Tão sexy como só a Soul pode ser.
“Me and Bobby McGee” – Janis Joplin
Esta versão, interpretada por Janis Joplin, foi gravada dias antes da sua morte, aos 27 anos – aniversário trágico para tantos ícones musicais – e lançada postumamente no seu álbum Pearl (1971).
“Girl, You’ll Be a Woman Soon” – Urge Overkill
Uma das canções que mais se destaca da banda sonora de Pulp Fiction (1994), a versão de Urge Overkill foi originalmente gravada para o EP de 1992, Stull.
“Take Me To The River” – Talking Heads
Uma versão co-produzida com Brian Eno, que acabou mais reconhecida e escutada do que a versão original de Al Green.
“Hallelujah” – Jeff Buckley
Uma interpretação imaculada, que tem como veículo uma voz que varia entre a glória e a tristeza, a beleza e a dor.
“Como Quem Pinta” – Sensible Soccers
Tema retirado de “Aurora”, um disco incomparável a todos os anteriores porque já não sabemos inventar palavras para descrever mais um álbum perfeito.
“Journey in Satchidananda” – Alice Coltrane ft. Pharoah Sanders
Sanders e Coltrane dividem amigavelmente o amplo espaço aberto proporcionado pelo tapete sonoro rico de baixo e percussão.
“Limerence” – Yves Tumor
Continuamos calados com os olhos presos a nada, perdendo-nos nas camadas deliciosas do arpejo de Yves Tumor.
“Ode to an African Violet” – Mort Garson
Talvez o que o ser humano goste do agora lendário disco de Garson de 1976 seja a ideia de ele próprio ser embalado pelo toque leve das teclas aveludadas do Moog, dar asas à imaginação e criar folhas e raízes que despontam ao som da música.
“Chemistry” – Brian Eno / John Hassell
Brian Eno encontrou em Jon Hassell, um aliado perfeito para criar este “Chemistry”, retirado do fantasmagórico “Fourth World, Vol.1: Possible Musics”.
“Musicology” – Prince
Sem grande conversa, esta música é um teste, médico e de rigor quase científico.
“Make it Better” – Anderson .Paak
Entre o hip hop, a soul e o funk, capaz de fazer lembrar os grandes clássicos a Motown, mas sem soar a cópia (mais ou menos) barata de algum antecessor, Paak caminha alegremente para uma sólida carreira.
“Ice Cream Man” – Tom Waits
Uma música do homem que assumiu só cantar porque “ser canalizador daria muito trabalho”.
“Hunk O’ Funk” – Brother Jack McDuff
Um dos discretos heróis do Jazz que a Blue Note nunca esqueceu.
“Neuziana” – Jhon Douglas
“Eu vou voltar pro mato pra me desatualizar” é dito lá para o meio de Neuziana.
“Tempestade” – Márcia
“Se encararmos a tempestade e a tristeza, a felicidade está muito mais próxima”.
“Hope is a Dangerous Thing for a Woman Like me to Have – But I Have It” – Lana Del Rey
É um dos singles já lançados e é daqueles que tem Lana del Rey escrito em todo o lado. Na letra, na soturnidade, na melodia e na voz, que quase parece que não está a cantar, mas a contar uma história.