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Clã: 25 anos na corda bamba

O longo e sempre interessante caminho dos Clã, uma banda que insiste em apaixonar-nos.

Há 25 anos, um desconhecido grupo do Porto editava no dia dos Namorados o seu disco de estreia, com o curioso nome de LusoQUALQUERcoisa. Mas a história começa antes, naturalmente. Mais precisamente quatro anos antes, em 1992, o início formal dos Clã.

Na origem e no centro de tudo está Hélder Gonçalves, guitarrista, ideólogo e compositor da banda. Foi ele que, no início dos anos 90, decidiu que estava na hora de criar um projecto de raiz. Músico de jazz, a sua vida ia sendo dividida entre vários grupos do Porto, a escola de jazz onde dava aulas e o voleibol. No pequeno livro “Curioso Clã”, de Nuno Galopim, Gonçalves explica a motivação: “Tinha 20 anos e nessa altura estava a tocar em dez ou doze grupos ao mesmo tempo, com muitos reportórios, muitas coisas…mas sentia que não estava a fazer nada de especial com nenhum dos grupos. E nunca mais tinha tido aquela sensação, que tive aos oito anos, de pegar numa guitarra e fazer uma coisa minha. Decidi parar e experimentar começar a fazer música, juntar uma malta que toque bem”.

Para o músico, aquilo que se andava a fazer em Portugal na altura era “tudo muito quadradão” e a bagagem de jazz mostrava-lhe que era possível fazer algo diferente, mais criativo e complexo do que o que se ouvia no pop/rock de então.

A escolha dos músicos obedeceu a critérios de gosto e de praticidade. Metade do grupo foi recrutado na escola de jazz onde Hélder dava aulas: Pedro Rito (baixo), Pedro Biscaia (teclas) e Miguel Ferreira (teclas). Para baterista, a escolha óbvia foi Fernando Gonçalves, o irmão mais velho de Hélder. Só faltava uma voz…

Manuela Azevedo, hoje em dia a figura mais reconhecível dos Clã, não foi necessariamente a primeira escolha. Mas Hélder lá se decidiu a ligar para a moça que havia conhecido uns anos antes e com quem tinha tocado em bares. Manuela, que se apaixonara pela música ainda criança, como “mascote” do rancho folclórico, era pianista de formação mas, nessa altura, estava a estudar em Coimbra, no último ano do curso de Direito. Acabou por voltar ao Porto e aí fazer o estágio de advocacia, já enquanto membro dos Clã. A música, felizmente, ganhou.

Em 1992, a troupe estava completa mas longe de ser um todo coerente. Na verdade, estavam todos a tentar fazer uma coisa nova, e Manuela só conhecia Hélder. “Houve os primeiros ensaios, com toda a gente a olhar uns para os outros, porque não se conheciam. Tocámos quatro ou cinco músicas, nenhuma das quais depois se aguentou”, lembra Hélder, no livro já citado. “Foi um ponto de partida que nos dava a ideia do que poderíamos fazer. Uma música mais airosa, mais fresca. Mais dançável, oposta ao rock que se fazia na altura em Portugal”, descreve.

No início de 1994 dão-se os primeiros pequenos concertos, no Porto. O grupo grava maquetes com Mário Barreiros, figura mítica da música no Porto e um aliado importante dos Clã desde esse início. O passo seguinte era conseguir um contrato com uma editora e lançar o disco de estreia. A EMI nunca mais dava resposta e Hélder e Manuela meteram-se no comboio e vieram a Lisboa reunir directamente com David Ferreira. Este não estava particularmente interessado mas o que quer que os músicos tenham dito resultou. Saíram de lá com acordo e com o início de uma longa parceria.

