Charif Megarbane – Hawalat (2025)

O disco de afirmação de um libanês que é uma máquina a fundir funk, afrobeat, música árabe e psicadelismo, tudo pintado com a elegância de banda sonora de um filme italiano.

PJ Harvey – Stories From The City, Stories From The Sea (2000)

Mais de 20 anos depois do lançamento, é Stories From The City, Stories From The Sea um dos melhores trabalhos de PJ Harvey? Sim.

Black Keys – No Rain, No Flowers (2025)

O novíssimo disco do duo de Akron, no Ohio, surge depois de um processo atribulado que incluiu o cancelamento de uma digressão e o despedimento dos managers. Trabalho com ares bluesy, funk, soul, R&B e country, remissão para sons dançáveis dos anos 70, elevada competência, mas sem genialidade.

The Tubs – Cotton Crown (2025)

Com o seu segundo disco os The Tubs entregam nove faixas carregadas de energia do início ao fim, com refrões que grudam na cabeça, uma tristeza sincera que nunca chega ao sentimentalismo e guitarras que soam como um abraço nostálgico e familiar.

Akiko Yano - Ai Ne Nakucha Ne
Akiko Yano – Ai Ga Nakucha Ne (1982)

Uma misturada de influências orientais e ocidentais resultou neste excelente Ai Ga Nakucha Ne, disco de culto de 1982, que merece ser descoberto.

Luke Haines & Peter Buck – Going Down To The River… To Blow My Mind (2025)

A dupla está de volta! Luke Haines e Peter Buck regressam em plena forma, completando uma sonora e inusitada trilogia psiquiátrica.

Tunde Adebimpe -Thee Black Boltz (2025)

O disco de estreia a solo do vocalista de TV on the Radio é um trabalho eclético, com vários estilos mas mantendo uma coerência muito interessante.

Sigur Rós – ( ) (2002)

O álbum () dos Sigur Rós, lançado em 28 de outubro de 2002, representa um marco na discografia da banda islandesa, consolidando a sua identidade sonora única, e expandindo os limites da música pós-rock.

Will Stratton – Points of Origin (2025)

Points of Origin merece ser ouvido em lugar recatado, degustado com uma bebida na mão. é um álbum que se ouve e reouve — e que permanecerá muito tempo após o último acorde.

IE – Reverse Earth (2025)

Os IE fizeram um dos álbuns mais estimulantes do ano, até ao momento. É tão bonito este Reverse Earth, que o seu título parece mesmo simbolizar o avesso do que se passa no mundo. 

Wet Leg – moisturizer (2025)

Um álbum de amadurecimento, com mais densidade e corpo, intenso, de guitarras poderosas, mantendo a irreverência.

caroline – caroline 2 (2025)

caroline 2, segundo trabalho da banda britânica Caroline, aprofunda a proposta estética e emocional que o grupo apresentou no seu elogiado disco de estreia homônimo.

Giles, Giles & Fripp – The Cheerful Insanity of Giles, Giles & Fripp (1968)

Reeditado muito recentemente, The Cheerful Insanity of Giles, Giles & Fripp merece a nossa atenção. Um disco histórico, que a história nunca considerou devidamente.

Suzanne Vega – Flying with Angels (2025)

Onze anos depois de Tales For The Realm Of The Queen Of Pentacles e nove após o temático Lover, Beloved: Songs from an Evening with Carson McCullers, Vega traz-nos uma reafirmação de múltiplos talentos, num disco que traduz muito bem as preocupações do nosso tempo.

Florist – Jellywish (2025)

Jellywish não se impõe, mas partilha canções onde cabem a frustração de viver e a beleza de ainda estarmos cá.

Frankie Cosmos – Different Talking (2025)

Composto por ritmos fofos e adocicados, podemos dizer que este álbum é um docinho. Mais, satisfaz na medida certa, que não nos deixa com ânsias de mais.

Conferência Inferno – Pós-esmeralda (2023)

Composto durante a pandemia de COVID-19, Pós-esmeralda retrata o pânico que dela adveio, mas também um certo otimismo em relação ao pós-confinamento.

YUNGBLUD – Idols (2025)

Um disco marcado por uma ambição crescente, onde a teatralidade encontra a vulnerabilidade, o refrão bate mais forte, o passado de várias latitudes sonoras é revisitado com olhos postos no futuro.