O mais recente disco de Ladytron leva-nos ao pulsar da pista de dança, cheio de irreverência e relembrando porque são um dos nomes maiores da música de dança.
George Harrison – Thirty Three & 1/ॐ (1976)
Quando chegou à idade de Cristo mais 1/3, George Harrison pôs de parte as cítaras e os cânticos hindus e entregou-se ao soft rock mas sem nunca perder a sua espiritualidade e sarcasmo, que foram a sua imagem de marca.
Brian Eno – Before and After Science (1977)
Regressar a Brian Eno é uma obrigação, e voltar aos tempos em que fazia canções é sempre muito prazeroso. Before and After Science prova exatamente o que dizemos.
underscores – U (2026)
Hyperpop: um novo género cuja melhor tradução seria “pop em esteróides”, um carnaval de bleeps e blops minuciosamente bem produzidos, que tem o mesmo efeito no corpo humano que teriam cinco cafés cheios, com cinco colheres de açúcar cada. Eis os underscores.
Snail Mail – Ricochet (2026)
Lindsay Jordan está de volta. Ricochet é o mais recente disco de Snail Mail, cinco anos depois de Valentine, e finalmente desprendida do rótulo de nova esperança do rock, apresenta o disco mais coeso da sua discografia.
Bonnie “Prince” Billy – We Are Together Again (2026)
Bonnie “Prince” Billy volta com um novo álbum, carregado de melodias bonitas e com um…
J. Cole – The Fall-Off (2026)
Naquele que anunciou como sendo o seu último disco, o rapper da Carolina do Norte quase que atinge aquilo a que se propõe.
Morrissey – Make-up is a lie (2026)
Um disco desigual, mas no qual um generoso punhado de grandes canções fazem a espera valer a pena.
Humberto – Mau Teatro (2025)
O primeiro álbum de Humberto é um manifesto de amor e liberdade, canções tocantes e luminosas, poemas mordazes e uma voz singular.
Matteo Monico – Alfred Hitchcock: A Portrait in Piano (2025)
Ouvir filmes pode ser um bom e interessante desafio. Quando se trata de clássicos do cinema, o prazer poderá ser bastante prazeroso. Viva Alfred Matteo Monico Hitchcock!
Coldplay – Parachutes (2000)
Aquele momento em que alguém tem a ousadia de escrever sobre os Coldplay, num site de melómanos com a mania que percebem muito mais de música do que qualquer outro ser no planeta e tenta fazer disso uma dissertação de mestrado.
MaZela – Desgostos em Canções de Colo (2024)
O projeto da cantora albicastrense começou a ganhar maior espaço de evidência há cerca de ano e meio, embora já tivesse alguns antecedentes. E o EP foi um passo importante na trajetória de afirmação.
Andrei Nikolsky – Music For Terminals (2026)
Todos gostamos de charme e elegância. E se tudo isso existir na música, tanto melhor. Escolher os terminais de Andrei Nikolski é uma aposta acertada, se quiser ser seduzido.
Bill Callahan – My Days of 58 (2026)
Aos 58 anos (entretanto já fez os 59), Callahan parece menos interessado em esconder-se atrás de narradores ambíguos e mais disposto a falar de si próprio.
Mitski – Nothing’s About to Happen to Me (2026)
Mitski reafirma‑se como uma das compositoras mais consistentes da música alternativa contemporânea, capaz de transformar minimalismo em tensão dramática. Um disco coeso mas onde faltam canções que se destaquem.
A Sul – QUER QUER QUER (2026)
QUER QUER QUER, o álbum de estreia d’A Sul, nasce do luto, mas também da necessidade de continuar e das formas que essa necessidade toma quando a contemplação do vazio se revela insuficiente.
Tia Blake and Her Folk Group – Folksongs & Ballads (1971)
Há discos que constroem uma carreira. E há discos que constroem um mito. Folksongs & Ballads pertence claramente à segunda categoria: um único registo, gravado numa tarde, que atravessou décadas em silêncio até ser redescoberto e transformado num objeto de culto.