Talvez seja mais ou menos assim: ou se gosta ou se odeia. Numa visão menos maniqueísta, pode ser que aos poucos toda a gente chegue lá, ao feeling musical de Bingo Fury. Mas duvidamos bastante, é um facto.
Joni Mitchell – Hejira (1976)
Em 1976, Joni Mitchell estava em fuga. De um namorado, da fama, do seu universo sonoro e da vida. Um ano antes fez parte da trupe da Rolling Thunder Revue de Bob Dylan e conduziu pelas estradas americanas durante semanas. Pelo caminho encontrou um novo som e um novo rumo para a sua música.
“Shhh / Peaceful” – Miles Davis
Finalmente: é sexta-feira. Depois de uma semana dolorosa de trabalho, há pouco para dizer. Portanto, antes da azáfama da noite, vamos todos estar em silêncio e descansar um pouco. Shhh.
George Russell – Jazz In the Space Age (1960)
George Russell foi um músico de mão cheia. Para além desse facto, inovou como poucos e por isso mereceu o céu. Ou melhor, tornou-se dono e senhor do espaço. Jazz In The Space Age é um disco clássico, de culto,…
Bill Evans Trio – I Will Say Goodbye (1980)
Dotado de um groove discreto e de uma elegância prodigiosa, I Will Say Goodbye é a carta de despedida de um sofredor apaixonado pela ilusão de que a vida pode ser tudo menos triste.
Bent Arcana – Bent Arcana (2020)
Bebendo da fonte de Miles Davis no período elétrico, krautrock e rock psicadélico, John Dwyer reúne alguns dos seus colaboradores favoritos para partir numa viagem interestelar.
Miles Davis – Rubberband (2019)
O resultado final é deliciosamente datado, transportando-nos imediatamente para essa década plástica e livre, de que Davis queria também ser parte.
Miles Davis – Nefertiti (1968)
A excelência das composições e a excelência interpretativa de quem lhes dá vida: Davis, Hancock, Shorter, Williams e Ron Carter, no baixo.
Jimi e Miles, uma amizade forjada na música
Uma mulher juntou os génios Miles Davis e Jimi Hendrix, numa amizade musical que esteve perto de dar um disco.
OK Computer: o regresso ao futuro com os Radiohead
Os hipsters preferirão o Kid A, glorificando a sua inacessibilidade. Os nazis da simplicidade pop escolherão o The Bends, apedrejando “Paranoid Android” pelas suas cedências ao prog. Mas as pessoas razoáveis optarão sempre por OK Computer, um disco desmedidamente belo e sem vergonha de o ser.
The Jimi Hendrix Experience – Are You Experienced (1967)
Gravado em 72 horas, entre três estúdios londrinos, com mais imaginação que equipamento e sem grande disponibilidade para cedências comerciais, quando Hendrix perguntou “Are You Experienced” o mundo reagiu.
“All Blues” – Miles Davis
Da mesma maneira que Kind of Blue, o vinil, é o cliché do dia monumental em que Davis deu meia dúzia de indicações e antecipou o crepitar virtuoso, este texto é a impertinência fundamental daquele que ouve e contempla e devora, a última instância de um “eu gosto” visceral, de um abrilhantar de olhos; um canito a abanar a cauda.
Santana – Santana IV (2016)
Santana IV é um disco para ser consumido por inteiro e por ordem, numa viagem multicolorida, suada e muito recompensadora.
Canção do Dia: So What – Miles Davis
Primeiro, vem a bruma misteriosa, contrabaixo e piano perdidos, à procura ainda até do próprio tempo do tema. Até que finalmente entra a melodia e, coisa rara no jazz, é o próprio contrabaixo quem a faz, um golpe de estado…