“I and I Survive” – Burning Spear

Um dub sóbrio e orelhudo assombrado por um piano fantasmagórico.

“Ob-la-di, Ob-la-da” – The Beatles

Com a sua desesperada leveza, a sua letra divertidamente disparatada e a sua sonoridade compacta, o tema era o mais comercial do Álbum Branco, mesmo para os padrões estupidamente altos de McCartney.

“Piggies” – The Beatles

A misantropia escondida em muita espiritualidade está bem patente nesta sátira de Harrison à sociedade dominante.

“Sexy Sadie” – The Beatles

Com o seu eco no piano, as suas vozes hipnóticas, e a guitarra repetindo a melodia da voz, tudo nesta canção é sabiamente desassossegado.

“Octopus’s Garden” – The Beatles

Com o seu divertido solo de guitarra, e a voz bonacheirona e despretensiosa de Ringo, quase nem reparamos no facto de o tema ser uma espécie de “Yellow Submarine” dos pequeninos.

“I’m So Tired” – The Beatles

Escrita por Lennon na Índia, numa noite de insónia causada por excesso de meditação, e ampliada pelas ansiedades em relação ao seu casamento.

“Hey, Ma” – Bon Iver

É bom voltar a ouvir um Justin Vernon livre de produção, com uma maior simplicidade.

“Grande Festa” – Lena d’Água

“Grande Festa” dá vontade de dançar, soa a Lena d’Água mas que não deixa de ser moderno.

“Bombs Away” – Charlotte Gainsbourg

“Bombs Away” é um tema dançável, com inspiração disco, pautado pela voz melodiosa de Gainsbourg.

“Fair Verona” – Dan Mangan

“Fair Verona” merece ser ouvida com tranquilidade, bebendo cada nota e cada palavra.

“Tutti Frutti” – New Order

“Tutti Frutti” é uma faixa que nos permite lembrar que as bandas podem continuar a ter qualidade mesmo depois de perderem membros chave.

“The End of The World” – The Cure

De melodia e hook viciante, cujo baixo acompanha a melodia da voz, Robert Smith repete, vezes e vezes sem conta, “I couldn’t love you more”. Bastaria ouvir um segundo da música para perceber que é… The Cure, e é provavelmente uma das últimas canções-hino produzidas pelos britânicos.

“Doing The Unstuck” – The Cure

Uma música enérgica, carregada de ritmo e motivação, que nos exorta a nunca acharmos que é demasiado tarde para “queimar a casa” e fazermos tudo aquilo que queremos fazer.

“A Short Term Effect” – The Cure

“Short Term Effect” é uma viagem irreal, com os seus ecos, a sua guitarra arabesca e onírica à Hendrix, as suas dissonâncias e distorções fantasmagóricas.

“Close to Me” – The Cure

Vale a pena ouvir de novo e recordar este clássico de 1985, onde corpos se abanavam e corações se derretiam nas pistas de dança.

“Lullaby” – The Cure

Não duram muito tempo, certas canções de embalar.

“Foxy Lady” – The Cure

Uma nova roupa para um clássico da década anterior.

“Plainsong” – The Cure

Música de abertura de Disintegration, música de coroação em “Marie Antoinette” (Sofia Coppola) e música de encerramento em “Toni Erdmann” (Maren Ade).