LusoQUALQUERcoisa saiu em Fevereiro de 1996, e o próprio nome já indiciava uma busca, a procura de fazer qualquer coisa diferente. Esse disco de estreia é algo desigual, atirando para muitas direcções ao mesmo tempo, mas dava já pistas de estávamos perante um projecto especial: o groove, as soluções mais complexas do que o habitual ao serviço das canções pop, as letras trabalhadas e inteligentes (com a entrada em cena de outro histórico, Carlos Tê) e o carisma inegável na voz de Manuela Azevedo.

O disco não vendeu grande coisa mas tinha canções chamativas e que asseguraram que o país tomava nota dos Clã. “Novas Babilónias”, “Mapa do desejo”, “Ser uma mulher” ou a enérgica “Pois é! (Não é?)” tiveram airplay e presença na televisão.

Sem muitos concertos marcados, o grupo chegou a duvidar, ainda assim. Depois de tanto esforço e tantos sonhos, conseguem contrato, gravar, editar o disco…e depois pouca coisa a acontecer. Foi o momento em que, como admitiriam mais tarde Hélder e Manuela, se chegou a instalar a dúvida sobre se valeria a pena.

A resposta foi atirarem-se rapidamente ao trabalho, nas sessões do que viria a ser Kazoo, um passo firme em frente na afirmação da banda. Mais ou menos por essa altura, surge o convite da Antena 3 para os Clã fazerem um concerto acústico (em Abril de 1997), que acabou por colocar a banda perante desafios diferentes. Conta Hélder: “Com os nossos instrumentos não dava para fazer um concerto acústico. Resolvemos fazer versões alternativas das canções que tínhamos no LusoQUALQUERcoisa e algumas novas que já estávamos a ensaiar. E essa procura de tentar encontrar um outro lado para as canções obrigou-nos a repensar tudo de novo. E descobrimos um outro lado nosso onde nos sentimos muito confortáveis. Uma coisa que tinha mais a ver com o formato clássico da canção, e por outro lado uma música mais crua, muito rock. E sempre com uma costela de funk e de jazz em termos de arranjo”. Está aqui tudo o que era o som dos Clã nesta altura.

Kazoo foi gravado depressa mas não soa de todo inacabado, capturando sim um sentimento de vitalidade e de urgência. Este é talvez o período mais fértil e mais vertiginoso da carreira dos Clã. O disco é muito bem recebido por público e crítica, sendo nomeado para vários prémios e Manuela venceu a distinção da Blitz para Melhor Voz Feminina Nacional. Com temas como “GTI” e “Problema de Expressão”, os Clã continuavam a colecionar hits que as rádios abraçavam, num disco mais conseguido que o de estreia. A caminho da Expo 98, o país vivia uma espécie de euforia e de optimismo colectivo, e os Clã eram parte disso. Se, depois de LusoQUALQUERcoisa, os concertos haviam desiludido pelo seu reduzido número, desta feita seria tudo diferente. Uma grande digressão “à séria”, de mais de dois anos, mais de uma centena de concertos e as primeiras apresentações no estrangeiro, nomeadamente no Brasil e em Macau.

É aqui que acontece um dos felizes acidentes na carreira da banda. Manuela foi convidada para, no âmbito da Expo 98, participar no ciclo “Afinidades”, em que vozes femininas dariam um espectáculo especial com um artista convidado. A palavra a Manuela: “Como eu não me vejo como uma cantora, mas antes como vocalista dos Clã, passei logo o convite para o grupo. Queríamos fazer um concerto muito concentrado no reportório desse convidado, e que ele tivesse uma participação durante o espectáculo todo”. Depois de pensarem em nomes como Caetano Veloso ou David Byrne, decidiram convidar Sérgio Godinho, de quem eram grandes admiradores. Almoçaram com ele, que já conhecia os Clã, e a química foi imediata, com o músico – também portuense – a redobrar o entusiasmo de quem lhe fazia o convite. Nasceu assim uma relação longa, frutuosa e com várias ramificações (Hélder viria a trabalhar em discos de Godinho). No meio da intensa digressão de kazoo, os ensaios exaustivos com Godinho, culminando com o concerto na Expo 98, em Setembro, e posteriormente, no Rivoli, no Porto, com três noites esgotadas em Janeiro de 1999, e depois apresentações por todo o país. Afinidades – Clã e Sérgio Goginho ao vivo acabaria por ser editado em 2001, também com bastante sucesso, chegando a disco de ouro em 2002.

