Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

The Coral – The Coral (2002)

Caíram como uma bomba, e durante algum tempo foram considerados a next big thing do rock alternativo britânico. Traziam malandragem e excentricidade para dar e vender. Misturavam rock psicadélico à americana com western spaghetti, tons de dub com pitadas de…

King Missile III – failure (1998)

Poderá a música ser, acima de tudo, uma encenação quase teatral de uma realidade irónica, perversa e desconcertante, mas mesmo assim trazer em si mesma as marcas reconhecíveis daquilo que nos fascina no universo sonoro organizado, , estético e artístico?…

Caetano Veloso – Cores, Nomes (1982)

Tinha 16 anos quando comprei Cores, Nomes. O disco havia saído no Brasil no ano anterior, e com ele Caetano Veloso conseguia o segundo disco de ouro da sua já considerável carreira. Para mim, e até hoje, Cores, Nomes representa…

Ilustres Desconhecidos: Otto

A impressão de que o mundo da música não é um espaço onde a justiça do reconhecimento público está sempre presente, talvez seja a razão principal e determinante destas linhas. Se, na verdade, o músico em questão tem algum reconhecimento…

Destroyer – Five Spanish Songs (2013)

First things first: sou um admirador confesso da obra de Antonio Luque (ou melhor, de Sr. Chinarro), e ainda um novato na arte do Destroyer Daniel Bejar. Serve esta introdução para me posicionar perante o EP Five Spanish Songs, de…

Vincent Delerm – Les Amants Parallèles (2013)

A nova canção francesa é muito pouco conhecida e divulgada em Portugal. Lamento que assim seja, uma vez que nomes de qualidade não faltam por lá. Lamento ainda que nem mesmo a nossa maior loja de consumo cultural (que é…

Eat Lights Become Lights – Modular Living (2013)

Modular Living tem 4 meses de existência e é o disco mais adulto de krautrock que ouvi durante todo o ano. Estes Eat Lights Become Lights surgiram em Londres, no ano de 2007, e até à data já mostraram bem…

Jeremy Jay – Abandoned Apartments (2013)

Agrada-me a soturnidade de Abandoned Apartments, e esse talvez seja o seu maior trunfo. Todo o disco procura agarrar-nos por esse lado mais sombrio, mais taciturno, embora em cada uma das canções haja luz suficiente para não nos perdermos no…

Debbie Harry – Kookoo (1981)

Estávamos no primeiro ano da década de 80, e eu quase morria simultaneamente de medo e prazer, quando soube que Debbie Harry iria lançar o seu primeiro disco a solo. A ideia era prazerosa em si mesma, mas a hipótese…

Paul Simon – The Rhythm Of The Saints (1990)

Nada como começar um artigo sobre música com uma declaração polémica: The Rhythm of The Saints é melhor do que Graceland, ambos de Paul Simon, como se sabe! E pronto, já está, não me custou nada dizê-lo, embora seja incapaz…

God bless Blondie

Os Blondie foram, e são ainda hoje, referências claras em artistas e bandas dos nossos dias, e o seu legado continua a perdurar. Afinal, é dessa matéria indizível que vivem os clássicos, como bem sabemos.

Blondie – Panic of Girls (2011)

E assim, depois de um percurso longo e sinuoso que dura já desde a década de 70 do século passado, os Blondie deram-nos, em 2011, aquele que é o seu último longa duração até à data. Dá pelo nome de…

Blondie – The Curse Of Blondie (2003)

De toda a discografia dos Blondie, este é o único álbum que nunca consegui digerir completamente. Ainda hoje tenho alguns “mixed feelings” sobre The Curse of Blondie. Foi necessária uma espera de quatro anos para que a banda norte americana…

Lou Reed (1942-2013 e para sempre)

A morte de um grande deixa-nos sempre mais pequenos. Lou Reed faleceu hoje, aos 71 anos de idade, e ao mundo resta lembrar a pessoa, e sobretudo a sua obra, pois essa continuará, como sabemos. Fica-nos o que deixou gravado…

Reportagem: Milton Nascimento || Coliseu de Lisboa

Um concerto comemorativo de 50 anos de carreira é sempre um acontecimento. Mais ainda quando se dá a circunstância de o concerto acontecer no dia em que Milton Nascimento celebra o seu septagésimo primeiro aniversário. Tudo isto em Lisboa, na…

Blondie – No Exit (1999)

E assim, quase 17 anos depois de The Hunter, e sem que nada fizesse esperar, os Blondie tiveram direito a uma nova vida, a uma segunda encarnação. A frase de Sartre que vem no interior do booklet que acompanha a…

Reportagem: Thais Gulin || TMN ao Vivo

Foi a segunda vez que vi ao vivo um show de Thais Gulin. A primeira havia sido em maio, no Espaço Brasil, na Semana Jóias da MPB, em que a cantora do Paraná dividiu a noite com a carioca Nina…

Blondie – The Hunter (1982)

The Hunter representou o fim de um ciclo. Todos os elementos da banda estavam desgastados, e cada um à sua maneira, desejosos de viver outras realidades, outros destinos. Debbie Harry tinha dado o passo inicial ao fazer com Chris Stein,…