“Shady Lane” – Pavement

Os Pavement sempre fizeram questão de ignorar essa irrelevância chamada mundo.

Pavement – Crooked Rain, Crooked Rain (1994)

Um disco dissonante mas soalheiro, como se os Sonic Youth tocassem viola na praia ou os Dinosaur Jr. fizessem amonas aos Beach Boys.

Mac McCaughan (Superchunk): a comédia como solução

Falámos de tudo: comida, angústia, dos Superchunk e Portastatic, e de muita comédia – como The Best Show e dos gostos pessoais do Mac, cuja relação com o humor é de grande proximidade.

Capote Fest 2018

Quando tudo neste admirável mundo novo conspira contra o rock, há algo de muito nobre neste gesto de resistência chamado Capote Fest. Uma aldeia gaulesa resiste…

Arcade Fire || Campo Pequeno

Ontem foi uma noite mágica. No seu primeiro concerto em nome próprio em Portugal, os Arcade Fire encheram-nos a alma de um êxtase quase religioso. Podia mesmo ser de outra forma?

Arcade Fire – Funeral (2004)

Porque é que Funeral é tão imenso, considerado por muitos como o disco da sua década? Pela sua originalidade? Pela sua beleza? Estamos em crer que a  resposta é outra: pela primazia quase fascista da emoção.

OK Computer: o regresso ao futuro com os Radiohead

Os hipsters preferirão o Kid A, glorificando a sua inacessibilidade. Os nazis da simplicidade pop escolherão o The Bends, apedrejando “Paranoid Android” pelas suas cedências ao prog. Mas as pessoas razoáveis optarão sempre por OK Computer, um disco desmedidamente belo e sem vergonha de o ser.

The Smiths – Strangeways, Here We Come (1987)

Uma maravilhosa blasfémia contra os próprios dogmas dos Smiths.

Playlist da Semana: Club Indie Rock

Há dez anos era o indie rock que nos punha a sair à noite e dar tudo. Estes êxitos fizeram vibrar as pistas de sítios como Incógnito, Suave, Eclipse, Bedroom, Jamaica ou Roterdão. O indie era fresco e parecia maior que a vida. Brindemos então aos tempos excitantes do indie rock.

Guns N’ Roses: a banda gigante que o mundo esqueceu

Eu Judas Iscariotes me confesso. Porque amei os Guns desalmadamente na minha adolescência e depois os traí por trinta dinheiros. Dêem-me uma corda e uma velha figueira, não sem antes vos contar a minha torpe história. O meu primeiro concerto…

Cavalheiro – Mar Morto (2015)

Comecemos pela fineza de apresentar sua senhoria: Cavalheiro é o mui nobre alter-ego do songwriter portuense Tiago Ferreira, a espalhar o seu obséquio desde 2010. Nesse ano assinou o longa-duração Primeiro, uma espécie de Bill Callahan à Gomes de Sá, com o…

Canção do dia: The Battle of Hampton Roads – Titus Andronicus

Emoção! A adolescência é um casulo de arame farpado: as asas tendem a sair rasgadas. Emoção, pois claro. Loucos são aqueles que em vez de gritarem ao saírem, fazem blasé soar a nome de cor com a qual pintam a…

Albert Hammond Jr. – Momentary Masters (2015)

Albert Hammond Jr. é um tipo ocupado. Não lhe chega ser guitarrista de uma das maiores e melhores bandas do rock deste milénio – os Strokes – como vai já no seu terceiro disco a solo. É claro que Strokes…

Will Butler – Policy (2015)

Estamos habituados a vê-lo actuar numa das maiores bandas do momento, a tocar diferentes instrumentos, a atirar tambores, palco acima, palco abaixo. Sim, Will Butler não é um artista qualquer e sempre soube dar espectáculo em grupo. Arrisca agora sozinho…

Allah-Las – Worship the Sun (2014)

O segundo disco dos Allah-Las, Worship the Sun, foi lançado a Setembro deste ano e passou(-nos) relativamente despercebido – o que, atendendo à forma como nos seduziu o primeiro (Allah-Las), indicia qualquer coisa. Não que seja um mau disco, digo-o…

Arctic Monkeys – Favourite Worst Nightmare (2007)

Rasgões, nódoas e tabaco. Ramelas, bedum e cabelo de cama. Esta é a vida deles. Esta é a vida dos que, como eles, sentem a emoção de viver em taquicardia constante. Viver numa dualidade esquizofrénica que junta o mais violento ao mais doce, o mais fanfarrão ao mais simples. É isso que faz desta fase da vida o nosso “Favourite Worst Nightmare”.

Local Natives – Gorilla Manor (2009)

Os Local Natives são uma banda de Los Angeles, formada em 2008, sendo este Gorilla Manor o seu álbum de estreia. E é, a meu ver, uma estreia deveras interessante. Começaram a chamar a atenção no festival South by Southwest…

Vampire Weekend – Vampire Weekend (2008)

No ocaso da década de 2000, os Vampire Weekend agarraram nas suas influências e fizeram um dos melhores discos do indie. Meteram Paul Simon e Wes Anderson na batedeira e voilà: um disco intemporal.