Antes disso, era hora para mais um disco de originais, que acabaria por constituir talvez o pico da popularidade de massas dos Clã. Falamos de Lustro, de 2000, um álbum que foi o seu maior sucesso de vendas até então, chegando a disco de ouro ainda nesse ano. Mantendo a relação com Carlos Tê, chegam novos amigos para as palavras, como Manel Cruz (Ornatos Violeta, Pluto, etc), Arnaldo Antunes, o brasileiro ex-Titãs, e o compincha Sérgio Godinho. “Dançar na corda bamba”, H2omem” ou “O sopro do coração” fazem furor nas rádios, nas televisões e nos concertos.

Pelo meio dos concertos, os Clã arranjavam sempre outras coisas para se entreterem. Ainda em 2000, são uma das bandas convidadas para recriar Ar de Rock, de Rui Veloso, no seu 20º aniversário de edição, participando de seguida num concerto de homenagem aos Beatles.

Segue-se um episódio que se revelaria importante para a evolução do seu som. São convidados pela Porto 2001 para uma tarefa curiosa, musicar o clássico do cinema mudo “Nosferatu”, de Murnau. A 30 de Outubro de 2001, dá-se a estreia, com a banda a tocar ao vivo a sua banda sonora original, no Rivoli. Esse trabalho, fora da sua zona de conforto, levou o grupo – e sobretudo Hélder Gonçalves – a novos universos, a explorar a composição de forma diferente, algo que viria a influenciar decisivamente o disco seguinte, Rosa Carne, de 2004.

É nessa altura que nasce a filha de Manuela e Hélder, bem no meio da feitura desse álbum. Para os Clã, era um momento de transformação, pessoal mas também artística. O que fazer, que rumo seguir, depois de Lustro, o maior sucesso da sua carreira? Fazer o oposto, ou seja, não seguir na busca obsessiva do sucesso comercial e arriscar artisticamente. Rosa Carne é isso, um disco mais denso, mais lento, mais trabalhado, moldado pelo crescimento da banda nos projectos paralelos. Como defendemos na crítica ao disco, Rosa Carne é “um disco com um universo lírico muito tenso, mas ao mesmo tempo bastante feminino. Transporta, a bem da verdade, uma sensualidade esquiva, intensa, esquisita, por vezes violenta. Para que assim fosse, uma autêntica constelação de estrelas disse sim à chamada, e as letras de Carlos Tê (obviamente), do ex-titã Arnaldo Antunes, de Sérgio Godinho (as afinidades e as amizades não costumam falhar), de John Ulhoa (dos ótimos Pato Fu , banda do país irmão do outro lado do Atlântico), de Adolfo Luxúria Canibal e ainda de Regina Guimarães (Três Tristes Tigres) foram excelentes contributos de qualidade a somar às composições de Hélder Gonçalves”. Sem surpresa, o disco não vendeu por aí além, ainda que os concertos tivessem continuado a bom ritmo e a crítica se tivesse rendido a estes Clã “adultos”. Conta Manuela, no já citado livro de Nuno Galopim: “Pessoalmente, estava com muito baixas expectativas em relação ao Rosa Carne, porque achava que era, de facto, um disco muito difícil. Na altura em que estamos, com a maneira como se vive hoje a música, a cultura e até a informação em geral, é tudo muito rápido. As coisas têm de ser ditas de forma muito simples, rapidamente. E este disco pede tempo. Mais que tempo, disponibilidade, vontade de ouvir várias vezes as canções. Tinha poucas expectativas, mas em termos artísticos acabou por ser um disco mais bem sucedido que os outros”. Para tal contribuiu todo o factor cénico montado especialmente para os espectáculos, como ficaria registado no DVD Gordo Segredo. “Outra coisa que percebemos com este disco é que as pessoas que o ouviram, foram aos concertos e conhecem as canções, vão ser nossas fãs para o resto da vida. Ficaram irremediavelmente conquistadas pelo nosso disco. E isso, para mim, é o maior sucesso”, continua Manuela.

