Wilco – Yankee Hotel Foxtrot (2001)

Nunca a beleza pop e a estranheza experimental casaram tão bem.

Yo La Tengo – I Can Hear the Heart Beating as One (1997)

I Can Hear the Heart Beating as One, vê o grupo a expandir a sua palete sonora e a encontrar uma maneira de equilibrar as suas sensibilidades mais melódicas com o seu pedigree noise.

Yo La Tengo || Cineteatro Capitólio

Os Yo La Tengo enfeitiçaram o Capitólio com um set que agradou tanto fãs estreantes como os de longa data.

Silver Jews – American Water (1998)

O fã típico é doutorado em literatura moderna e viciado em crack. As tentativas de suicídio são opcionais.

The Jesus and Mary Chain – Psychocandy (1985)

É pop. É ruído. É Psychocandy.

Sonic Youth – Evol (1986)

São tão urbanos e noctívagos e arty e sofisticados, que nos apetece comprar o vinil só para que toda a gente na loja saiba que somos tão cool. Termos ou não um gira-discos em casa é, para o caso, irrelevante.

Os Pavement e o charme do desmazelo

O grande legado dos Pavement é mostrar-nos quanta beleza pode haver no inacabado, no desleixado, no descuidado. Como uma miúda gira acabada de acordar.

“Shady Lane” – Pavement

Os Pavement sempre fizeram questão de ignorar essa irrelevância chamada mundo.

Pavement – Crooked Rain, Crooked Rain (1994)

Um disco dissonante mas soalheiro, como se os Sonic Youth tocassem viola na praia ou os Dinosaur Jr. fizessem amonas aos Beach Boys.

Mac McCaughan (Superchunk): a comédia como solução

Falámos de tudo: comida, angústia, dos Superchunk e Portastatic, e de muita comédia – como The Best Show e dos gostos pessoais do Mac, cuja relação com o humor é de grande proximidade.

Capote Fest 2018

Quando tudo neste admirável mundo novo conspira contra o rock, há algo de muito nobre neste gesto de resistência chamado Capote Fest. Uma aldeia gaulesa resiste…

Arcade Fire || Campo Pequeno

Ontem foi uma noite mágica. No seu primeiro concerto em nome próprio em Portugal, os Arcade Fire encheram-nos a alma de um êxtase quase religioso. Podia mesmo ser de outra forma?

Arcade Fire – Funeral (2004)

Porque é que Funeral é tão imenso, considerado por muitos como o disco da sua década? Pela sua originalidade? Pela sua beleza? Estamos em crer que a  resposta é outra: pela primazia quase fascista da emoção.

OK Computer: o regresso ao futuro com os Radiohead

Os hipsters preferirão o Kid A, glorificando a sua inacessibilidade. Os nazis da simplicidade pop escolherão o The Bends, apedrejando “Paranoid Android” pelas suas cedências ao prog. Mas as pessoas razoáveis optarão sempre por OK Computer, um disco desmedidamente belo e sem vergonha de o ser.

The Smiths – Strangeways, Here We Come (1987)

Uma maravilhosa blasfémia contra os próprios dogmas dos Smiths.

Playlist da Semana: Club Indie Rock

Há dez anos era o indie rock que nos punha a sair à noite e dar tudo. Estes êxitos fizeram vibrar as pistas de sítios como Incógnito, Suave, Eclipse, Bedroom, Jamaica ou Roterdão. O indie era fresco e parecia maior que a vida. Brindemos então aos tempos excitantes do indie rock.

Guns N’ Roses: a banda gigante que o mundo esqueceu

Eu Judas Iscariotes me confesso. Porque amei os Guns desalmadamente na minha adolescência e depois os traí por trinta dinheiros. Dêem-me uma corda e uma velha figueira, não sem antes vos contar a minha torpe história. O meu primeiro concerto…

Cavalheiro – Mar Morto (2015)

Comecemos pela fineza de apresentar sua senhoria: Cavalheiro é o mui nobre alter-ego do songwriter portuense Tiago Ferreira, a espalhar o seu obséquio desde 2010. Nesse ano assinou o longa-duração Primeiro, uma espécie de Bill Callahan à Gomes de Sá, com o…