore Leave” – Tom Waits
O chiar de uma cadeira a arrastar em “Shore Leave” sabe ao vanguardista Harry Partch. Narrada por um marinheiro desembarcado em Hong Kong, é a canção mais bonita que conheço sobre a saudade: “and I wondered now how the same…
“Walking Spanish” – Tom Waits
A groovy “Walking Spanish” – Captain Beefheart para o povo – tem uma bazófia irresistível. John Luria – líder dos Lounge Lizards e amigo de Waits – ajuda no saxofone.
Surma || Musicbox: um estranho e mágico mundo
Surma em modo banda de uma mulher só conquistou o Musicbox. Descobrimos-lhe o segredo. Cor e anarquia em partes iguais…
The Comet is Coming || LAV: mãe África numa nave espacial
O trio de jazz futurista The Comet is Coming abateu-se ontem sobre Lisboa. Ingredientes: viagem, êxtase, raízes tribais e um futuro apocalíptico. O dinheiro bem gasto, portanto…
Tom Waits – Rain Dogs (1985)
Rain Dogs é um Swordfishtrombones em esteróides, demente e circense como o seu antecessor mas agitado e nervoso como a Nova-Iorque onde foi gravado.
“Anywhere I Lay My Head” – Tom Waits
“Anywhere I Lay My Head” é triste, quase dilacerante, por carregar a mágoa funda da sua personagem: “onde quer que eu pouse a minha cabeça é onde faço a minha casa”…
“Downtown Train” – Tom Waits
“Downtown Train” sabe a Springsteen e é descaradamente pop. A sua voz, porém, é de gravilha e ferro enferrujado, e a letra tem negrume escondido: um doentio stalker perseguindo o seu “amor” para todo o lado.
“Singapore” – Tom Waits
“Singapore” tem uma teatralidade à Kurt Weill e versa sobre o rega-bofe de marinheiros aportados no extremo-oriente. A guitarra desengonçada de Marc Ribot evoca na perfeição os passos trôpegos dos seus protagonistas. Que delícia é saborear a sua sensibilidade anti-rock,…