Os Pavement sempre fizeram questão de ignorar essa irrelevância chamada mundo.
Pavement – Crooked Rain, Crooked Rain (1994)
Um disco dissonante mas soalheiro, como se os Sonic Youth tocassem viola na praia ou os Dinosaur Jr. fizessem amonas aos Beach Boys.
Arcade Fire || Campo Pequeno
Ontem foi uma noite mágica. No seu primeiro concerto em nome próprio em Portugal, os Arcade Fire encheram-nos a alma de um êxtase quase religioso. Podia mesmo ser de outra forma?
Arcade Fire – Funeral (2004)
Porque é que Funeral é tão imenso, considerado por muitos como o disco da sua década? Pela sua originalidade? Pela sua beleza? Estamos em crer que a resposta é outra: pela primazia quase fascista da emoção.
OK Computer: o regresso ao futuro com os Radiohead
Os hipsters preferirão o Kid A, glorificando a sua inacessibilidade. Os nazis da simplicidade pop escolherão o The Bends, apedrejando “Paranoid Android” pelas suas cedências ao prog. Mas as pessoas razoáveis optarão sempre por OK Computer, um disco desmedidamente belo e sem vergonha de o ser.
The Smiths – Strangeways, Here We Come (1987)
Uma maravilhosa blasfémia contra os próprios dogmas dos Smiths.
Playlist da Semana: Club Indie Rock
Há dez anos era o indie rock que nos punha a sair à noite e dar tudo. Estes êxitos fizeram vibrar as pistas de sítios como Incógnito, Suave, Eclipse, Bedroom, Jamaica ou Roterdão. O indie era fresco e parecia maior que a vida. Brindemos então aos tempos excitantes do indie rock.
Cavalheiro – Mar Morto (2015)
Comecemos pela fineza de apresentar sua senhoria: Cavalheiro é o mui nobre alter-ego do songwriter portuense Tiago Ferreira, a espalhar o seu obséquio desde 2010. Nesse ano assinou o longa-duração Primeiro, uma espécie de Bill Callahan à Gomes de Sá, com o…
Canção do dia: The Battle of Hampton Roads – Titus Andronicus
Emoção! A adolescência é um casulo de arame farpado: as asas tendem a sair rasgadas. Emoção, pois claro. Loucos são aqueles que em vez de gritarem ao saírem, fazem blasé soar a nome de cor com a qual pintam a…
Albert Hammond Jr. – Momentary Masters (2015)
Albert Hammond Jr. é um tipo ocupado. Não lhe chega ser guitarrista de uma das maiores e melhores bandas do rock deste milénio – os Strokes – como vai já no seu terceiro disco a solo. É claro que Strokes…
Will Butler – Policy (2015)
Estamos habituados a vê-lo actuar numa das maiores bandas do momento, a tocar diferentes instrumentos, a atirar tambores, palco acima, palco abaixo. Sim, Will Butler não é um artista qualquer e sempre soube dar espectáculo em grupo. Arrisca agora sozinho…
Allah-Las – Worship the Sun (2014)
O segundo disco dos Allah-Las, Worship the Sun, foi lançado a Setembro deste ano e passou(-nos) relativamente despercebido – o que, atendendo à forma como nos seduziu o primeiro (Allah-Las), indicia qualquer coisa. Não que seja um mau disco, digo-o…
Arctic Monkeys – Favourite Worst Nightmare (2007)
Rasgões, nódoas e tabaco. Ramelas, bedum e cabelo de cama. Esta é a vida deles. Esta é a vida dos que, como eles, sentem a emoção de viver em taquicardia constante. Viver numa dualidade esquizofrénica que junta o mais violento ao mais doce, o mais fanfarrão ao mais simples. É isso que faz desta fase da vida o nosso “Favourite Worst Nightmare”.
Local Natives – Gorilla Manor (2009)
Os Local Natives são uma banda de Los Angeles, formada em 2008, sendo este Gorilla Manor o seu álbum de estreia. E é, a meu ver, uma estreia deveras interessante. Começaram a chamar a atenção no festival South by Southwest…
Vampire Weekend – Vampire Weekend (2008)
No ocaso da década de 2000, os Vampire Weekend agarraram nas suas influências e fizeram um dos melhores discos do indie. Meteram Paul Simon e Wes Anderson na batedeira e voilà: um disco intemporal.