Nessa altura, mais um acidente feliz. Hélder e Manuela são convidados para fazer parte do projecto Humanos, a gravação de inéditos de António Variações, juntamente com nomes como Nuno Rafael, Camané ou David Fonseca. O disco, editado em 2004, simplesmente explodiu, em termos de popularidade e de vendas. Conta Hélder: “Inicialmente sempre vimos esse projecto como um episódio paralelo ao que estávamos a fazer com os Clã. O que diferenciou esse episódio de outros que já fizemos foi ter tido muito sucesso. Atingiu uma dimensão inesperada. Quando acabámos o disco sentíamos que poderia ter sucesso, mas nunca imaginámos tal dimensão. Foi muito difícil coordenar com o que estávamos a fazer na nossa carreira, com os Clã. Foi uma coisa que achámos que ia ser descontraída e acabámos por ter de a trabalhar com imenso esforço, para os Humanos também não serem uma coisa mal tratada”. Esse disco foi um dos grandes fenómenos dessa altura e, mais uma vez, a dupla mais visível dos Clã estava lá.

Em 2005, sai Vivo, disco duplo que pretendia mostrar a força do grupo nos espectáculos, contando com a participação de Manel Cruz, Adolfo Luxúria Canibal, Maria João e Arnaldo Antunes.

2006 foi o ano para trabalhar no disco seguinte e para concretizar a intenção assumida de tocar no estrangeiro. Concertos em Paris, várias datas em Espanha e no Brasil foram os marcos desse ano.

No início de 2007, o grupo entra em estúdio para gravar Cintura. Como escrevemos na nossa apreciação, “onde Rosa Carne era sombrio, difícil e denso, Cintura é soalheiro e descomplicado. Tudo por aqui tem essa leveza de algodão doce, esse travo a mágica infância, essa vontade de girar e girar. Os arranjos são elegantes e inteligentes, ou seja, são os Clã”. Editado em Outubro, seguiu-se a digressão, mais uma vez bem sucedida. Cintura chega também a disco de ouro, no ano seguinte. Como habitualmente, os Clã continuam a ser convidados para iniciáticas especiais e colaborações, tanto colectivamente como alguns dos seus membros. Pelo meio, a estrada, com muitos concertos nos anos seguintes. Espanha, Brasil, Budapeste e até o Texas, com a participação no South by Southwest, foram mais uns pontos marcados no mapa mundo da banda.

No final desse intenso período, 2010 serviria de paragem (que na verdade nunca aconteceu). Em Maio são convidados para fazerem o espectáculo de abertura do Festival Estaleiro, de Vila do Conde, um concerto para crianças. Como habitualmente, os Clã abraçam entusiasticamente o desafio e recorrem à habitual parceria com a letrista Regina Guimarães, para além da ajuda de Carlos Tê. O resultado é apresentado em palco no início de Fevereiro, com o grupo a aproveitar, antes disso, para fazer uma “digressão” bem diferente do habitual: workshops em algumas escolas de Vila do Conde, onde apresentavam as músicas novas e estimulavam o contacto das crianças com a música, iniciativa que se viria a repetir noutros pontos do país na digressão de promoção do novo disco, intitulado Disco Voador. Em Janeiro de 2011, dá-se a tal participação no Festival Estaleiro, com três datas esgotadas e de grande sucesso. O disco seria gravado posteriormente e editado em Abril, conseguindo boas vendas.

