Fela Kuti – Zombie (1976)

Zombie, de Fela Kuti, é uma sátira corajosa contra um governo corrupto. Uma festa do ritmo afrobeat.

Anderson .Paak – Malibu (2016)

O segundo disco de Anderson Paak é quase uma história da música negra americana, uma síntese feliz entre soul, jazz, funk e hip-hop. A sua voz rouca cheia de grão tem tanto de dor como de luz.

60 discos que lhe podem ter escapado em 2020

Porque nem só de “melhores discos de 2020” se fez o ano, porque há pérolas obscuras por descobrir — sejam discos editados em editoras mais pequenas ou discos instrumentais, fizemos uma lista de álbuns que lhe podem ter escapado nos últimos doze meses.

Holofote: YAKUZA

O regresso do Holofote. O Francisco e o David pegaram nas câmaras, os YAKUZA nos instrumentos, e um vídeo fez-se.

Júlio Resende – Júlio Resende Fado Jazz Ensemble (2020)

Júlio Resende Fado Jazz Ensemble é muito mais do que um exercício formal. É a saudade da sua infância. O destino de tudo passar…

Okvsho – Kamala’s Danz (2020)

Num mundo musical onde o processo de descoberta dos artistas parece estar cada vez mais facilitado pela Internet, os Okvsho nasceram, e estão a crescer.

Ernest Hood – Neighborhoods (1975)

As canções que compõem Neighborhoods são muito mais do que meras canções: são, como o próprio Ernest indicou, na capa original do álbum, “imagens musicais”. E são mesmo. Facilmente percebemos porquê.

Thelonious Monk – Solo Monk (1965)

Singelo. Engraçado. Desconcertante. Puro. Como uma criança a bater nas teclas ao calhas, só para ver a mãe sorrir.

Stevie Wonder – Innervisions (1973)

O menino-prodígio da soul faz-se um homem, com um disco que tem tanto de político como de espiritual. Nove canções perfeitas, transbordantes de luz interior.

Stereolab – Dots and Loops (1997)

Dots and Loops é hipnótico, elegante e fresco, e o melhor disco de uma grande banda

Gil Scott-Heron – Pieces of a Man (1971)

Pieces of a Man é o nascimento do rap, sim, mas é muito mais do que isso. É uma obra maior da música negra norte-americana, misturando poesia, soul, funk e activismo, na voz do inimitável Gil Scott-Heron

Guru – Guru’s Jazzmatazz Volume 1 (1993)

Em 1993, o MC Guru mete o jazz e o hip-hop a conversar olhos nos olhos, criando um clássico influente até aos dias de hoje

Playlist da Semana: Por volta da meia-noite

Jazz para os noctívagos, os insones e os boémios.

The Comet is Coming – Trust in the Lifeforce of the Deep Mystery (2019)

É o seu sentido poético fora do comum que tudo ordena, com elegância e sensibilidade. Não é jazz ou electrónica, é pura poesia.

Sons of Kemet – Your Queen is a Reptile (2018)

Um álbum electrizante de jazz, trazendo-nos África através da ênfase dada ao ritmo: complexo e frenético, convidando à dança e à transe.

Nitin Sawhney – Beyond Skin (1999)

O seu poder está na suspensão, nem que seja provisória, do nosso cinismo. Durante 58 minutos voltamos a ter compaixão pelo mundo.

Tyler, The Creator – IGOR (2019)

Quem é Tyler, The Creator? Um rapazinho que cresceu de braço dado com o abandono do pai? Um rapper norte-americano que conta já com 6 álbuns lançados? Um designer louco por ténis e por tons púrpuras? Tyler, The Creator é tudo isso. E é tudo o resto também.

Billie Holiday – Lady in Satin (1958)

Billy não canta, sofre; não interpreta, é. Entre a sua vida e a sua arte não há qualquer corrimão.