OK Computer: o regresso ao futuro com os Radiohead

Os hipsters preferirão o Kid A, glorificando a sua inacessibilidade. Os nazis da simplicidade pop escolherão o The Bends, apedrejando “Paranoid Android” pelas suas cedências ao prog. Mas as pessoas razoáveis optarão sempre por OK Computer, um disco desmedidamente belo e sem vergonha de o ser.

The Black Angels – Death Song (2017)

Com Death Song, os Black Angels completam o nome da música que serviu de grande inspiração a tudo isto, a mítica “The Black Angel’s Death Song”, dos Velvet Underground.

King Gizzard & Lizard Wizard – Murder of the Universe (2017)

Bonita homenagem dos Gizzard ao prog rock, tão barroca como frenética e divertida. Porta-aviões novamente ao fundo.

Floating Points – Reflections–Mojave Desert (2017)

No seu terceiro registo com banda, Sam Shepherd assume por inteiro esta nova faceta do seu projeto Floating Points e surpreende com o belíssimo álbum-filme Reflections – Mojave Desert.

Boogarins – Lá Vem a Morte (2017)

Em Lá Vem a Morte, os Boogarins abandonam a doçura e a inocência de outros tempos e dão-nos um disco mais difícil, mais claustrofóbico e com menos brilho do que os tiros certeiros anteriores.

Roger Waters – Is This the Life We Really Want? (2017)

O “homem mais zangado do rock” regressa com um disco profundamente político, uma obra maior que não tem medo de, musicalmente, recuperar algumas das muitas forças dos Pink Floyd.

The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967)

Sgt. Pepper foi o auge da excentricidade dos Beatles. Em pleno Verão do Amor de 67, a criatividade da banda de Liverpool levou-os mais longe do que eles próprios, marcando a história da música com um dos melhores e mais complexos álbuns de sempre.

Temples – Volcano (2017)

Ao segundo disco, os Temples temperam o seu psicadelismo com pitadas de prog e de madchester. As canções continuam brilhantes mas não será a sua obsessão revivalista que fará o século sair de onde está.

Amon Düül II – Yeti (1970)

Yeti é um monstro sonoro que precisa de amigos. É, igualmente, uma explosão de sons, um cardápio de experimentalismo musical, um festim psicadélico e um banquete de drogas lisérgicas.

Muros

A década de 70 estava a chegar ao fim e a obra dos Pink Floyd entra em velocidade de cruzeiro. Mas haveria turbulência, drama e separações pelo caminho.

Pink Floyd – Wish You Were Here (1975)

Enquanto em Portugal se vivia o PREC do “Verão Quente de 1975”, em Londres, nos estúdios Abbey Road, os Pink Floyd chegavam a um impasse criativo nas gravações daquele que viria a ser o sucessor da sua obra-prima, Dark Side of the Moon.

Pink Floyd: Loucos anos 70

No início dos anos 70 a cena psicadélica começa a ficar para trás no caminho dos Pink Floyd e a sua sonoridade torna-se algo estranho e difícil de classificar.

Os portões do amanhecer

Pink Floyd: Um início

Zanibar Aliens – Bela Vista (2016)

Bela Vista não é só nostalgia retro, é também um disco que tresanda a vitalidade adolescente por todos os poros.

Black Mountain – IV (2016)

Um dos melhores discos de rock clássico do ano, sem dúvida, trazendo-nos o cheiro dos anos 70 aos dias de hoje.

The Coral – Distance Inbetween (2016)

Confesso que me entusiasmei com o aparecimento dos The Coral, no já distante ano de 2002. Vi neles uma banda com enorme potencial de crescimento, como se costuma hoje dizer em relação a jogadores da bola. A banda parecia-me segura…

David Bowie – The Man Who Sold The World (1970)

Os anos sessenta tinham acabado de dar o seu último suspiro. Com o fim da década mais incrível da História, tanto nível cultural como social, as mudanças começaram a surgir em ritmos cada vez mais frenéticos. A ideia de paz…

David Gilmour – Rattle That Lock (2015)

Com a morte do teclista Richard Wright em 2008, qualquer possibilidade de juntar os Pink Floyd em palco (após 20 gloriosos minutos no Live 8) esfumou-se. Tanto Roger Waters como David Gilmour desde então têm fumado o cachimbo da paz…