Quando a marca de água musical se constrói a partir da diversidade e do multiculturalismo, o resultado é um belo arco-íris sonoro. Atual e de sempre.
Volodja Brodsky – Raindrops (2025)
Em Raindrops ficamos sem perceber se as gotas que vão pontilhando o nosso imaginário são fruto da condensação exterior, ou quiçá, da tensão sentimental que ao longo do disco nos vai marejando o horizonte.
Carole King – Tapestry (1971)
Fez, há dias, cinquenta e cinco anos o mais delicioso disco de Carole King, o icónico Tapestry. Decidimos, em boa hora, soprar-lhe as velas, em forma de justíssima homenagem.
Cameron Winter – Heavy Metal (2024)
Há discos que chegam como um manifesto silencioso, quase um sussurro teimoso contra a corrente do tempo, no qual ficas a matutar para lá do seu término.
Melody’s Echo Chamber – Unclouded (2025)
O conforto da dream pop psicadélica, na companhia da sempre confiável Melody Prochet.
Reia Cibele – Reia Cibele (2024)
Durante os cinco temas de Reia Cibele, vou sentindo travos de bandas que há algum tempo me fazem eriçar os pelos dos braços e/ou cantar sem vergonha pela casa fora.
Santigold – Santigold (2008)
O primeiro disco de Santigold é um álbum de estreia ousado e marcante, um caldeirão de diferentes influências, que merece voltar a ser ouvido.
The Last Shadow Puppets – The Age of the Understatement (2008)
A estreia de The Last Shadow Puppets deu a Alex Turner um espaço para crescer como autor de canções sem estar preso à formação convencional de uma banda rock.
Cat Power – The Greatest (2006)
Um disco para uma vida. Um álbum que nos conforta, que se nos cola à pele e nos faz pensar que a vida pode ser mesmo bela, sedutora e mágica. Eis The Greatest, a obra eterna de Cat Power.
Arctic Monkeys – Humbug (2009)
Humbug pode não ter a energia contagiante de Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, mas é aqui que a banda prova que não quer viver refém do próprio sucesso e presos ao som da juventude, que se eles cresceram então o seu som cresceu com eles.
Garbage – Garbage (1995)
Olhando para trás, podemos dizer que o primeiro álbum dos Garbage vive apenas de algumas boas canções, mas atenção, não são só os singles orelhudos que todos conhecem.
Dry Cleaning – Secret Love (2026)
Em Secret Love, os Dry Cleaning parecem fazer algo paradoxal: consolidam a sua identidade ao mesmo tempo que a colocam discretamente em causa.
SAULT – Chapter I (2026)
Conhecidos pela sua sonoridade experimental, mas com rasgos de batidas reconfortantes e dançáveis, com letras impactantes, os SAUL voltam com um álbum coeso, mais introspectivo e reflectivo, mas também menos fresco e irreverente.
Lisa Sereno – Belonging (2025)
No seu disco de estreia, Lisa Sereno cruza a folk clássica com uma pop etérea e delicada. Belonging, editado pela Omnichord, é um exercício íntimo e nostálgico sobre o desejo de pertença, a solidão emocional e o desequilíbrio nas relações.
The Whitest Boy Alive – Dreams (2006)
Nada em Dreams soa excessivo: cada elemento parece cuidadosamente colocado, deixando espaço para a música respirar.
Poliça – Dreams Go (2025)
O sétimo álbum de estúdio de Poliça é um registo mais emocional e intenso do que aquele a que a banda nos habituou, com o processo de composição e gravação marcado pela doença do baixista Chris Bierden, diagnosticado com cancro.
Nancy Sinatra – Nancy in London (1966)
A música permite tudo. Viajar no tempo, por exemplo, mesmo que para épocas em que nunca tenhamos vivido. E olhem que há viagens que não se podem perder. Aceite o convite e avance – vai gostar de ouvir o que lhe propomos.
Bloom – Do Not Disturb (2025)
O terceiro e último tomo da trilogia Bloom sabe ao último cigarro na noite fria e ao vazio que vem depois. A beata esquecida a arder…