A data é comemorativa, mas servirá sobretudo como lembrete: ouvir Transa é urgente, mesmo passados…
Neu! – Neu! 75 (1975)
Neu! 75, terceiro álbum do duo de Dusseldörf, é a sua incontestável obra-prima. Contemplativa no lado A, mas zangada no lado B, lança pistas em todas as direcções. Um farol para a música ambiente e para o pós-punk.
Paul McCartney – RAM (1971)
Ao seu segundo disco a solo, Paul McCartney lança as bases para aquele que viria a ser o seu futuro som com os Wings. RAM, mal recebido na altura, é uma belíssima colecção de canções, vindas de quem ainda sofria bastante com a ruptura dos Beatles.
Hawkwind – In Search of Space (1971)
O segundo dos Hawkwind, In Search of Space, é o disco-manifesto que apresenta o space rock. Psicadelismo lento, pesado e hipnótico. Como uma nave gigante à deriva no espaço.
Bert Jansch – Avocet (1979)
Um álbum essencial da folk britânica, rico e intrincado, obra de um artesão de nome…
T. Rex – Electric Warrior (1971)
Electric Warrior dos T-Rex não é apenas um manual de bom gosto e concisão pop. É o primeiro manifesto glam, com ressonâncias que perduram até hoje.
The Who – Who’s Next (1971)
Das cinzas de um projecto falhado, nasce o despretensioso Who’s Next, tão imaginativo como Tommy e Quadrophenia mas sem o seu peso conceptual. O favorito dos fãs menos virados para as óperas rock.
Joni Mitchell – Blue (1971)
O quarto álbum de Joni Mitchell, Blue, é belo, triste e honesto. Como a chuva a cair numa tarde de Inverno.
The Police – Outlandos D’Amour (1978)
O álbum de estreia dos Police, Outlandos D’Amour, faz uma síntese elegante entre o calor do reggae e a urgência do punk.
Funkadelic – Free Your Mind… and Your Ass Will Follow (1970)
O título é um achado. O álbum é um claro passo em frente na banda de George Clinton, mais em direção ao rock do que ao funk ou ao soul. A droga tornou-o épico como poucos.
Kevin Ayers – Shooting At The Moon (1970)
Shooting At The Moon é um disco pleno de liberdade criativa, um disco de braços abertos, pronto para acolher todos aqueles que se dispuserem a abraçá-lo também.
Ian Dury – New Boots and Panties!! (1977)
Onde houver ternura pela Inglaterra das margens, verbo fácil e um sentido de humor folião, a referência de Ian Dury é incontornável.
Fela Kuti – Zombie (1976)
Zombie, de Fela Kuti, é uma sátira corajosa contra um governo corrupto. Uma festa do ritmo afrobeat.
Roxy Music – For Your Pleasure (1973)
Em 1973, os Roxy Music estavam à frente de Bowie em termos de inovação e experimentalismo. O elegante For Your Pleasure não deixa dúvidas a esse respeito.
Chico Buarque – Construção (1971)
Comemorar cinquenta anos de vida sem que o tempo tenha deixado marcas de desgaste e de padecimento, não é para todos.
Creedence Clearwater Revival – Pendulum (1970)
Após cinco discos inatacáveis em apenas três anos, os Creedence Clearwater Revival resolvem fechar 1970 com um disco diferente. O fim estava próximo, mas a banda ainda tinha alguns cartuchos prontos a disparar.
Ernest Hood – Neighborhoods (1975)
As canções que compõem Neighborhoods são muito mais do que meras canções: são, como o próprio Ernest indicou, na capa original do álbum, “imagens musicais”. E são mesmo. Facilmente percebemos porquê.