2014 marca a edição de novo registo de originais, Corrente. Estávamos num tempo em que, de certa forma, o impacto mediático dos Clã já não estava no seu auge, e a própria música portuguesa parecia viver num certo limbo. Esse disco, no entanto, voltou a ser bem recebido, sobretudo pela crítica, e deu gás aos concertos que se lhe seguiram. É um álbum bastante completo e equilibrado, porque mostra as várias facetas de uma banda adulta (já havia até atingido a maioridade), que vai da pop viciante ao registo mais intimista. Mais uma vez, Hélder Gonçalves assina todas as músicas, com a família de letristas a crescer, passando a contar com Nuno Prata ou Samuel Úria, juntando-se aos companheiros mais habituais Carlos Tê, Regina Guimarães e Sérgio Godinho.

A digressão estende-se até final do ano seguinte, terminando na passagem de 2015 para 2016. É neste ano, em que passavam 20 anos desde o primeiro disco da banda, que é editada a sua primeira colectânea, O melhor dos Clã junta 20 temas, desde o princípio com LusoQUALQUERcoisa até Corrente, e ainda um tema de Afinidades, “Conta-me histórias”, versão que o grupo havia feito para o disco de homenagem aos Xutos & Pontapés e “Bairro do Oriente”, quando ajudaram a revisitar ar de Rock, o disco de estreia de Rui Veloso.

 

Em 2017 é editado , banda sonora original criada pelos Clã para o musical infanto-juvenil do mesmo nome. E foi ainda nesse ano que o grupo começou a tactear o que seria o disco seguinte. Sem pressas, porque, como afirmou Hélder Gonçalves em declarações de então, à Lusa: os Clã não sentem a pressão “que muitas bandas no mundo da ‘pop’ têm, de fazer um disco constantemente. Sentimos que temos de fazer música quando temos algo de diferente e novo para dizer, que nos entusiasme e motive”.

As primeiras gravações são de 2018 mas o que viria a ser Véspera ficou pronto a ser editado quando a pandemia nos caiu a todos em cima da cabeça. “Não fazia sentido deixar este disco mais tempo parado. É uma razão egoísta, é a necessidade de partilhar o que temos nas mãos. Além disso, é um trabalho que não foi feito de propósito para esta ocasião, mas traz em si uma maneira de olhar para o mundo e de pensar o mundo que faz todo o sentido nos dias que vivemos agora. Estes dias de pandemia são dias estranhos, mas todas as coisas que estão associadas são males que já vinham antes”, nas palavras de Manuela Azevedo em entrevista à Timeout Porto.

Este é o disco em que já figuram dois novos membros, o baterista Pedro Oliveira e o baixista Pedro Santos, que substituíram dois membros fundadores, Pedro Rito e Fernando Gonçalves.

Véspera foi um sucesso de crítica, sendo incluído na lista dos melhores discos nacionais do ano (ou sendo destacado mesmo como o melhor), figurando igualmente na selecção de 2020 feita pelo Altamont.

Neste momento, os Clã pedem estrada, e nós pedimos que os possamos ver e ouvir. 25 anos depois do disco de estreia, e 29 desde que se juntaram, a banda não soa cansada. Seja por só fazerem aquilo que querem, quando querem e quando para tal se sintam estimulados; pelos escapes criativos que sempre foram encontrando pelo caminho, em investidas paralelas ao grupo; pela dimensão literária e cénica que foram construindo, muito para além da música e complementando-a na perfeição. Por tudo isso e porque, além de continuarem a fazer as canções que musicam a nossa vida e o passar dos nossos próprios anos, os Clã são também “uns gajos porreiros”, que os portugueses abraçaram para não largar.

Os Clã não fazem por fazer. Fazem quando sentem que vale a pena e que podem fazer bem. Nem sempre agradam a todos, nem sempre acertam em cheio. Mas são sempre curiosos, interessantes, envolventes. E, nessa busca incessante de algo fresco, souberam renovar-se sem deixar de ser quem sempre foram. Uns gajos porreiros com umas músicas que nos emocionam. E nós só temos de agradecer.

Nota: todas as imagens retiradas da página oficial de Facebook da banda

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