Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Devendra Banhart – Ape In Pink Marble (2016)

O novo disco de Devendra Banhart tem tudo aquilo que sempre gostámos nele, mas falta-lhe intensidade. Será esse o seu problema maior, embora o músico tenha, decididamente, manifestado uma outra opção, preferido um outro caminho. Banhart baralhou-nos: onde esperávamos swing e jogo de ancas, encontrámos delicadeza e contemplação!

Bob Dylan – Nobel da Literatura

A literatura já tem, a partir de hoje, o seu poeta verdadeiramente popular de dimensão universal! Mais do que ter “criado novas formas de expressão poéticas”, Dylan sempre foi um autor de textos repletos de inquietações das mais variadas espécies e proveniências.

Moreno Veloso || Teatro São Luiz

Moreno Veloso voltou a Lisboa, depois de ter por lá passado para a apresentação de Coisa Boa. E se, em 2015 foi boa a coisa, com Nada é de Ninguém foi ainda melhor! A razão? É que o espetáculo foi pensado especialmente para o público português e veio repleto de boas surpresas.

O legado de Goiânia pelos Carne Doce

Convidámos os nossos bons amigos transatlânticos para uma entrevista, e a resposta não tardou: sim! Pois claro, como não?! Os Carne Doce vão tendo no Altamont o único espaço de merecida promoção do seu trabalho em Portugal, e por isso…

Nick Cave – Skeleton Tree (2016)

Nick Cave e a elegia à mortalidade

Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo (2015)

Elza Soares continua a ser o furacão que sempre foi, só que agora aparece mais amarga do que nunca. Curiosamente, esse azedume é uma das coisas mais doces que fui ouvindo este ano, trazidas do outro lado do oceano.

Ópera Tommy de novo em palco

A mítica banda The Who anunciou recentemente que irá tocar, na íntegra, a igualmente mítica ópera Tommy, que surgiu há já 47 anos e que há 28 não era levada ao palco. A apresentação pública terá lugar no Royal Albert…

Carne Doce – Princesa (2016)

Dá vontade de tornar Rainha esta Princesa.

Lambada de Serpente – Djavan

“Lambada de Serpente” é um tema de Djavan, já bastante antigo. Ele aparece no seu terceiro disco, o magnífico Alumbramento, de 1980. Quando o ouvi pela primeira vez, nessa distante data, fiquei enfeitiçado. Esse encantamento dura até hoje, e por…

Odara – Caetano Veloso

“Odara” é um termo hindu, sinónimo de paz e tranquilidade. Caetano usou-o na canção com esse mesmo título, e desde essa data (1978) a palavra entrou no vocabulário brasileiro, mas acredito que muitos serão aqueles que desconhecem o seu significado,…

“Será que eu vou virar bolor?” – Arnaldo Baptista

“Onde é que está meu rock n’ roll?”, cantava Arnaldo Baptista depois de ter terminado a sua ligação aos Mutantes, e depois de findo o seu casamento com a loirinha Rita Lee. O tema é um clássico do rock brasileiro,…

Ui! (você inventa) – Tom Zé

Na música popular brasileira, poucas mentes serão tão inventivas como a de Tom Zé. E isso acontece desde o início, como sempre bem soube cantar o grande homem de Irará. Luxo e lixo são, para ele, matérias misturáveis. Para ele…

Artemísia – Carne Doce

Gostosa, esta bela fatia sonora do novo disco dessa Carne Doce de que tanto gostamos por aqui. Gostosa e séria, uma vez que a letra da canção remete para o direito da mulher decidir sobre o seu próprio corpo, tema…

Caetano Veloso – Voz e Violão e Teresa Cristina || Coliseu dos Recreios

A expectativa é sempre grande, apesar de já ter visto por 19 vezes (se as contas não me falham, e estou mesmo convicto de que não falham) Caetano Veloso ao vivo. A solo, em companhia de algumas bandas de apoio…

of Montreal – Innocence Reaches (2016)

Como sempre, os of Montreal não entregam discos fáceis aos ouvidos, mas que o tempo ajuda a ser convertido.

Benjamin Biolay – Palermo Hollywood (2016)

Há muito que se esperava o regresso de Benjamin Biolay.

Marisa Monte convida Carminho || EDP Cool Jazz 2016

  E eis que, ao oitavo e último dia do EDP Cool Jazz deste ano, a noite esgotou! Era previsível, na minha opinião. A razão é, mais do que muitas, singular: Marisa Monte, uma das poucas e atuais rainhas da…

Koop Oscar Orchestra e Nouvelle Vague || EDP Cool Jazz 2016

    A noite de ontem foi dupla, mas talvez seja necessário explicar um pouco melhor esta afirmação inicial para que todos a entendam em pleno: o conceito Uma Noite, Dois Concertos, trazido pelo EDP Cool Jazz aos Jardins do…