Ricardo Romano
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"Um bom disco justifica sempre os meios”- defendeu-se Ricardo Romano, ao ser acusado de ter vendido o rim esquerdo da sua tia entrevada para comprar uma edição rara do Led Zeppelin II - o melhor disco de sempre. O juiz não se convenceu, mandando-o para uma prisão com condições desumanas, onde uma vez foi obrigado a ouvir do princípio ao fim um disco dos Creed. Actualmente em liberdade, cumpre pena de trabalho a favor da comunidade no site Altamont mas a proximidade com boas colecções de discos não augura nada de bom.

Playlist da Semana: Pós-Panca

Deixamo-vos aqui alguns dos clássicos do pós-punk para vos aguçar o apetite…

“Love, Hate, Love” – Alice in Chains

O ponto mais alto de Facelift é “Love, Hate, Love”, que vai crescendo devagar até toda a lava de sentimentos contraditórios se derramar no refrão: amo, odeio, amo outra vez.

“Red Barchetta” – Rush

“Red Barchetta” tem uma melodia doce e suave como um piquenique no campo.

“The Carny” – Nick Cave and the Bad Seeds

“The Carny” é uma valsa macabra à Kurt Weill, perversa e decadente como um cabaret berlinense dos anos vinte (o órgão circense tocado pelo próprio Chucky, o boneco diabólico). A música é teatral, condicente com o spoken word literato de…

Nick Cave and the Bad Seeds – Your Funeral… My Trial (1986)

O quarto álbum de Nick Cave and the Bad Seeds, Your Funeral… My Trial, faz uma síntese elegante entre a cor da melodia e o preto-e-branco da raiva pós-punk.

Nick Cave and The Bad Seeds – From Her to Eternity (1984)

O álbum de estreia de Nick Cave and the Bad Seeds é uma pérola do pós-punk tardio: tenso, mórbido e teatral.

Dinosaur Jr. – You’re living all over me (1987)

O segundo álbum dos Dinosaur Jr., You’re All Living Over Me, é o mais pujante e influente do power trio. Reconciliar o alternativo com o classic rock é o seu grande legado.

Rush – Moving Pictures (1981)

O oitavo álbum dos Rush, Moving Pictures, é a sua indiscutível obra-prima. Engenhosa a sua conciliação entre o complicado prog e a depurada new wave.

Sangue, açúcar, sexo e magia: o clássico dos Red Hot faz 30 anos

Os Red Hot dos anos 80, com a sua tresloucada fusão de punk, funk e hip-hop, foram muito influentes.

The Smashing Pumpkins – Gish (1991)

Gish é uma caixa de duas mudanças, mete-se a primeira e é psicadelismo doce, mete-se a segunda e é rock pesado que não deixa prisioneiros.

30 anos de Nevermind: como os Nirvana mudaram a pop

O segundo álbum dos Nirvana, Nevermind, é muito mais do que um disco perfeito: é o terramoto que abalou toda uma indústria e a bandeira que definiu uma geração.

Beastie Boys – Paul’s Boutique (1989)

O segundo álbum dos Beastie Boys, Paul’s Boutique, é um dos grandes clássicos dos anos de ouro do hip-hop, elevando a arte do sampling para um novo patamar.

Alice in Chains – Facelift (1990)

Facelift é um grande disco – canções memoráveis umas atrás das outras, apesar de apanhar os Alice in Chains ainda à procura da sua identidade.

Joni Mitchell – Blue (1971)

O quarto álbum de Joni Mitchell, Blue, é belo, triste e honesto. Como a chuva a cair numa tarde de Inverno.

The Police – Outlandos D’Amour (1978)

O álbum de estreia dos Police, Outlandos D’Amour, faz uma síntese elegante entre o calor do reggae e a urgência do punk.

Jane’s Addiction – Ritual de lo Habitual (1990)

O segundo álbum de originais dos Jane’s Addiction, Ritual de lo Habitual, foi um dos primeiros exemplares de rock alternativo a chegar às massas. O sismo de baixa frequência prenunciando Nevermind…

Manuela Azevedo: A arte é um fim em si mesmo

Aproveitando o pretexto dos 25 anos de LusoQUALQUERcoisa, primeiro álbum dos Clã, estivemos à conversa com Manuela Azevedo.

Clã – Cintura (2007)

O quinto disco dos Clã, Cintura, tem sido criminosamente subestimado. A sua pop leve e colorida, risonha e dançante, é um dos momentos mais criativos da banda.