O Altamont esteve à conversa com Humberto, um observador mordaz dos dias que correm, transformador de medos em esperanças, apelador à resistência. De voz profunda e língua afiada em tempos nebulosos, mostra que está bem posicionado no lado certo da História, e mostra que a música de intervenção pode ser pop-rock sentimental.
Gisela João – Inquieta (2025)
Em 2025, Gisela João mostra-se Inquieta e recupera clássicos que infelizmente estão na ordem do dia pela sua temática, mas que são sempre bons para ouvir e especialmente apetecíveis com estas novas roupas.
Fausto Bordalo Dias, o Navegador Solidário
Deixou-nos Fausto, um dos maiores criadores da música portuguesa. Fica a breve crónica de um viageiro da canção e da palavra
José Mário Branco – Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades (1971)
No seu primeiro longa-duração, José Mário Branco eletrifica a figura do cantautor de prostesto e canta sobre o cinismo de quem cala o povo e o leva para a guerra, o exílio e a exploração do patrão, que tudo quer e tudo pode. Um disco magistral de rock de protesto que marcou a história da democracia e da música
Grupo de Acção Cultural – A Cantiga É Uma Arma (1975)
No pós-revolução viveram-se tempos férteis para a criação artística e tiveram-se muitas discussões e muitas lutas – A Cantiga É Uma Arma foi uma delas, materializando a inquietação da revolução
José Mário Branco – Margem de Certa Maneira (1972)
Gravado ainda durante o exílio em França, o segundo disco de José Mário Branco mantém o dedo firmemente no pulso da realidade social do Portugal que o renegou.
Zarco – Não Lembra ao Diabo (2023)
Não Lembra ao Diabo era um dos lançamentos mais aguardados do ano e, não surpreendendo ninguém na sua qualidade, foi um belíssimo regresso que dificilmente parará de ecoar pelos espaços e pelos tempos.
Luís Varatojo em entrevista: “a ideia foi agora ir à bruta”
À boleia da edição do segundo disco de Luta Livre, Defesa Pessoal, estivemos à conversa com Luís Varatojo.
“FMI” – José Mário Branco
O FMI – gravado ao vivo a 1 de Maio de 1981, no Teatro Aberto, no âmbito do espectáculo Ser Solidário – é um disco muito especial: sincero, vulnerável, profundamente humano, escrito com o sangue da desilusão. Muito mais do…
José Mário Branco – FMI (1982)
O Maxi single de José Mário Branco, FMI, é um disco muito especial: sincero, vulnerável e profundamente humano.
“A cantiga é uma arma” – GAC – Vozes na Luta
GAC – Um símbolo da música ao serviço da política popular.
A Garota Não – 2 de Abril (2022)
2 de Abril é um disco bonito e intenso. Um sério candidato a disco do ano. A Garota Não já ganhou espaço nos nossos ouvidos e nos nossos corações. Vale a pena ir à luta com ela. Durante os anos…
Os Filhotes do Zeca
José Afonso foi um dos maiores revolucionários da canção nacional e influenciou todas as gerações que lhe seguiram. Mas a herança de Zeca vai muito além da música.
José Afonso – Galinhas do Mato (1985)
Como se despede um génio? O derradeiro álbum de José Afonso, Galinhas do Mato, é a resposta bonita à pergunta triste.
José Afonso – Como se Fora Seu Filho (1983)
Como se Fora Seu Filho é um disco triste e alegre. Triste porque Zeca está doente, a voz fraqueja, há a consciência do fim. Alegre porque não se rende, gravando um disco belíssimo, fintando a morte.
José Afonso – Venham Mais Cinco (1973)
O disco mais arrojado de Zeca foi o último editado durante a ditadura. Trouxe uma revolução na secção rítmica e aperfeiçoou tudo o que o músico tinha fundado anteriormente.
José Afonso – Eu Vou Ser Como a Toupeira (1972)
A casa de “A Morte Saiu à Rua” é um tratado de como ser político sem ser panfletário, num disco que continua fresco, lírico e incontornável.
