O penúltimo disco de Sam Cooke, Night Beat, é a obra-prima do mestre da soul.
Booker T. & the M.G.’s – Green Onions (1962)
A estreia dos Booker T. & the M.G.s, Green Onions, não é só um grande disco de southern soul instrumental. É a Stax a encontrar uma identidade, o chamado Memphis Sound. No início dos anos 60, em Memphis, a Stax…
“Papuça” – José Afonso
Zeca escrevinhando a sua herança política, recordando o PREC com carinho: “a multidão na rua / ouve-se a banda tocando o MFA / a revolução é p’ra já”.
Jorge Ben – Samba Esquema Novo (1963)
O disco de estreia de Jorge Ben, Samba Esquema Novo, é inspirado pelo samba e pela bossa nova, mas a sua síntese é tão fresca e original que abre um novo sulco na música popular brasileira.
Alipio de Freitas – José Afonso
“Alípio de Freitas”, com as suas guitarras convictas, de quem sabe perfeitamente para onde vai, tem um travo épico, consentâneo com a homenagem ao valente padre transmontano, então preso pela ditadura militar brasileira.
Achégate a Mim, Maruja – José Afonso
“Achégate a Mim, Maruxa”, canção a cappella com letra roubada ao cancioneiro popular galego, foi escrita em Vigo em 1978. Júlio Pereira conta que tiveram que voltar à pressa ao hotel, para buscar o gravador, porque a sua melodia aparecera…
Capote à Sombra 2022: ninguém acaba assim
A quarta edição do Capote à Sombra, em Évora, cumpriu mais uma vez o seu bonito desígnio: divulgar a nova música portuguesa de qualidade, num ambiente descontraído e acolhedor.
Salif Keita – Moffou (2002)
Moffou é a obra-prima do maliano Salif Keita. Mais acústica do que eléctrica. Africaníssima mas também europeia. E uma voz imensa, feita de mel e de areia.
“Sad Waters” – Nick Cave and the Bad Seeds
“Sad Waters” é lúgubre mas resignada (a miúda linda do rio foi desaguar noutra foz? é assim o mundo, o que é que se há-de fazer?). O órgão Hammond – tocado pelo próprio Nick Cave – vai chorando devagar como o rio triste que passa.
Belle and Sebastian – Dear Catastrophe Waitress (2003)
O sexto disco dos Belle and Sebastian, Dear Catastrophe Waitress, transborda de imaginação melódica e de alegria pop.
Muddy Waters – The Best of Muddy Waters (1958)
The Best of Muddy Waters, de 1958, colige os melhores singles que o bluesman publicou na Chess Records entre 1948 e 1954. Uma resenha perfeita da revolução eléctrica comandada por Muddy Waters nos anos de ouro do pós-guerra.
The Prodigy – Experience (1992)
O primeiro dos Prodigy, Experience, transporta-nos para as raves do início dos anos 90: um disco frenético, extasiado, colorido…
Jorge Palma – O Lado Errado da Noite (1985)
O Lado Errado da Noite foi o primeiro disco de Jorge Palma a ter algum sucesso. “Deixa-me Rir”, “Jeremias, o Fora da Lei” e o próprio tema-título caíram no goto do público.
Carlos Paredes – Guitarra Portuguesa (1967)
O primeiro álbum de Carlos Paredes, Guitarra Portuguesa, disputa a condição de obra maior com o tomo seguinte, Movimento Perpétuo. Há um argumento forte para o primeiro ganhar o braço-de-ferro. Chama-se “Canção Verdes Anos”.
“Ronda dos Paisanos” – José Afonso
“Ronda dos Paisanos” trata de uma forma leve e divertida um tema pesado e sombrio: a guerra colonial.
Creedence Clearwater Revival – Willy and The Poor Boys (1969)
O quarto tomo dos Creedence Clearwater Revival, Willy and the Poor Boys, é o seu álbum mais coeso, conciliando os singles esmagadores do costume com um todo particularmente inspirado.
Asimov – Dialects – Stenar Musik (2022)
O regresso dos Asimov é generoso, oferecendo-nos dois belos discos de uma só assentada, reunidos num CD duplo: Dialects e Stenar Musik, o último coligindo raridades dispersas.
“Stranger than Kindness” – Nick Cave and the Bad Seeds
“Stranger Than Kindness” é o mais próximo que Nick Cave e os seus Bad Seeds alguma vez estiveram da beleza soturna dos Joy Division. Quem ouvir esta música e não sentir qualquer coisa a quebrar, já nada sabe, já nada…